Abuso de antidepressivos pode trazer problemas e efeitos colaterais - Hospital Santa Mônica
Hospita Santa Mônica

Olá, bem-vindo. Escolha um setor para falar conosco.

Você se preocupa com os efeitos colaterais de antidepressivos? Esse tipo de droga tem sido cada vez mais prescrita em países como o Brasil e os Estados Unidos, e, geralmente, é usado por um longo período de tempo, segundo estudos.

No entanto, apesar de terem efeito comprovado no tratamento da depressão e outras doenças, esses medicamentos causam outros efeitos no corpo humano, quase sempre indesejados e desagradáveis. Neste post, mostramos quais são os efeitos colaterais de antidepressivos — mas, antes, trazemos um panorama sobre o abuso dessas substâncias. Confira!

O aumento no uso de antidepressivos

Ao longo das últimas duas décadas, o uso de antidepressivos disparou. Atualmente, um em cada 10 americanos toma medicação antidepressiva; entre as mulheres na faixa dos 40 e 50 anos, o número é de 1 a cada 4. Os especialistas citam vários motivos para isso.

A depressão é comum e as dificuldades econômicas nos tornaram ainda mais estressados e angustiados. Há propagandas que promovem antidepressivos na televisão, e eles geralmente são cobertos pelos planos de seguros de saúde, mesmo que limitem os tratamentos psicoterápicos. Porém, um estudo recente sugere outra explicação: que a depressão está sendo diagnosticada em excesso, em uma escala extraordinária.

Um estudo publicado em abril no periódico Psychotherapy and Psychosomatics revelou que quase dois terços de uma amostra de mais de cinco mil pacientes que tinham recebido diagnóstico de depressão nos últimos 12 meses não satisfaziam os critérios de classificação de um episódio depressivo grave, tal como descrito pela bíblia dos psiquiatras, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (ou DSM).

A pesquisa não foi a primeira a descobrir que os pacientes frequentemente recebem diagnósticos “falso-positivos” de depressão. Várias análises anteriores relataram que a precisão diagnóstica é baixa em consultórios de clínica geral, em grande parte porque a depressão grave é bastante rara nesse contexto.

Os idosos mostraram maior propensão para receber esse diagnóstico, revelou o estudo mais recente. Seis dos sete pacientes de 65 anos ou mais que receberam diagnóstico de depressão não se encaixam nos critérios.

Pacientes com nível de instrução mais alto e aqueles com problemas de saúde se mostraram menos propensos a receber um diagnóstico impreciso. A maioria das pessoas continua a tomar os medicamentos por, pelo menos, dois anos – e podem sofrer com os efeitos colaterais dos antidepressivos. Alguns os tomam por, pelo menos, uma década. Não se trata apenas de os médicos estarem prescrevendo mais. A população tem pedido mais medicamentos.

Sentimentos de tristeza, o estresse da vida diária e problemas de relacionamento podem causar sentimentos de perturbação ou tristeza que podem ser passageiros e não durarem muito tempo. Entretanto, os americanos têm tomado cada vez mais antidepressivos para enfrentar esses sentimentos. Por outro lado, no ano passado, a Faculdade Holandesa de Médicos de Clínica Geral recomendou que seus membros prescrevessem antidepressivos só em casos graves e, em vez disso, oferecessem tratamento psicológico e outras formas de apoio na vida cotidiana.

Autoridades observaram que os sintomas depressivos podem ser uma reação normal, passageira, de decepção ou perda. Ironicamente, embora muitos pacientes nos Estados Unidos sejam inadequadamente diagnosticados com depressão, muitos que realmente sofrem da doença ficam sem tratamento. O Dr. Mark Olfson, professor de psiquiatria clínica no Centro Médico da Universidade de Columbia, disse que, a partir do momento em que desenvolvem depressão, os americanos levam oito anos, em dia, para buscar atendimento.

Como a depressão é diagnosticada

Diagnosticar a depressão é uma tarefa inerentemente subjetiva, explica o Dr. Jeffrey Lieberman, presidente da Associação Americana de Psiquiatria. “Seria ótimo se pudéssemos fazer um exame de sangue, um teste de laboratório ou um eletrocardiograma”, diz Lieberman, notando que as alegações semelhantes às de abuso de antidepressivos já foram feitas quanto a síndromes como déficit de atenção e hiperatividade. “O diagnóstico é feito pelos sintomas, pela história e pela observação”.

O novo estudo atraiu 5.639 pessoas que tinham sido diagnosticadas com depressão, entre uma amostra representativa a nível nacional, de mais de 75 mil adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Uso de Drogas e Saúde, em 2009 e 2010. Eles foram entrevistados pessoalmente com perguntas baseadas nos critérios do DSM-4.

É possível que alguns dos participantes não tenham parecido estar deprimidos porque já tinham sido tratados com sucesso, diz o Dr. Jeffrey Cain, presidente da Academia de Médicos de Família. Talvez estivessem se sentindo melhores, o que pode ter mascarado a forma como eles responderam a perguntas sobre o passado. “Se examino pessoas que estão sob tratamento medicamentoso contra a pressão arterial elevada, minha expectativa é de que elas estejam melhores quando eu as examino”, explica Cain.

De acordo com o DSM, um diagnóstico de episódio depressivo grave é apropriado se o paciente se sente deprimido e não tem interesse em atividades há, pelo menos, duas semanas — e também se ele sofre de pelo menos cinco sintomas que prejudicam o seu funcionamento no cotidiano. Entre eles, há o ganho ou perda de peso não intencional, os problemas para dormir, reações agitadas ou lentas demais, notadas pelos outros, fadiga e pouca energia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de concentração e pensamentos recorrentes de morte. “Nós não estamos apenas falando de alguém que está tendo um dia ruim ou discutiu com o cônjuge”, diz Lieberman. “Estamos falando de algo grave, o que significa que esse algo é incapacitante e angustiante e não é transitório.”

A maioria dos participantes do estudo não recebeu atendimento específico em saúde mental, mas Cain salientou que não ficou claro quem estava fazendo os diagnósticos equivocados: um psiquiatra, um médico não psiquiatra ou outro profissional, como uma enfermeira.

No entanto, embora um psiquiatra possa passar até 90 minutos com um paciente antes de dar um diagnóstico, os pacientes muitas vezes se sentem mais à vontade com seus médicos de cuidados primários, que raramente têm como dedicar tanto tempo assim a eles.

Lieberman sugeriu que apenas uma observação atenta pode ser apropriada em alguns casos, e que formas mais integradas de assistência médica podem em breve facilitar o encaminhamento dos pacientes para um profissional de saúde mental próximo.

Os efeitos colaterais de antidepressivos

Você se preocupa com os efeitos colaterais de antidepressivos? Esse tipo de droga tem sido cada vez mais prescrita em países como o Brasil e os Estados Unidos, e, geralmente, é usado por um longo período de tempo.

Em 2016, uma publicação na Patient Preference ans Adherence Journal mostrou os efeitos colaterais de antidepressivos na perspectiva dos pacientes. Segundo o estudo, a maioria alegou estar menos deprimido e ter mais qualidade de vida por causa das medicações, mas 30% ainda se consideravam deprimidos moderada ou gravemente.

Os principais efeitos colaterais descritos por essas pessoas incluem:

  • problemas sexuais;
  • ganho de peso;
  • diminuição de pensamentos positivos;
  • sensação de dependência dos remédios;
  • desprezo pelos sentimentos de outras pessoas e
  • pensamentos suicidas, dentre outros

Além desses efeitos listados, alguns outros também podem ocorrer. Separamos alguns para falar com mais detalhes. Confira!

Ganho de peso e diabetes

Pacientes que usam antidepressivos tendem a engordar cerca de 3% do seu peso inicial por ano. Ao longo do tempo, esse número, apesar de parecer pequeno, pode corresponder a um ganho de peso muito significativo. Junto com os quilos a mais, vêm todas as consequências já conhecidas: dificuldade de locomoção, problemas na coluna, baixa autoestima e o aparecimento de doenças como a diabetes.

Algumas pesquisas relacionam o uso de antidepressivos a longo prazo ao aparecimento de diabetes tipo 2. Embora a relação direta entre os dois fatores ainda não esteja totalmente comprovada, o risco do desenvolvimento da doença é maior em pessoas que estão acima do peso.

Disfunções sexuais

Os antidepressivos, principalmente os inibidores de recaptação de serotonina, podem causar impactos na vida sexual do paciente. Os sintomas mais comuns são a diminuição da libido, disfunção erétil, dificuldade para atingir o orgasmo e ejaculação retardada.

Embotamento emocional

O uso de antidepressivos causa embotamento emocional, que é quando o paciente se sente dopado emocionalmente. Quando isso acontece, as emoções de felicidade, raiva e tristeza, por exemplo, ficam mais discretas — o que pode ser bastante desconfortável para algumas pessoas.

Pensamentos suicidas

Alguns pacientes têm pensamentos suicidas e intenção de automutilação como efeito colateral de antidepressivos — principalmente os mais jovens, com 25 anos ou menos.

Esses casos precisam de muita atenção. O paciente precisa ser observado pela equipe médica e pessoas próximas, que devem estar sempre alertas a sinais como aumento da ansiedade, agitação, inquietação, hipomania e irritabilidade.

Se  você faz tratamento com esses remédios e se preocupa com os efeitos colaterais de antidepressivos, procure ajuda profissional antes de tomar qualquer atitude em relação à sua saúde e certifique-se de estar cercado de uma equipe capacitada.

Como mencionamos, o diagnóstico assertivo faz toda a diferença no tratamento e na escolha das substâncias mais adequadas para cada caso. No Hospital Santa Mônica, contamos com uma equipe multidisciplinar altamente qualificada para o tratamento de transtornos mentais e depressão, com uma infraestrutura completa para o tratamento e internação.

Se você desconfia que tem depressão, já foi diagnosticado ou pretende ajudar alguém nessa situação, entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Planos de Saúde

CARE PLUS
SBC Saúde
Amil
Interclinicas do Brasil
Vale Saúde
Unimed Intercâmbio
Unimed CT Nacional
Unimed ABC
Transmontano
SulAmérica
Sompo
Sinpeem
Sepaco
Saúde Caixa
Santa Amália
Sabesprev
Prodesp (GAMA)
Prime Saúde
Prevent Sênior
Plan-Assiste (MP FEDERAL)
Panamed Saúde
Omint
NotreDame Intermédica
Nipomed
Metrus
Mediservice
Master Line
Mapfre Saúde
Life Empresarial
Intermédica
Green Line
Gama Saúde
EMBRATEL
Economus
Correios / Postal Saúde
Caixa Econômica Federal
Bradesco Saúde
Banco Central
APCEF/SP
AMAFRESP
Alvorecer Saúde
ABRASA
Ver todos