Osmar tem mais de 20 anos de convivência com a esquizofrenia, com início dos sintomas ainda na juventude. Sua trajetória foi marcada por crises frequentes, internações recorrentes, perda de autonomia e grande impacto na dinâmica familiar. Mesmo em tratamento, apresentava episódios de desorganização mental, agitação e desconexão com a realidade. Após a introdução da eletroconvulsoterapia (ECT), apresentou melhora significativa em poucas semanas, com recuperação funcional, redução das crises e retomada gradual da vida social. Hoje, a família celebra algo que por anos pareceu distante: estabilidade, qualidade de vida e esperança.
Depoimento: Luiz Carlos de Souza, familiar (cunhado) | Carla – irmã do Ocimar | Lais – cuidadora | Divulgado inicialmente em 09 de maio de 2024 | Revisão em 31 de março de 2026 · Leitura: ~5 min
Cristina Collina
Jornalista especializada em saúde mental | MTb 0081755/ SP.
Comunicação em Saúde| RESPOSTA RÁPIDA — para familiares e pacientes |
| Sim, a eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento seguro e eficaz para casos graves de esquizofrenia, especialmente quando há resistência a medicamentos. A história de “Osmar”, que passou anos em crises frequentes, com internações recorrentes e perda de autonomia, mostra que a ECT pode promover melhora significativa em pouco tempo — reduzindo sintomas, restaurando funções básicas e devolvendo qualidade de vida ao paciente e à família. |
| 21 anos primeiros sinais | 10+ anos de evolução da doença com crises recorrentes | 2 mês de tratamento para resposta significativa ao tratamento com ECT |
Osmar convive com a doença desde a juventude
Os primeiros sinais surgiram por volta dos 21 anos.
Desde então, a trajetória foi marcada por crises frequentes, períodos prolongados de desorganização mental e sucessivas internações.
Mesmo com tratamento, a estabilidade não se sustentava.
Quando a doença domina: crises e perda de autonomia
Durante as crises, Osmar apresentava sintomas clássicos de descompensação psicótica:
- Conversava sozinho
- Interagia com estímulos inexistentes
- Apresentava agitação intensa
- Perdia completamente a conexão com a realidade
“A pessoa não está ali. Ela não se encontra dentro daquele corpo.” – Luiz Carlos, cunhado do paciente do Hospital Santa Mônica
Além dos sintomas psiquiátricos, houve perda importante de autonomia:
- Uso de fraldas
- Incontinência urinária
- Dificuldade para se alimentar
- Comprometimento motor
A doença havia impactado funções básicas.
O impacto silencioso na família
A esquizofrenia não atinge apenas o paciente.
Ela reorganiza toda a dinâmica familiar.
“Uma pessoa nesse estado fica doente, a família toda fica doente junto.” – Luiz Carlos
O relato traz um ponto crítico:
o desgaste emocional contínuo, somado à frustração de tratamentos que não geravam melhora consistente.
A virada: introdução da eletroconvulsoterapia (ECT)
Diante da gravidade e da resposta limitada às abordagens anteriores, foi indicada a ECT.
O resultado foi rápido e significativo.
A resposta ao tratamento: melhora em múltiplas dimensões
Em cerca de um mês, a família começou a observar mudanças concretas:
- Redução das crises
- Melhora do padrão de sono
- Retorno do apetite
- Recuperação da continência urinária
- Evolução da coordenação motora
- Retomada da comunicação
“Faziam 10 anos que eu não via meu irmão assim.” – Carla, irmã do Ocimar, paciente do Hospital Santa Mônica
Além disso, houve um dado essencial:
redução das internações.
Retomada da vida: autonomia e reinserção social
Com a estabilização clínica, Osmar começou a retomar atividades simples — e profundamente significativas:
- Participar de encontros familiares
- Sair de casa
- Planejar atividades de lazer
- Voltar a conviver socialmente
A família já projeta novos passos:
- Ir ao cinema
- Assistir a shows
- Retomar uma vida com maior independência
Qualidade de vida para o paciente — e para a família
A melhora de Osmar trouxe algo que há anos não existia: tranquilidade.
“Hoje a gente tem qualidade de vida.” – Luiz Carlos, cunhado
A esposa do Luiz Carlos, que acompanhava de perto o tratamento, também apresentou melhora emocional — reflexo direto da estabilidade do paciente e do suporte da equipe.
O cuidado faz diferença: vínculo com a equipe
Um dos pontos mais valorizados pela família foi o acolhimento contínuo:
- Contato frequente com familiares
- Orientação clara
- Atendimento humanizado
- Vínculo com o paciente
Esse cuidado reforça a adesão ao tratamento — fator crítico em doenças crônicas como a esquizofrenia.
Após anos de luta: alívio e esperança
Depois de uma década de instabilidade, a resposta ao tratamento trouxe algo raro nesse tipo de trajetória: previsibilidade.
“Agora é um alívio ver que está funcionando.” – Luiz Carlos
| Contexto clínico — equipe do Hospital Santa Mônica |
| Programa de Eletroconvulsoterapia (ECT) “A eletroconvulsoterapia é indicada para quadros psiquiátricos graves e resistentes, incluindo esquizofrenia com sintomas persistentes. Trata-se de um procedimento seguro, realizado sob anestesia, que promove reorganização da atividade cerebral. Em muitos casos, a resposta é mais rápida e eficaz do que com medicações isoladas, permitindo recuperação funcional e redução de internações.” |
| Você é familiar de um dependente químico e precisa de apoio? A esquizofrenia tem tratamento — inclusive nos casos mais graves. Quando os medicamentos não são suficientes, existem alternativas seguras e eficazes. Buscar ajuda especializada pode mudar completamente o curso da doença. ☎️ (11) 4668-7455 — Atendimento 24 horas → Saiba mais sobre esquizofrenia: hospitalsantamonica.com.br/saude-mental/esquizofrenia |