Alterações de humor que vão além do “normal” podem indicar transtorno bipolar. Entenda os principais sintomas, como diferenciar os tipos e quando procurar avaliação especializada.
O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental marcada por oscilações intensas de humor, energia e comportamento, que podem impactar profundamente a vida pessoal, social e profissional. Diferente das variações emocionais do dia a dia, essas mudanças costumam ser persistentes e interferir no funcionamento do indivíduo. Reconhecer os sintomas é o primeiro passo para o diagnóstico e o tratamento adequados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno bipolar afeta cerca de 2% a 3% da população mundial.
O que é o transtorno bipolar?
O transtorno bipolar é um transtorno mental crônico caracterizado por episódios alternados de mania ou hipomania (humor elevado ou irritável) e depressão. Esses episódios podem durar dias, semanas ou meses e variam em intensidade de acordo com o tipo do transtorno. No Brasil, estima-se que milhões de pessoas convivam com a condição, muitas sem diagnóstico adequado.
Principais tipos de transtorno bipolar
- Transtorno Bipolar Tipo I: presença de ao menos um episódio de mania, que pode ser grave e exigir internação.
- Transtorno Bipolar Tipo II: alternância entre episódios depressivos e hipomania (forma mais branda da mania).
- Transtorno Ciclotímico: oscilações crônicas de humor, com sintomas mais leves, porém persistentes por pelo menos dois anos.
Sintomas da fase maníaca
Durante a mania, o humor fica anormalmente elevado, expansivo ou irritável. Os sintomas mais comuns incluem:
- Euforia intensa ou irritabilidade persistente
- Aumento exagerado de energia e atividade
- Redução da necessidade de sono (dormir poucas horas sem sentir cansaço)
- Fala acelerada e dificuldade de concentração
- Pensamentos acelerados
- Comportamentos impulsivos, como gastos excessivos, direção imprudente ou decisões arriscadas
Exemplo prático: uma pessoa que passa noites sem dormir, inicia vários projetos ao mesmo tempo e faz compras incompatíveis com sua renda pode estar vivenciando um episódio maníaco.
Sintomas da hipomania
A hipomania apresenta sintomas semelhantes à mania, porém menos intensos. Apesar de parecer “produtiva” em um primeiro momento, ainda representa um sinal de alerta, pois pode evoluir para quadros mais graves ou alternar com depressão profunda.
Sintomas da fase depressiva
Os episódios depressivos no transtorno bipolar são semelhantes aos da depressão maior e incluem:
- Tristeza persistente ou sensação de vazio
- Perda de interesse por atividades antes prazerosas
- Cansaço excessivo e lentidão
- Alterações no sono (insônia ou sono excessivo)
- Alterações no apetite e peso
- Sentimentos de culpa, inutilidade ou desesperança
- Pensamentos de morte ou ideação suicida
Segundo o Ministério da Saúde, o risco de suicídio é maior em pessoas com transtorno bipolar quando comparado à população geral, reforçando a importância do acompanhamento especializado.
Como diferenciar transtorno bipolar de oscilações emocionais comuns?
Todos experimentam variações de humor, mas no transtorno bipolar:
- As mudanças são mais intensas e duradouras
- Há prejuízo significativo no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos
- Os sintomas surgem de forma episódica, sem causa externa clara
Quando os sintomas costumam aparecer?
Os primeiros sinais geralmente surgem no final da adolescência ou início da vida adulta, mas podem aparecer na infância ou após os 40 anos. O atraso no diagnóstico é comum e pode ultrapassar 5 a 10 anos, segundo estudos internacionais.
A importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico é clínico, feito por psiquiatra, a partir da história do paciente, relatos familiares e critérios internacionais (DSM-5 e CID-11). Quanto mais cedo o transtorno bipolar é identificado, maiores são as chances de controle dos sintomas, redução de recaídas e melhora da qualidade de vida.
Tratamento e acompanhamento
O tratamento envolve, geralmente, medicação estabilizadora de humor, psicoterapia e acompanhamento contínuo. Em alguns casos, pode ser necessária internação para estabilização do quadro, sempre com foco em segurança, acolhimento e cuidado integral.
Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar no diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar
O Hospital Santa Mônica é referência em saúde mental e oferece atendimento especializado para pessoas com transtorno bipolar em diferentes fases da vida. O cuidado é baseado em uma abordagem multidisciplinar, humanizada e centrada no paciente, respeitando a individualidade de cada caso.
A instituição conta com equipe médica especializada em psiquiatria, incluindo profissionais com experiência no diagnóstico diferencial do transtorno bipolar, fundamental para evitar confusões com depressão unipolar, transtornos de ansiedade ou uso de substâncias. O diagnóstico é realizado de forma criteriosa, considerando histórico clínico, sintomas atuais, relatos familiares e critérios internacionais reconhecidos.
Tratamento individualizado e contínuo
O Hospital Santa Mônica oferece planos terapêuticos personalizados, que podem incluir:
- Acompanhamento psiquiátrico regular
- Ajuste e monitoramento de medicações estabilizadoras de humor
- Psicoterapia individual e em grupo
- Atividades terapêuticas complementares, como arte-terapia e psicodrama
- Suporte à família, parte essencial do processo de cuidado
Em situações de maior gravidade — como episódios maníacos intensos, depressão profunda ou risco à própria vida — o hospital dispõe de estrutura segura para internação psiquiátrica, sempre com foco na estabilização do quadro, na segurança do paciente e na retomada gradual da autonomia.
Cuidado integral e foco na qualidade de vida
Além do tratamento dos sintomas, o Hospital Santa Mônica atua na reabilitação psicossocial, ajudando o paciente a reconhecer sinais de recaída, aderir ao tratamento e reconstruir sua rotina com mais equilíbrio. O objetivo é promover qualidade de vida, reduzir internações recorrentes e fortalecer o cuidado a longo prazo.
O hospital atende crianças, adolescentes, adultos e idosos, com protocolos específicos para cada faixa etária, respeitando aspectos emocionais, sociais e familiares envolvidos no transtorno bipolar.
Reconhecer os sintomas do transtorno bipolar é um passo fundamental para reduzir o sofrimento, prevenir crises e promover qualidade de vida. Embora seja uma condição crônica, o transtorno bipolar pode ser controlado com acompanhamento adequado, informação confiável e uma rede de apoio estruturada.
Falar sobre saúde mental com responsabilidade ajuda a combater estigmas e a incentivar a busca por ajuda especializada. Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de estabilidade emocional, funcionalidade e bem-estar ao longo da vida.
Se você ou alguém próximo apresenta sinais de oscilações intensas de humor, episódios de euforia exagerada, depressão persistente ou mudanças significativas de comportamento, buscar avaliação profissional é essencial.
O Hospital Santa Mônica está preparado para acolher, avaliar e tratar pessoas com transtorno bipolar, oferecendo atendimento especializado, equipe multidisciplinar experiente e cuidado humanizado em todas as etapas do tratamento.
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Cuidar da saúde mental é um ato de responsabilidade, coragem e cuidado com a própria vida.
PERGUNTAS E RESPOSTAS (FAQ)
Pergunta: O transtorno bipolar tem cura?
Resposta: Não há cura, mas o transtorno bipolar pode ser controlado com tratamento adequado e acompanhamento contínuo.
Pergunta: Quais são os primeiros sinais do transtorno bipolar?
Resposta: Oscilações intensas de humor, períodos de euforia excessiva alternados com tristeza profunda e mudanças marcantes no comportamento.
Pergunta: Transtorno bipolar é o mesmo que depressão?
Resposta: Não. A depressão pode fazer parte do transtorno bipolar, mas este também inclui episódios de mania ou hipomania.
Pergunta: Crianças e adolescentes podem ter transtorno bipolar?
Resposta: Sim, embora o diagnóstico seja mais complexo nessa faixa etária e exija avaliação especializada.
Pergunta: O transtorno bipolar é hereditário?
Resposta: Existe um componente genético importante, mas fatores ambientais também influenciam o desenvolvimento do transtorno.
Pergunta: Toda pessoa com transtorno bipolar tem episódios de mania?
Resposta: Não. No tipo II, ocorrem episódios de hipomania, que são mais leves.
Pergunta: O uso de álcool e drogas pode piorar os sintomas?
Resposta: Sim. Substâncias podem desencadear crises, agravar sintomas e dificultar o tratamento.
Pergunta: Como ajudar alguém com suspeita de transtorno bipolar?
Resposta: Incentivar a busca por ajuda profissional, oferecer apoio e evitar julgamentos.
Pergunta: A internação é sempre necessária?
Resposta: Não. A internação é indicada apenas em casos específicos, como risco à própria vida ou a terceiros.
REFERÊNCIAS (ABNT)
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Bipolar disorder. Genebra: World Health Organization, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/bipolar-disorder. Acesso em: 23 jan. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Transtornos mentais: depressão e transtorno bipolar. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental. Acesso em: 23 jan. 2026.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA (ABP). Transtorno bipolar: diagnóstico e tratamento. São Paulo: ABP, 2023. Disponível em: https://www.abp.org.br. Acesso em: 23 jan. 2026.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). DSM-5-TR: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 5. ed. rev. Washington, DC: APA Publishing, 2022.
NATIONAL INSTITUTE OF MENTAL HEALTH (NIMH). Bipolar disorder. Bethesda: National Institutes of Health, 2024. Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/topics/bipolar-disorder. Acesso em: 23 jan. 2026.
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