Transtorno alimentar: 4 sinais que indicam necessidade de internação

Transtorno Alimentar

Mudanças no comportamento alimentar, preocupação excessiva com o peso e alterações na personalidade são alguns dos sintomas dos transtornos alimentares, um problema que já atinge milhares de pessoas em todo o mundo e exige acompanhamento constante.

Apesar de se manifestar de diversas maneiras, um transtorno alimentar possui sinais de alerta que podem apontar para a necessidade de intervenção por parte dos familiares e amigos dos pacientes. Porém, muitas pessoas não conhecem as características e consequências de distúrbios como anorexia, bulimia e transtorno de compulsão alimentar.

Quer entender melhor os riscos de um transtorno alimentar e descobrir como lidar com esse problema? Acompanhe.

O que é um transtorno alimentar

Os distúrbios alimentares estão ligados a diversos aspectos físicos, sociais e psicológicos, e normalmente são marcados por mudanças na forma de se alimentar e de controlar o peso ou a forma corporal.

Um transtorno alimentar pode se manifestar pela diminuição da quantidade de comida durante as refeições, por episódios de compulsão ou pela adoção de práticas extremas para controlar o peso.

Na bulimia, por exemplo, o paciente consome grandes quantidades de alimento e, logo em seguida, compensa o excesso com uso de laxantes ou diuréticos, períodos de jejum forçado ou vômito espontâneo.

Já na anorexia, que tem taxas de mortalidade que chegam a 20%, o paciente diminui drasticamente as quantidades ingeridas, podendo chegar ao ponto de parar de se alimentar.

O oposto desses comportamentos também pode configurar um quadro de transtorno alimentar. A compulsão envolve episódios de exagero que aumentam o risco de obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Sinais de alerta de um transtorno alimentar

Em seu estágio inicial, pode ser difícil para a família identificar um transtorno alimentar, já que a maioria dos pacientes esconde seus sintomas e maus hábitos. Mas existem alguns sinais de alerta que podem ser observados em boa parte dos casos. Os principais são:

1. Perda de peso repentina

O emagrecimento rápido é um dos sinais mais evidentes de um distúrbio alimentar. Declarar que não está com fome, oferecer desculpas para não se alimentar ou deixar boa parte da comida no prato são atitudes comuns de pessoas que sofrem de bulimia ou anorexia.

2. Restrição alimentar auto imposta

Outra característica frequente em casos de transtorno alimentar é a restrição, seja de quantidades ou de grupos alimentares. O paciente pode argumentar que possui intolerância a certos alimentos ou se alimentar apenas com frutas e verduras, por exemplo, deixando de receber nutrição adequada para sua saúde.

3. Isolamento social

Sintomas psicológicos e emocionais também estão associados aos distúrbios alimentares. Deixar de frequentar eventos, se encontrar com os amigos ou mesmo fazer as refeições com a família, buscando o isolamento, são sinais de alerta clássicos que não devem ser ignorados.

4. Perda do desejo sexual

A libido também sofre as conseqüências de um transtorno alimentar. Além da falta de desejo, os homens podem ter dificuldade em manter a ereção. Já nas mulheres, o desequilíbrio alimentar afeta a produção de hormônios, podendo inclusive interromper a menstruação e, em casos mais graves, causar infertilidade.

Apesar de causar muita preocupação devido ao seu caráter potencialmente fatal, o transtorno alimentar pode ser tratado. É possível se recuperar completamente e conquistar qualidade de vida e saúde, desde que o paciente receba acompanhamento adequado com profissionais especializados.

Por isso, em muitos casos, o melhor caminho é optar pela internação, que garante ao paciente os cuidados necessários para seu tratamento.

Quer conhecer os sintomas específicos da bulimia, anorexia e compulsão alimentar? Então, acesse nosso conteúdo completo sobre transtorno alimentar é muito mais do que comer.

Lady Gaga discursa sobre saúde mental ao ganhar Grammy por Shallow

Lady Gaga

2019 GRAMMYS | AWARDS | GRAMMY AWARDS | HEALTH | LADY GAGA

A cantora levou o prêmio para casa na categoria Melhor Performance de Duo/Grupo Pop com Shallow, de Nasce Uma Estrela.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre!

Lady Gaga usou o seu discurso de vitória no Grammy 2019 para falar sobre Saúde Mental e transmitir uma mensagem de força e otimismo para quem está sofrendo de algum transtorno mental ou dependência química.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte de um filme que aborda problemas de saúde mental, eles são muito importantes”, disse ela.

“Nós temos que cuidar uns dos outros. Então, se você ver alguém sofrendo perto de você, não desvie o olhar e ajude”.

“E se você estiver sofrendo, mesmo que pareça difícil, tente encontrar essa força dentro de você para dizer isso para alguém”.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre, essa é a campanha para o ano de 2019 do Hospital Santa Mônica, vamos acabar com o preconceito e tratar a saúde mental como tratamos outras doenças!

Fonte: https://www.eonline.com

Você anda de bike? Saiba quais são os benefícios para a sua saúde mental!

Bike

A cada dia aumenta o número de adeptos ao uso das bikes, em especial nos grandes centros do país, com a implantação das ciclovias. No interior, as bikes além de meio de transporte, são cada vez mais usadas em roteiros e trilhas especiais realizadas por grupo de pessoas apaixonadas por pedalar.

No entanto, deixar o sedentarismo de lado pode ser um desafio para quem não está acostumado a tirar alguns minutos do dia para se exercitar. Porém, a partir do momento em que o corpo se acostuma com a atividade física, ela se torna um prazer e uma necessidade.

Com o ciclismo não é diferente e os benefícios desse esporte vão muito além da perda de peso e do ganho de condicionamento físico, já que o exercício também auxilia em diversos fatores que mantêm o corpo e a mente saudáveis, como por exemplo, redução dos índices de colesterol, melhora da respiração e da saúde do coração, entre outros. No texto a seguir, você vai conferir os benefícios do ciclismo para o corpo e a mente. Acompanhe!

1. REDUZ O ESTRESSE

O ciclismo é um esporte muito democrático e que incentiva o convívio social. Pedalar em grupo pode ser uma ótima forma de relaxar e deixar o estresse para trás. Além de ajudar a manter as boas relações interpessoais, a atividade ajuda na liberação da endorfina, substância responsável pela sensação de bem-estar.

Quer saber mais sobre o assunto? acesse aqui.

2. FORTALECE A MUSCULATURA

Pedalar é um exercício aeróbico, mas também ajuda no fortalecimento de músculos que você nem imagina. Praticando o ciclismo, você movimenta as pernas, glúteos e coxas, tonificando toda essa região e evitando, assim, lesões em outras atividades físicas.

O pedal também é indicado, pelo mesmo motivo, para quem pratica corrida, pois as pernas ganham resistência para aumentar o desempenho e evitar lesões durante a prática do esporte.

3. AUXILIA NA SAÚDE DO CORAÇÃO

Ao realizar a atividade por 30 minutos, todos os dias, o corpo passa por uma diminuição da glicemia, ajudando no controle da diabetes. Além disso, o exercício ajuda na perda de gordura e na redução do colesterol, o que pode reduzir em quantidades significativas as chances de sofrer um infarto ou derrame cerebral.

4. MELHORA NA RESPIRAÇÃO

Ao ganhar condicionamento físico, você consegue ter uma respiração com mais ritmo e constância, o que é excelente para o bombeamento do sangue para o corpo todo. Dessa forma, o fluxo sanguíneo fica regulado e os problemas de circulação ficam bem longe.

5. AJUDA NO EQUILÍBRIO

Com o ciclismo, você exercita o equilíbrio sobre duas rodas e consegue transportar esse aprendizado para outros exercícios e para a mente, que acompanha o corpo ao manter a forma e balancear as emoções.

Vale lembrar que é necessário ter os equipamentos básicos para sua segurança, além de sempre fazer a manutenção da bicicleta e se preparar para os tipos de ciclismo.

Como você pôde ver, são inúmeros os benefícios do ciclismo e certamente alguns deles podem chamar mais sua atenção, seja para exercitar a mente e fugir do estresse, modelar o corpo, fortalecer os músculos, perder peso ou aumentar a autoestima. O fato é que os pedais são verdadeiros aliados de quem deseja mais qualidade de vida e saúde.

Lembre-se o importante é praticar alguma atividade física que ajuda a combater o estresse e a depressão, além de ser ótimo para a saúde física! Se lembrou de algum outro benefício que a prática do ciclismo proporciona? Conte para nós nos!

Fonte: http://blog.bikeregistrada.com.br/esporte-e-bem-estar-5-beneficios-do-ciclismo-para-a-saude/

Transtorno de Ansiedade – Pingue-Pongue com Claudio Duarte

Ansiedade

HSM – Segundo a OMS, o Brasil é o país com a maior taxa de transtorno de ansiedade no mundo. A que atribui esse índice? 

Dr. Claudio Duarte – A ansiedade é um sentimento normal do ser humano e que surge como uma preocupação natural mediante os desafios do cotidiano. Sentir um pouco de ansiedade ao enfrentar eventuais problemas no trabalho, antes de um compromisso ou de uma prova importante é completamente normal.

Porém, se mesmo em situações do cotidiano o nível de ansiedade fugir ao controle, há sinais claros de evolução para uma condição patológica: os transtornos de ansiedade. Esses distúrbios necessitam de um tratamento urgente para conter os sintomas e, assim, reverter a situação.

Do contrário, a pessoa fica exposta ao desequilíbrio emocional que atinge proporções mais elevadas e resulta em sérias complicações psicológicas. Nessas circunstâncias, a estabilidade funcional do organismo fica comprometida e torna a pessoa bastante fragilizada no aspecto mental e físico.

Em geral, essas manifestações são acompanhadas por sinais e sintomas puramente psicológicos. Os mais evidentes são fobia, pânico, perturbações nervosas e muito estresse. Devido ao descontrole dos sentimentos, esse quadro pode perdurar por muitos dias e noites.

Clinicamente, essa ansiedade patológica é classificada como um distúrbio emocional, pois ocorre sem que haja uma razão aparente. Tendo isso em vista, a busca por medidas que reduzam os impactos é fundamental para o sucesso do tratamento.

Diante disso, para melhor compreensão do tema, destacamos alguns critérios que determinam as causas da ansiedade.

Influências genéticas

Quando há casos de ansiedade excessiva em familiares próximos, as chances de incidência da doença aumentam consideravelmente. Ocorrem alterações no funcionamento de certas regiões do cérebro que cuidam da liberação e balanço de substâncias responsáveis pelo controle das emoções e também pelas alterações de humor.

Questões de gênero

Muitas doenças têm relação direta com o gênero: algumas são mais comuns em mulheres, enquanto outras afetam mormente os homens. Por questões hormonais, as mulheres podem ser mais susceptíveis às alterações emocionais. Logo, ainda que também atinja os homens, a questão de gênero pode ser um fator positivo para o surgimento da ansiedade em mulheres.

Traumas na infância

Os transtornos de ansiedade podem surgir também em decorrência de experiências ruins do passado. Essas situações — que originam distúrbios ansiosos — podem surgir em qualquer fase da vida, pois a ansiedade afeta pessoas de todas as idades, gêneros ou classes sociais.

Entretanto, crianças vítimas de violência, abuso sexual, bullying (atos de violência física ou psicológica) ou algum tipo de trauma são mais expostas ao risco de se tornarem ansiosas.

A ansiedade é um problema muito grave e pode atingir até mesmo quem apenas testemunhou eventos traumáticos na infância. Para esses indivíduos, os riscos são bem maiores. Ou seja, em algum momento da vida, eles podem desenvolver o distúrbio de ansiedade generalizada ou outros tipos de transtornos ansiosos.

Estresse

O estresse é uma sensação normal e que mantém o organismo ativo e apto à realização das atividades funcionais. Em níveis controlados, o estresse é uma condição necessária à sobrevivência. No entanto, é preciso ter cuidado para não permitir que o desequilíbrio emocional gere uma quantidade excessiva de preocupação e evolua para crises de ansiedade.

Insônia

Ter uma boa noite de repouso é essencial para que a pessoa tenha um dia produtivo. Além disso, a mente descansada enfrenta melhor os estresses diários. Uma das causas da ansiedade é a dificuldade em adormecer e manter uma sequência de sono com boa qualidade. Muitos hormônios ligados ao bem-estar e à sensação de tranquilidade são produzidos durante o sono.

Por isso, quanto menos horas de sono, mais ansiosa, triste e angustiada a pessoa estará no dia seguinte. Mais que isso, a insônia traz à tona lembranças negativas ou preocupações excessivas. Problemas pessoais, afetivos, financeiros e similares são gatilhos para iniciar os picos de ansiedade.

Excesso de informações

Atualmente, a grande quantidade de informação que bombardeia a mente também é prejudicial. Entretanto, não se pode atribuir a culpa à Internet ou às inovações permitidas pelos smartphones ou similares. O principal ponto de destaque é a falta de controle dos impulsos despertados pela tecnologia.

Tendo isso em vista, é importante refletir sobre a influência dessas questões, bem como sobre os hábitos comportamentais que foram criados a partir delas. Esse excesso de informações gera constantes preocupações e acentua os fatores que contribuem para a ansiedade patológica. O ideal é evitar uso de eletrônicos perto da hora de dormir e buscar períodos de completo afastamento deles, por exemplo em fins de semana quando não há extrema necessidade de se manter conectado.

 HSM – Quais são as causas mais comuns dos transtornos de ansiedade? 

Claudio Duarte – A ansiedade intensa e permanente que impede a execução das atividades diárias exige um tratamento psicoterápico. Porém, é necessário prestar atenção aos sintomas, já que muitos se assemelham aos de outras condições clínicas de caráter emocional — dificuldade de concentração, estresse, agitação são os mais evidentes.

Muitas pessoas confundem esses sintomas e não dão muita importância a eles, o que colabora para o agravamento do quadro. Como a procura por ajuda ocorre tardiamente, essa postura contribui para acentuar os casos de internação por doenças mentais.

Conhecer um pouco mais sobre a ansiedade generalizada é essencial para incentivar — o quanto antes — a busca por um tratamento mais eficaz. Para tanto, confira os fatores de risco que merecem atenção especial.

Ambiente familiar

O transtorno de ansiedade é mais presente em quem vivencia situações estressantes e comportamentos ansiosos em pessoas próximas. Especialistas apontam que adolescentes que presenciam conflitos familiares tornam-se mais susceptíveis à doenças emocionais, principalmente a ansiedade juvenil.

Personalidade

Indivíduos que possuem certos traços de personalidade são mais propensos à ansiedade generalizada. Isso é mais evidente em crianças que têm um comportamento retraído por timidez, baixa autoestima ou experiências negativas. Entretanto, em qualquer idade, pessoas com esse perfil estão mais sujeitas à ansiedade.

Compromissos sociais ou de trabalho

Como característica da vida moderna, novos desafios surgem a cada dia. Conhecer novas pessoas, discursar em público ou fazer uma entrevista de emprego são tarefas normais e corriqueiras. Entretanto, podem tirar o sono e desencadear crises de ansiedade em quem sofre com esse transtorno.

Esse descontrole emocional pode ter raízes profundas, já que eles podem ficar guardados no subconsciente desde a infância e, em alguma circunstância, despertar sensações negativas e gerar grande sofrimento.

Preocupações excessivas

Ter preocupações com aquilo que é importante e essencial à vida é normal. Contudo, quando essas preocupações fogem ao controle e adquirem características patológicas, o ideal é buscar ajuda psiquiátrica.

É muito comum as pessoas se preocuparem exageradamente com algo que, às vezes, nem exige tanta preocupação assim. Esse comportamento de manter preocupações em demasia é muito prejudicial. Gera um estresse desnecessário e que pode contribuir para a ansiedade generalizada.

Associação com outras doenças

A relação com outras doenças — também chamado de comorbidade — aumenta os riscos de ansiedade. Ter complicações de saúde ou receber algum diagnóstico ruim como câncer, por exemplo, elevam as chances de transtorno mental.

Além do mais, muitos indivíduos que desenvolvem a ansiedade generalizada têm alguma outra complicação associada. As manifestações ou crises ansiosas costumam surgir paralelamente à fobia ou piorar as sensações de tristeza e angústia, típicas da depressão.

 HSM – Quais são os principais sintomas? É fácil reconhecê-los?

Claudio Duarte – Em geral, os sintomas de ansiedade podem se manifestar de diferentes maneiras e intensidades. Sensação de aperto no peito, coração acelerado e tremores das mãos podem surgir de repente.

Além dos sintomas físicos, a instabilidade emocional também é muito comum: pensamentos negativos e o medo excessivo da morte são comuns. Confira mais algumas situações que caracterizam o transtorno de ansiedade.

Alterações do sono

Sentir muita dificuldade para dormir ou apresentar episódios constantes de insônia em vésperas de viagens, provas ou eventos — ou mesmo em dias normais. Tais sintomas precisam de tratamento, pois favorecem o surgimento de outras doenças de caráter psicológico e igualmente prejudiciais.

Esse descontrole de ansiedade impede que a pessoa se desligue das atividades feitas ao longo do dia. Mais que isso, além de afetar o sono, causa indisposição e outros sintomas como irritação, dor de cabeça e desânimo.

Tensão ou dor muscular

Quem sofre com transtorno de ansiedade é comum que sinta dores nas costas, na coluna vertebral ou na nuca. Os músculos do pescoço ficam tensos e travados, o que pode até provocar lesão dos nervos dessas regiões.

Esse tipo de tensão muscular ocorre em decorrência dos transtornos de ansiedade. Mediante preocupação excessiva e falta de controle emocional, a pessoa transfere essa tensão para a região cervical e pode sofrer dores intensas.

Falta de concentração

A preocupação constante deixa o indivíduo com muita dificuldade para se desligar dos problemas. Assim, a execução das tarefas fica comprometida e afeta as atividades pessoais ou profissionais. Nesses casos, a falta de concentração não permite a continuidade dos compromissos.

Dificuldade para relaxar

Às vezes, pouco adianta chegar para um portador de ansiedade generalizada e apresentar opções de entretenimento para tentar fazê-lo relaxar. Essas pessoas já podem estar tão dominadas pela sensação que não conseguem se desprender das situações que as afligem.

Ainda que tente, o indivíduo não consegue se livrar dos pensamentos que o atormenta. Quando a situação atinge esse patamar, é praticamente impossível superar a situação sozinho. Diante disso, buscar ajuda terapêutica o quanto antes pode possibilitar a reversão desse quadro.

Perfeccionismo exagerado

Outro sintoma bastante comum nos transtornos de ansiedade é o perfeccionismo exagerado. A pessoa não consegue entregar algum trabalho ou desempenhar uma tarefa sem que esteja “perfeito”.

O simples medo de fracassar ou de não atingir a expectativa — dela e a dos outros — faz com que a pessoa sofra em demasia. Por isso, esses sintomas não podem ser ignorados, pois somente o diagnóstico precoce e o tratamento adequado poderão trazer alívio nessas situações.

Supervalorização do perigo

Indivíduos com transtornos de ansiedade, em geral, costumam supervalorizar as situações de perigo. Exemplos clássicos são as viagens aéreas: quando entram no avião, não conseguem superar a negatividade do pensamento de que a aeronave vai cair.

Em muitos casos, a ansiedade atinge um padrão tão exagerado que a pessoa não consegue, por exemplo, se submeter a um exame médico de rotina. Preferem evitar essas situações porque temem descobrir uma doença grave, ficar incapacitada ou morrer em decorrência desses procedimentos.

Hábito de descontar a preocupação em guloseimas

Certas pessoas, quando estão muito ansiosas, tendem a procurar soluções inusitadas para seus problemas emocionais. Ao menor sinal de preocupação, elas recorrem à geladeira e tentam aliviar a ansiedade com o consumo de doces e guloseimas.

Geralmente, elas mastigam pouco o alimento e, consequentemente, acabam ingerindo grande quantidade de alimentos calóricos em pouco tempo. Esse hábito é prejudicial porque, além de não conter a ansiedade, pode contribuir para a Obesidade e outros problemas de saúde.

Falta de autoconfiança

A falta de autoconfiança pode derivar de experiências ruins resultantes de alguma perda, fracasso ou humilhação. Tais eventos, quando relembrados, tornam a pessoa insegura e com medo de reviver as situações conflituosas, o que concorre para o aumento da ansiedade.

Se não forem devidamente tratados, podem gerar a incapacidade profissional e dificultar importantes aspectos da vida pessoal também. Por isso, buscar alternativas que restabeleçam o equilíbrio emocional e proporcionem meios de recuperar a saúde emocional e física é fundamental.

Sintomas físicos

Além dos sintomas comportamentais acima descritos, o descontrole emocional que caracteriza a ansiedade também expõe o indivíduo a alguns sintomas físicos. Veja os mais comuns:

·        bruxismo (hábito noturno de ranger os dentes);

·        dor na nuca, no pescoço e rigidez muscular;

·        problemas de hiperatividade mental;

·        sensação de tontura e desmaios;

·        tremor nas mãos e nos pés;

·        problemas de estômago;

·        desajustes intestinais;

·        sudorese excessiva;

·        náuseas e vômitos;

·        dores de cabeça;

·        inquietação;

·        diarreia.

HSM – Quais são os tratamentos disponíveis? 

Claudio Duarte – Em alguns casos, ainda que a pessoa se esforce, ela não consegue superar sozinha os distúrbios da ansiedade. Então, a melhor alternativa é buscar ajuda profissional, a fim de reverter a situação e promover a reabilitação da saúde mental e física.

Dependendo do caso, nem sempre será possível tratar em casa. Talvez haja a necessidade de internação para o médico acompanhar, mais de perto, as necessidades do paciente e propor as melhores soluções.

Um dos tratamentos mais indicados para quem sofre de transtornos de ansiedade é a terapia cognitivo comportamental (que ajuda na reestruturação mental, dos pensamentos distorcidos pelo estado emocional). Nela, um psiquiatra ajudará o paciente a identificar o que sente e o que mais o incomoda em seu cotidiano.

Nesses casos, o psiquiatra pode ou não prescrever medicamentos — isso vai depender da gravidade do problema. Quando as questões são de caráter psicológico, em geral, apenas uma boa conversa pode ajudar a resolver o quadro.

Porém, casos mais críticos, como o uso de drogasalcoolismo e outros vícios, o ideal é que sejam utilizados medicamentos para desintoxicação. Alguns desses pacientes podem necessitar de internação até que tenham condição de voltar a conviver com os familiares.

Mas a boa notícia é que o transtorno de ansiedade pode ser vencido. Basta se submeter ao tratamento correto e obter ajuda especializada para dominar os sentimentos que exercem domínio — temporário — sobre as suas emoções.

HSM – Há meios de evitar, com procedimentos corriqueiros, que a ansiedade se torne um problema de saúde?

Claudio Duarte – O controle da ansiedade pode ser alcançado mediante algumas práticas ou ações pessoais. Selecionamos algumas sugestões que podem ajudar a alcançar esse objetivo. Confira!

Realizar atividade física

Reservar um tempo para uma caminhada, uma corrida leve ou para outra atividade de sua preferência pode ajudar bastante na superação dos sintomas da ansiedade. Procure fazer algo útil, agradável e que te proporcione prazer. Os exercícios físicos, quando feitos regularmente, são fundamentais para fortalecer o sistema cardíaco e respiratório.

Evitar pensamentos negativos

A prática da meditação contribui para ativar a região cerebral responsável pelo sentimento de felicidade. Quando os pensamentos negativos invadirem a sua mente, feche os olhos, respire fundo e deixe-se revestir de energia positiva. Tais ações ajudam a dissipar a ansiedade e tornar o seu cotidiano mais saudável.

Ouvir música

A música ajuda a relaxar, extravasar os sentimentos ruins, expressar sensações de alegria e descansar a mente. Não há dúvida de que é um elemento terapêutico e que pode — por excelência — ajudar no controle das emoções. Curta a sua música preferida e deixe-se embalar pelas coisas boas que a vida tem.

Fazer aula de dança

Pense em algo que você goste e que te dê prazer. Então, reserve um tempo especial para isso e tente preencher a sua mente com coisas vivas, úteis, saudáveis e diferentes. Praticar dança, meditação, yoga ou outras atividades similares podem ser úteis para a superação dos sintomas da ansiedade.

Manter uma alimentação saudável

Um organismo saudável é a primeira linha de defesa contra a ansiedade, tristeza, depressão e outras alterações do humor. Alguns nutrientes presentes nos alimentos são necessários para a formação de neurotransmissores. A melatonina e a serotonina, substâncias que estimulam o humor, são alguns exemplos.

Praticar o voluntariado

O envolvimento com o voluntariado traz benefícios a quem ajuda e a quem é ajudado. Essa prática é importante para incentivar ações de solidariedade e de amor ao próximo. Quem se dedica a esse tipo de atividade desfruta de sensações benéficas e torna o seu cotidiano mais tranquilo.

Desenvolver a inteligência emocional

Usar a inteligência emocional pode ser a chave para dominar os pensamentos negativos e superar os sintomas do transtorno de ansiedade. Além disso, adotar uma postura positiva garante mais disposição para enfrentar a questão de frente e recuperar a saúde.

Mudar a atitude em relação ao problema

Mudar a sua atitude e a forma de enfrentamento dos problemas podem ser uma maneira de vencer os sintomas da ansiedade. Tente informar-se sobre o que tanto incomoda e que está causando a ansiedade.

Às vezes, você pode estar valorizando algo que não tem tanto valor assim. Reflita um pouco mais e domine seus pensamentos. Mas, se você não conseguir fazer isso sozinho, não tenha medo e procure ajuda profissional.

Gostou do assunto e quer saber mais? acesse a entrevista que o dr. Claudio Duarte concedeu para o site da Ajinomoto Brasil.

*Claudio Duarte – psiquiatra do Hospital Santa Mônica e diretor clínico da Unidade Integrativa Santa Mônica.

Terapia infantil: saiba mais sobre o que é e como funciona

Terapia Infantil

Mesmo sendo uma das mais belas fases da vida, na infância podem surgir dificuldades emocionais que se contrapõem ao desenvolvimento natural. É uma fase do desenvolvimento e maturação neurocognitiva  de grande importância, dada as janelas de oportunidade cerebrais que se encontram bem sensíveis e “abertas”, segundo Adriana Fóz, neuropsicóloga e diretora clínica da Unidade Integrativa Santa Mônica. É preciso ficar atento, procurar informações sérias e confiáveis e se dificuldades e dúvidas persistirem, procurar ajuda e orientação é salutar. Nesses casos, a terapia infantil pode auxiliar a criança a superar seus problemas, além de direcionar os pais ao melhor modo de lidar com essas situações.

Dada a complexidade que envolve a questão da saúde mental da criança, buscar formas de superá-la e de reestruturar o equilíbrio nas relações entre pais e filhos é essencial.

Nesse contexto, veja o que é e como funciona a terapia infantil, quais as metodologias mais utilizadas e os melhores benefícios desse tratamento. Boa leitura!

O que é a terapia infantil?

A Terapia Infantil é uma área da psicoterapia voltada especialmente para o atendimento de crianças. Geralmente, os profissionais utilizam recursos lúdicos para observar o comportamento dos pacientes e trabalhar as dificuldades mais evidentes.

As atividades lúdicas são essenciais a esse processo de diagnóstico, visto que algumas questões subjetivas relacionadas a angústias ou tristezas, sem causa aparente, podem ser percebidas por meio desse método.

Comumente, a criança não tem o discernimento do que sente para falar espontaneamente durante o atendimento. Assim, essas brincadeiras possibilitam a interação com o profissional, de modo que ele encontre caminhos para aliviar o sofrimento e ajudá-la.

Nesse sentido, a terapia infantil é utilizada para identificar os conflitos que estão gerando dor e desconforto. Essa situação afeta o bem-estar não só dos pequenos, como também dos pais ou responsáveis quando não conseguem encontrar uma saída para o problema.

Por meio desses jogos lúdicos, o terapeuta consegue abordar o mundo infantil, considerar as necessidades particulares e os caracteres especiais de cada criança. O maior referencial é o sofrimento da criança, e o objetivo a ser alcançado é auxiliá-la na busca de caminhos para sentir-se melhor.

Qual a sua importância?

Os seres humanos aprendem tudo o que sabem ao longo da vida. Esse aprendizado evolui conforme as experiências adquiridas ou de acordo com o que vai sendo demonstrado durante essa jornada.

Isso ajuda a entender por que as crianças, muitas vezes, ainda não se desenvolveram o bastante para aprender a nomear seus sentimentos. Elas não entendem o que significa aquela sensação dentro do peito, pois não sabem diferenciar tristeza de angústia.

Por isso, mediante situações novas ou difíceis, muitas crianças se fecham, e começam a se comportar de maneira estranha ou diferente. Nessas circunstâncias, os pais ou responsáveis precisam de muita habilidade para perceber que a criança necessita de auxílio.

Assim, a busca pela ajuda profissional é importante para direcionar condutas mais adequadas ao enfrentamento do problema. Muitas crianças podem necessitar de ajuda, mas não conseguem se expressar ou explicar o que estão sentindo.

Tendo isso em vista, esse tipo de terapia utiliza metodologias específicas para identificação diagnóstica da problemática infantil. Porém, o acompanhamento dos pais também é importante para auxiliar o tratamento do filho. Por meio da terapia familiar é possível promover o ajuste necessário à harmonia do lar.

Logo, o envolvimento dos pais nesse processo psicoterapêutico é um dos pontos essenciais para a reversão dos diferentes problemas familiares. Nesses encontros, os pais ou responsáveis aprendem formas alternativas de auxiliar o filho, além de entender melhor como os pequenos absorvem o que ocorre no contexto familiar.

Essa metodologia surge, então, como uma aliada importante à escolha de condutas que façam a criança se sentir mais acolhida. Por meio dessa intervenção é possível promover maior autonomia para que o infante aprenda a lidar com as mudanças e oscilações que surgem na vida.

Portanto, a terapia infantil possibilita estabelecer uma relação genuína com a criança e orientar a conduta dos pais quanto ao enfrentamento desse problema. Inicia-se, então, um processo de mudança comportamental com vistas à promoção da saúde emocional e ao fortalecimento dos laços familiares.

Como funciona e quais as particularidades desse tratamento?

A infância é uma fase marcada por transformações e crescimentos, tanto no âmbito físico quanto no emocional. No entanto, nesse período podem surgir alterações comportamentais que exigem muita compreensão e habilidade para lidar com elas.

Nesse contexto, entender como funciona a terapia infantil é imprescindível para que os pais, avós, professores ou demais responsáveis pela criança procurem um tratamento adequado. Algumas questões exigem atenção especial e intervenção imediata a fim de evitar que o quadro se agrave.

O tratamento psicoterápico infantil começa com uma entrevista com os pais ou responsáveis.  Nessa conversa inicial é feita uma anamnese minuciosa a fim de coletar dados sobre o histórico da criança.

Compreender a dinâmica familiar e a apresentação das principais queixas é o ponto de partida para direcionar condutas mais acertadas. Aspectos do planejamento familiar quanto à gravidez, nascimento e o desenvolvimento da criança são investigados detalhadamente.

Os profissionais também procuram saber sobre a relação entre os integrantes da família e se houve algum motivo em especial para a mudança no comportamento da criança. Informações sobre a queda no desenvolvimento escolar e questões ligadas ao aprendizado são fatores bem relevantes para direcionar a intervenção terapêutica.

Após a coleta das informações iniciam-se as sessões de consultas de terapia infantil. Dependendo da gravidade do caso, poderá ser preciso iniciar o tratamento com uma conversa individual com a criança, antes de proceder à terapia com os pais ou a consulta familiar.

Vale destacar que o tratamento não tem um tempo determinado de duração, muito embora já se perceba mudanças positivas após as primeiras sessões. Por isso, é necessário ter paciência para que a criança consiga interagir com o terapeuta a fim de que os procedimentos atendam às expectativas de todos os envolvidos.

Ainda que a criança não fale o que está sentindo ou quais são os dilemas que mais a incomodam, por meio das informações coletadas na primeira entrevista, o profissional poderá vislumbrar diferentes possibilidades de intervenção.

Igualmente importantes são as observações da comunicação não verbal — olhares, gestos, lágrimas, sorrisos, ou mesmo o próprio silêncio — são fundamentais à percepção dos fatores que mais influenciam o comportamento da criança.

Com bastante tato e delicadeza, o terapeuta conseguirá, aos poucos, dar nome aos  sentimentos da criança e explicar para ela as melhores formas de enfrentar o que tanto a incomoda. No decorrer das consultas, serão criadas possibilidades múltiplas que facilitarão o processo do seu desenvolvimento.

Para que esse processo terapêutico tenha melhores resultados, o envolvimento da família e a colaboração da escola são fundamentais. Eles receberão orientações para aprenderem algumas formas de lidar com a questão. Esse trabalho conjunto visa auxiliar a criança na superação dos problemas que ela vivencia.

Como a criança passa bastante tempo em casa com a família e na escola, a colaboração dos pais e professores influencia bastante os resultados. Essa parceria é extremamente importante para que o trabalho do terapeuta — mesmo fora da sessão — siga uma sequência positiva.

Quando fazê-la?

São diversos os motivos que levam os pais ou responsáveis a procurar ajuda para as crianças por meio do tratamento psicoterapêutico. No entanto, os mais comuns são:

  • dificuldade de relacionamento com outras crianças;
  • inconsistência com os membros da família;
  • constantes reclamações dos professores;
  • dificuldade em manter a concentração;
  • baixo rendimento escolar;
  • traumas de infância;
  • isolamento social;
  • timidez excessiva;
  • agressividade;
  • hiperatividade;
  • depressão.

A maior parte desses sintomas pode estar relacionado à dificuldade em lidar com certas situações. A mudança de escola, a separação dos pais, a morte de um ente querido ou até mesmo de um animal de estimação são fatores de influência.

Outro aspecto que não pode deixar de ser considerado é a mudança no estilo de vida devido aos problemas que reduzem a condição financeira dos pais. As crianças percebem quando há crise conjugal ou quaisquer outras questões que afetam o relacionamento dos pais.

Tais situações acentuam o medo e a insegurança dos infantes, o que colabora para aumentar os sintomas relacionados às crises emocionais. Nesse contexto, a psicoterapia infantil contribui para que a criança consiga lidar com essas adversidades de modo mais tranquilo e menos doloroso.

Se o diagnóstico e a abordagem inicial exige habilidade do profissional, o tratamento requer paciência. Tanto do terapeuta como dos familiares ou responsáveis. Convém salientar que uma intervenção terapêutica infantil se diferencia bastante dos tratamentos convencionais.  

Exige-se bem mais do que identificar um sintoma, conduzir a criança ao pediatra, fazer  exames laboratoriais, tomar a medicação e esperar o resultado. O tempo do tratamento pode variar de acordo com o nível do problema em questão.

Logo, não é possível estabelecer um prazo para resolver o caso. A função da terapia infantil é apoiar a criança e ajudá-la a compreender o que se passa com ela. Além disso, o terapeuta tem como missão auxiliar os pais a trabalharem melhor a capacidade de serem pais daquela criança.

Quando a intervenção profissional precisa ser imediata?

Entre as questões que mais exigem atenção é quando a criança reduz drasticamente o rendimento escolar. Nessa situação, os pais e professores precisam ficar alerta e procurar descobrir o motivo dessa mudança repentina.

Outro quadro bastante delicado envolve o risco de suicídio entre crianças e adolescentes no país. Esses números estão aumentando assustadoramente, não somente no Brasil, como também em outras regiões do planeta.

Se a questão do suicídio entre adultos já está envolta por silêncios e tabus, na infância ainda é muito mais complicada. Geralmente, a sociedade nega a ideia de que eles possam querer dar fim a própria vida.

Além disso, ainda há poucos estudos sobre a lógica que rege os suicídios juvenis. Mas a boa notícia é que existem possibilidades de prevenção, desde que os pais ou responsáveis procurem ajuda imediata.

Portanto, os problemas que geram baixo desenvolvimento escolar, redução da comunicação com os pais e a falta de interação social são extremamente preocupantes. Tais questões figuram na lista dos motivos que levam ao suicídio infantil, por isso exigem intervenção profissional urgente.

Quais são os benefícios da terapia infantil?

As crianças pequenas, principalmente quando estão nos primeiros anos escolares, sofrem muito quando não conseguem boa interação com os pais, colegas da escola e professores. Na maioria das vezes, elas ficam inseguras e não conseguem expressar seus próprios sentimentos.

Existe um medo muito grande da rejeição e, com isso, os pequenos se infiltram em seu mundo, cobrem-se com um “manto protetor” e dificultam as relações. Eles não conseguem interagir com outras crianças, não confiam nos adultos e tendem a fugir de conversas com pais ou professores.

Nessa conjectura, a terapia infantil torna-se um caminho seguro para aprender a lidar com uma criança que apresenta problemas como medo e insegurança. Representa, pois, maiores possibilidades de uma intervenção mais eficiente e capaz de promover o bem-estar e a harmonia na vida na criança.

Logo, os benefícios da terapia infantil são incontáveis: para as crianças porque aprendem a enfrentar os sentimentos de outra forma, e para os pais porque conseguem compreender esse momento difícil e abraçar o filho em prol da restauração da confiança dele.

Além desses, há outras vantagens que justificam a busca pela ajuda profissional. Veja quais são:

  • aumenta o rendimento escolar;
  • eleva o poder de concentração;
  • promove a integração social da criança;
  • desenvolve o potencial criativo da criança;
  • incentiva a interação com as outras crianças;
  • propicia o amadurecimento psicológico e o poder mental;
  • reduz o excesso de tecnologia, o qual afeta a saúde mental de crianças;
  • aumenta a capacidade de desenvolvimento de habilidades emocionais;
  • influencia a construção de um relacionamento melhor com os pais e professores;
  • ajuda a criança a compreender que na vida pode acontecer coisas que não queremos.

Quais métodos podem ser utilizados?

Há diversas formas de ajudar as famílias que enfrentam esse tipo de problema. Basta escolher a opção mais adequada e buscar ajuda.

Entretanto, a intervenção pela terapia infantil é realizada basicamente por meio de atividades lúdicas: brincadeiras que a criança utilizará para expressar seus sentimentos. Em outras palavras, o trabalho lúdico é a forma segura pela qual o paciente infantil consegue expor seu mundo interno.

As intervenções podem ocorrer de diversas formas. No entanto, as mais indicadas são:

Ludoterapia

A palavra ludoterapia origina-se na palavra inglesa “play-therapy”, e pode ser literalmente traduzida por “terapia pelo brincar”. Essa técnica é amplamente utilizada na clínica infantil por profissionais da Psicologia no tratamento de transtornos emocionais ou de problemas comportamentais.

Baseada em recursos lúdicos como jogos, diversos brinquedos e também pelas brincadeiras de faz de conta, essa alternativa permite que a criança desfrute de momentos de alegria e de interação.

Enquanto a criança brinca, o profissional observa as reações dela com o intuito de perceber um pouco da subjetividade e dos sentimentos que ela ainda não consegue explicar.

Por si só, o brinquedo auxilia a criança em seu desenvolvimento físico, mental, afetivo e social. Por meio das atividades lúdicas, a criança formula variados conceitos e consegue relacionar ideias.

Nesses momentos de lazer, o infante estabelece relações lógicas, aprende novas formas de comunicação, desenvolve a expressão oral e corporal, diminui a agressividade, reforça habilidades sociais e interage socialmente.

Assim, a ludoterapia possibilita a construção de variadas representações psicológicas. Vygostsky aponta que, para as crianças, os objetos adquirem um sentido muito especial durante o brincar: de forma quase imperceptível, uma criança substitui os objetos por outros que acha mais interessante e lhe dão mais sentido.

A produção de sentido possibilita que a criança consiga se organizar enquanto ser social. Mais do que isso: o brincar da criança favorece a construção subjetiva dos sinais e dos significados relativos às relações humanas.

Portanto, a técnica da ludoterapia pode ser considerada como um espaço de construção de significados e sentidos. Esse tratamento assegura bons resultados para a prevenção da saúde mental e física, além de melhorar o desenvolvimento da criança.

Brincadeiras de faz de conta

A brincadeira é uma atividade movida pela imaginação, porém, consciente e que se desenvolve conforme o crescimento e o desenvolvimento infantil. Ao brincar, os infantes começam a compreender e visualizar o objeto, não da forma que ele é, mas como ela gostaria que fosse.

Isso significa que, nas brincadeiras, os objetos perdem suas reais características e passam a ter o significado que lhe conferem. Assim, o brincar é uma situação imaginária criada pela criança. O objetivo é suprir necessidades que vão mudando conforme a idade.

Logo, no mundo do faz de conta, a imaginação é composta a partir de elementos retirados da realidade. Resultam, pois, de experiências coletivas e de práticas sociais compartilhadas na experiência do ser com o mundo externo.

Nas brincadeiras de faz de conta estão presentes tanto a função lúdica como a educativa. Mesmo que sejam modificadas, ainda promovem aprendizagem de conceitos e dão diferentes significados à relação da criança com o mundo ao seu redor.

Desse modo, a brincadeira de faz de conta é uma técnica importantíssima para auxiliar o psicólogo a compreender o processo de desenvolvimento da criança. Por meio dela, o psicólogo consegue trabalhar aspectos ligados à comunicação, à afetividade e à socialização da criança.

Listamos alguns benefícios proporcionados pela brincadeira do faz de conta. Confira quais são e entenda porquê essa prática é importante como auxílio terapêutico. Acompanhe!

Desenvolvimento intelectual

A arte de brincar de faz de conta influencia o desenvolvimento de habilidades como resolução de problemas, troca de ideias sobre negociação, criatividade, organização e planejamento. Estimula, ainda, a retenção de tradições, de costumes familiares, aplicação de alguns conhecimentos práticos e até de problemas de matemática!

Desenvolvimento físico

Essa prática estimula o trabalho dos músculos e melhora os movimentos de coordenação motora. Auxilia também na coordenação espacial e no aspecto geral das funções fisiológicas da criança.

Desenvolvimento social

Brincar de faz de conta estimula a imaginação e a memória da criança. Incentiva  a integração com outras crianças, o que é essencial para a melhor compreensão dos papéis sociais e da visão do seu lugar na família e no mundo ao seu redor.

Outro aspecto importante é a cooperação mútua, o controle da impulsividade e a possibilidade de reconhecer os pontos fortes do outro e entender, desde cedo, que todos têm suas limitações.

Desenvolvimento emocional

Promove o aumento da autoestima, reduz atitudes egocêntricas e desenvolve maior da sensação de segurança e de proteção. Também influencia o desenvolvimento da autonomia e o reconhecimento da necessidade de buscar seus objetivos mais importantes.

Musicoterapia

O tratamento da Musicoterapia para a melhor qualidade de vida iniciou-se durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi utilizada na reabilitação dos soldados que sofreram traumas nos combates. Durante suas internações hospitalares foram constatadas melhoras com o uso desse método terapêutico.

Segundo a Musicoterapeuta da Unidade Integrativa Santa Mônica, Ludmila Poyares, “A Musicoterapia utiliza elementos musicais como harmonia, melodia, ruído, ritmo e pausa. Para a Musicoterapia, a música é um recurso como ação e de produção humana, o qual possibilita a mobilização e fortalecimentos do Eu, por meio de laços sociais e familiares”.

O musicoterapeuta promoverá, por intermédio das ações musicais, e de forma livre, algumas expressões sonoras. Elas podem ser corporais ou com a utilização dos instrumentos musicais. Tais medidas objetivam a restauração e a manutenção da saúde infantil de forma integral.

Durante as sessões de musicoterapia sucedem mudanças de comportamento e do rompimento da barreira de incomunicabilidade. Isso concorre para uma transformação e aceitação da criança em seu mundo, e com a sua forma de se comunicar consigo e com os outros.

Por essa metodologia, é possível evocar os aspectos físicos, emocionais, intelectuais, estéticos ou espirituais do pequeno ser. Desse modo, consegue-se promover a sua autonomia e as habilidades necessárias para uma vida funcional e social compatível com o equilíbrio nas emoções, tão importantes nessa fase da vida.

Ludmila reforça que o uso das técnicas de musicoterapia permite a criança com baixo nível de desenvolvimento social e linguístico a se expressar de forma mais coerente. No processo de tratamento, a criança consegue melhorar as expressões, o que a torna mais segura no relacionamento e na interação com a família, com a escola e com as pessoas de seu convívio.

Como um hospital pode ajudar nestes casos?

Para superar as questões que comprometem a saúde e o desenvolvimento da criança, é preciso contar com o apoio de uma rede multiprofissional. Um hospital especializado na recuperação da saúde infantojuvenil oferece todo suporte necessário ao tratamento que a criança necessita.

Uma equipe formada por psicólogos, psiquiatras e terapeutas comportamentais são alguns dos especialistas que compõem a equipe multidisciplinar. Esses profissionais são apoiadores da criança e dos pais, desde uma simples alteração de humor ou comportamental a uma dificuldade emocional mais preocupante.

Porém, muitos podem afirmar que antigamente ninguém precisava deles. Sim, mas a explicação é simples de entender: há algumas décadas, a medicina e as outras áreas da ciência sabiam bem menos sobre os dilemas típicos da infância. Hoje, o avanço do conhecimento possibilita o tratamento precoce e a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar.

Além disso, as questões relacionadas à saúde integral evoluíram bastante, o que exige um profissional específico para cuidar de cada área. Por isso, é praticamente inviável que um único médico consiga prover um tratamento eficaz sob o âmbito clínico, físico, mental e emocional do ser humano.

Percebe-se, por fim, que o papel de um hospital especializado em saúde mental é fundamental na promoção de um tratamento adequado, completo e eficaz. A promoção de uma infância saudável sinaliza o desenvolvimento de um adulto emocionalmente estável e tranquilo.

Dessa forma, a terapia infantil torna-se a melhor alternativa para que essas questões sejam superadas. Propicia maiores oportunidades para os pais recuperarem o controle da situação e a segurança necessária para aprender a lidar com os filhos com mais equilíbrio e harmonia.

Gostou deste artigo? Então, aproveite a visita ao nosso site e leia também sobre o que os millennials dizem sobre os pais na terapia!

Como saber se eu tenho transtorno de personalidade? Veja os principais sintomas

Transtorno de Personalidade

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 700 milhões de pessoas no mundo sofrem com algum tipo de distúrbio mental, e o transtorno de personalidade está entre os mais observados. Trata-se de um padrão de comportamento permanente, que se evidencia no fim adolescência e início da vida adulta.

Assim, determinadas características — como a presença de sentimentos, pensamentos e ações que não se adaptam às diversas situações — tornam-se destaque nas pessoas com esse problema. Além disso, grandes consequências são geradas na vida do indivíduo e em suas relações interpessoais.

Por isso, é fundamental ter conhecimento sobre os sintomas desse transtorno para que se possa buscar auxílio profissional. Neste post, elencaremos seus principais sinais, então, continue a leitura para entender melhor!

Indicativos do transtorno de personalidade

Existem diversos tipos de transtorno de personalidade, e cada um apresenta sintomas específicos. Abaixo, listaremos alguns desses sinais!

Desconfiança generalizada

Constantemente, há suspeita de que as pessoas ao redor não são confiáveis e têm intenção de causar prejuízos, porém, essas conclusões são tiradas a partir de ideias infundadas. A sensação de perseguição e exploração dificulta a relação com outros indivíduos, uma vez que acontecimentos sem relevância podem ser vistos como ameaçadores e humilhantes.

Por mais que exista afinidade com alguém, isso não é permanente. Dessa forma, o cotidiano acaba cada vez mais limitado pelo medo e desconfiança.

Falta de interesse em relacionamentos

Sintoma caracterizado pela ausência de atração por relações mais íntimas ou com familiares e amigos. A pessoa tem dificuldade de expor suas emoções e, além de preferir realizar atividades sozinha, é resistente a elogios e críticas, uma vez que costuma ser fria e pouco afetiva.

Carência excessiva

Embora o desinteresse por relacionamentos possa indicar o transtorno de personalidade, precisar de muito afeto também pode ser um sinal. Essa característica é tão evidente quando causada pelo distúrbio, que quem a tem se torna submisso a amigos e parceiros por necessitar de aprovação e apoio em todos os aspectos de sua vida.

Excesso de ego

Nesse caso, não se trata de uma elevada autoestima, e sim de um comportamento narcisista, caracterizado pela busca incansável de sempre ser o centro das atenções. O indivíduo sente necessidade de ser adorado e reconhecido e acredita em sua singularidade enquanto ser humano.

Perfeccionismo ao extremo

Sinal caracterizado pela preocupação frequente com organização. Por esse motivo, há dedicação extrema às tarefas domésticas, do trabalho e até atividades mais simples. O perfeccionismo se transforma em um empecilho na rotina.

Importância de buscar ajuda profissional

Cada um dos sintomas mencionados anteriormente traz prejuízos à pessoa que os tem. Desse modo, contar com profissionais especializados e uma instituição de referência como o Hospital Santa Mônica possibilitará o tratamento adequado ao tipo de transtorno e contribuirá para restabelecimento da qualidade de vida e bem-estar.

Perceba, então, que o transtorno de personalidade traz consequências negativas em diversos âmbitos da vida de quem sofre com ele. Portanto, se você acredita que pode ter esse problema, não deixe de procurar um médico, para que o diagnóstico correto seja dado.

E aí, gostou deste post? Então, aproveite para entender melhor por que é importante ter atenção à mudança de humor e comportamento!

 

Depressão refratária: como um hospital é a solução quando o tratamento não funciona?

Segundo a Organização Nacional da Saúde (OMS), a depressão será a doença mais incapacitante em todo o mundo até 2020. Diante dos diferentes tipos dessa doença, os tratamentos costumam incluir terapia e o uso de remédios para uma melhora mais rápida. Mas você já ouviu falar da depressão refratária, que é uma depressão mais resistente?

Nesses casos, a pessoa não responde da forma esperada mesmo após se tratar com, pelo menos, dois medicamentos de classes diferentes por um determinado tempo e na dose adequada.

Por isso, entenda a seguir como um hospital é a solução, quando o tratamento da depressão refratária não funciona. Boa leitura!

O que é depressão refratária?

Embora o paciente tenha feito tudo como o esperado, no caso da depressão refratária, ele não consegue ficar totalmente livre da doença. Em outras palavras, melhora, mas não zera os sintomas nem mesmo com a segunda medicação.

Vale lembrar que a situação é bem diferente daqueles que não executam o tratamento da maneira correta ou o interrompem antes da hora.

Como diagnosticá-la?

Não há como saber previamente se uma pessoa possui depressão refratária, por isso, é necessário aguardar o desenrolar do tratamento médico. Quando ele já está em andamento, fica mais fácil para os especialistas notarem esse quadro.

Esse tipo de depressão é mais difícil de ser tratada, contudo, não necessariamente é mais grave. Há depressões mais profundas que respondem bem à intervenção, enquanto outras menos críticas são refratárias.

Pode ser que o paciente tenha um conflito que contribua para a manutenção da doença, seja em casa, seja no trabalho. Por essa razão, é fundamental conversar com o psiquiatra sobre todos os fatores que possam influenciar no adoecimento.

E quando um hospital é a solução?

Se a pessoa perde a capacidade de autogestão e começa a ser uma ameaça para ela mesma e/ou para seus familiares, a internação psiquiátrica passa a ser indicada. O intuito de uma internação compulsória ou involuntária, em casos específicos, é proteger o indivíduo até que o tratamento tenha efeito.

Entre as vantagens disso, destacam-se o apoio de uma equipe multidisciplinar, a estrutura hospitalar adequada, a tranquilidade da família e, claro, uma maior rapidez na recuperação da saúde física e mental do paciente.

Quando a internação é voluntária, os resultados positivos acabam sendo mais evidentes. Lembre-se de que, na maior parte dos casos, familiares e amigos podem (e devem) fazer visitas, porque elas auxiliam a recuperação. O apoio das pessoas queridas faz toda a diferença.

O Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e adulto e tem como diferencial o tratamento conjunto do psiquiatra e clínico. Além disso, preza por um atendimento familiar para que o paciente se sinta o mais confortável possível.

Se você leu até aqui, já sabe o que é depressão refratária e como a internação psiquiátrica em um hospital pode ser a solução para essa doença. Não hesite em procurar ajuda, caso ela seja necessária.

Este post sobre depressão refratária foi útil para você? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica para tirar suas dúvidas. Nossa equipe está preparada para atendê-lo!

Transtorno disfórico pré-menstrual: veja como funciona o tratamento da super TPM

Transtorno Disfórico Pré-menstrual

O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma forma mais grave e intensa da síndrome pré-menstrual (SPM), conhecida também como tensão pré-menstrual (TPM). Esse problema causa sintomas físicos, cognitivos e psicológicos relacionados às oscilações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual.

Classificado como um transtorno depressivo, o TDPM atinge de 3% a 8% das mulheres em idade reprodutiva, sendo responsável por alterações de humor e comportamento expressivas e incapacitantes.

Esse problema de saúde mental é causado por uma alteração genética nos receptores de serotonina — neurotransmissor que regula o humor, o sono, o apetite e a dor. Quando os níveis dessa substância estão baixos no organismo, a pessoa apresenta reações emocionais acentuadas e desproporcionais aos estímulos externos.

Quer conhecer os principais sintomas da “super TPM” e as opções de tratamento mais indicadas? Então, continue acompanhando este artigo!

Sintomas do transtorno disfórico pré-menstrual

O transtorno disfórico pré-menstrual é caracterizado por sintomas que aparecem entre 2 a 10 dias antes da menstruação e começam a desaparecer poucos dias após o início do fluxo menstrual.

Esse distúrbio geralmente é diagnosticado quando esse quadro se repete por, pelo menos, dois ciclos menstruais consecutivos, traz prejuízos à vida profissional, familiar ou amorosa da mulher.

Os principais sintomas do TDPM são:

  • irritabilidade;
  • humor deprimido;
  • ansiedade;
  • pensamentos autodepreciativos;
  • instabilidade emocional;
  • dificuldade de concentração;
  • falta de interesse em atividades habituais;
  • fadiga, apetite descontrolado;
  • problemas para dormir;
  • dor de cabeça e inchaço no corpo.

Opções de tratamento do transtorno disfórico pré-menstrual

Por ser um tipo de depressão cíclica que se manifesta ao longo do ciclo menstrual, a mulher afetada pelo TDPM precisa de um tratamento específico, baseado principalmente no controle dos sintomas.

Por meio de um exame clínico minucioso, uma equipe médica multidisciplinar é capaz de realizar o diagnóstico e estabelecer uma estratégia de tratamento adequada às necessidades de cada paciente, que pode incluir a prescrição de medicamentos e a indicação de psicoterapias e outras práticas complementares.

Medicamento

Os antidepressivos, em especial os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), são os medicamentos mais usados no alívio dos sintomas em casos graves de TDPM. A prescrição desse tipo de remédio deve ser feita por um médico especializado com base nos sintomas apresentados e no grau do distúrbio.  

O uso de contraceptivos orais é outro método comum no tratamento desse distúrbio, pois visa a supressão da ovulação para controlar as oscilações hormonais e os sintomas físicos mais intensos.

Psicoterapia

Nos quadros leves e moderados de TDPM, a psicoterapia pode ser suficiente para controlar os sintomas do distúrbio e melhorar a qualidade de vida do paciente por meio de técnicas e práticas psicológicas.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens que mais têm mostrado resultados positivos tanto como tratamento de primeira linha quanto de forma auxiliar ao tratamento medicamentoso.

Alimentação e exercícios físicos

Um tratamento complementar que auxilia na promoção da saúde mental da mulher é a mudança de hábitos alimentares e o combate ao sedentarismo. A manutenção de uma dieta saudável e equilibrada, com redução de gorduras saturadas, açúcar, sal e cafeína, ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a diminuir os sintomas.

A ingestão de água e alimentos ricos em triptofano, como peixes, ovos, cereais, castanhas, leguminosas e derivados do leite, atua no equilíbrio da quantidade de serotonina no corpo e, consequentemente, aumenta o bem-estar.

A prática regular de exercícios físicos também é uma aliada no tratamento do TDPM, pois ajuda a diminuir a ansiedade, a aliviar o estresse, a liberar endorfina — neurotransmissor ligado à sensação de prazer e felicidade — e a melhorar a autoestima.

Referência em psiquiatria e saúde mental, o Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado para transtorno disfórico pré-menstrual e outros problemas psiquiátricos, com atendimento de qualidade, cuidados individualizados e unidades de internação.

Para saber mais sobre outros problemas de saúde mental, leia nosso artigo sobre transtorno de ansiedade de doença: saiba como descobrir e tratar!