Conheça 7 tipos diferentes de depressão

A Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca que a depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo. Na América Latina, o Brasil é o país com maior números de casos. Essa realidade sugere a necessidade de urgentes intervenções para neutralizar os impactos de todos tipos de depressão.

Essa mesma pesquisa afirma que temos 5,8% da população brasileira sofrendo com diversos transtornos depressivos. Nessa conjectura, governo e sociedade precisam repensar medidas para minimizar os reflexos dos problemas decorrentes da depressão.

Para ajudá-lo na compreensão desse problema, selecionamos 7 tipos de depressão e listamos as causas, características e sintomas de cada uma delas. Confira!

1. Depressão casual

Um episódio depressivo casual é caracterizado por um período de tempo em que o indivíduo apresenta uma sensível alteração em seu comportamento. Geralmente, os pacientes relatam uma mudança repentina no estado de humor, e que pode durar algumas horas, dias ou semanas.

Esse caso específico de depressão surge sem causa aparente, já que o próprio paciente não consegue identificar exatamente quando os sintomas começaram. Porém, se não for adequadamente tratada, a depressão causal pode se prolongar por mais tempo e evoluir para transtornos depressivos mais graves.

Esse é um dos tipos de depressão que está cada vez mais comum e afeta pessoas de diferentes gêneros, idade ou classe socioeconômica. Os sintomas mais evidentes são:

  • relatos de insatisfação com a vida;
  • alteração repentina no comportamento;
  • sentimento de tristeza por causa indefinida;
  • indisposição para realização das tarefas diárias.

2. Depressão sazonal

Algumas pessoas têm maior sensibilidade e costumam sofrer alterações no humor ou mudanças no estado emocional por influência das estações do ano. Um exemplo clássico  e de difícil diagnóstico por apresentar um viés ainda indefinido  é a conhecida depressão sazonal relacionada ao inverno.

Ainda que esses casos sejam mais raros em regiões tropicais, nos locais onde o inverno é muito longo, esses quadros depressivos são bastantes comuns. A falta de exposição à luz solar desequilibra o metabolismo enzimático e hormonal, o que resulta em desequilíbrios das substâncias responsáveis pelo humor.

No entanto, há outros tipos de depressão sazonal relacionados a determinadas épocas do ano. A chegada do final do ano induz, naturalmente, à reflexão e pode exercer uma pressão psicológica muito forte em quem não conseguiu cumprir as metas propostas para o ano que se passou.

Por isso, nesse período, as depressões sazonais ocorrem bastante e podem comprometer a qualidade de vida e o bem-estar. Essas complicações da saúde mental ocorrem devido à dificuldade em controlar a ansiedade e o estresse gerado por autocobrança excessiva.

Confira os sinais e sintomas que permitem identificar a depressão sazonal:

  • fuga de assuntos relacionados a metas;
  • impaciência e nervosismo;
  • agitação constante;
  • ansiedade.

3. Distimia

A distimia é definida como um transtorno depressivo mais leve, porém com sintomas persistentes. Nesse tipo de depressão, o indivíduo até consegue cumprir suas atividades de rotina, mas apresenta-se triste, retraído e com sentimentos de muita negatividade em relação às perspectivas futuras.

Esse quadro merece especial atenção, já que as características da distimia podem ser confundidas com um mau-humor casual ou associada ao temperamento da pessoa.

Por isso, é preciso ficar alerta aos sinais e sintomas mais importantes. Confira quais são:

  • irritabilidade; 
  • muito pessimismo;
  • negatividade excessiva;
  • mau-humor depressivo e persistente.

4. Depressão atípica

A depressão atípica é caraterizada por episódios de crises melancólicas, nas quais o indivíduo demonstra muita instabilidade emocional e falta de esperança em relação à vida. Geralmente, há a negação quanto à necessidade de ajuda.

Esse comportamento vem acompanhado de muita tristeza e de pensamentos de morte. O senso de inutilidade e o desinteresse pelas atividades que antes eram prazerosas também são notórios.

Logo, se você conhece alguém próximo que apresenta esses sintomas fique atento. Além desses, o indivíduo também poderá apresentar:

  • sono excessivo;
  • humor apático e instável;
  • queixas de cansaço excessivo;
  • falta de energia para a realização das atividades de rotina;

5. Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um dos tipos de depressão que tem causa definida. Ela ocorre devido às alterações hormonais durante a gestação, e que persistem até o pós-parto. 

O processo de gestação envolve aspectos biopsicológicos e que afeta consideravelmente o estado emocional da mulher. Isso a torna mais vulnerável aos desequilíbrios psicológicos, principalmente nos primeiros dias de vida do bebê.

As exigências para suprir às necessidades do bebê, sobretudo quando é o primeiro filho, gera insegurança e medo até que a mulher consiga se adaptar às mudanças na sua vida.

Observe, então, os sinais mais comuns da depressão pós-parto. Se  esses sintomas persistirem por mais de 10 dias, a conduta mais adequada é procurar um psiquiatra e iniciar imediatamente o tratamento.

As características que sinalizam esse quadro são:

  • culpa excessiva;
  • choro constante;
  • baixa autoestima;
  • tristeza e melancolia;
  • aparência desleixada;
  • pouco interesse pelo filho;
  • insônia e cansaço extremo;
  • reclamação na hora de amamentar o bebê;
  • sensação de incapacidade para cuidar do bebê;
  • medo de receber visitas, mesmo de pessoas próximas.

6. Depressão reativa

É causada por respostas a eventos ocasionais como assédio moral, morte de ente queridos, perda financeira muito significativa, separação conjugal ou uma situação que provoca estresse excessivo e negatividade.

Assim, a depressão reativa surge como somatório de diferentes razões. O grau de dificuldade para lidar com essa depressão também é variável, já que a forma individual de enfrentamento dos problemas influencia bastante o comportamento. 

A depressão reativa é caracterizada por:

  • insônia;
  • irritabilidade;
  • falta de apetite;
  • ideação suicida;
  • estresse excessivo;
  • expressão muito abatida.

7. Depressão maior

A depressão maior é marcada por quadros depressivos recorrentes quando os sintomas típicos da depressão perduram por seis meses ou mais.

Percebe-se também uma intensificação do quadro mediante súbita alteração comportamental. Essa condição evidencia claramente a evolução para um transtorno patológico mais grave e muito preocupante devido à relação com o suicídio

O transtorno depressivo maior resulta de diferentes fatores causais. Entre os mais relevantes destacam-se a herança genética, as condições ambientais, as relações familiares e outras questões de ordem pessoal ou profissional.

Nessa doença, os sinais e sintomas mais claros são:

  • choro;
  • angústia;
  • desatenção;
  • impulsividade;
  • ideação suicida;
  • apatia constante;
  • distúrbios do sono;
  • desânimo e lentidão;
  • falta de concentração; 
  • desinteresse pelo futuro.

Quando a internação hospitalar é necessária?

A evolução das crises depressivas pode exigir intervenções urgentes. Quando o indivíduo se torna uma ameaça para si e para os outros, o tratamento em um hospital é aconselhável. Nesse casos, a internação hospitalar possibilita um acompanhamento integral e personalizado. 

Vale destacar que os quadros de depressão, ainda que sejam intensos, podem ser revertidos mediante um tratamento psiquiátrico adequado — em um hospital especializado — por meio do suporte de uma equipe multidisciplinar. 

Contar com o apoio de psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais é um diferencial que possibilita a superação de todos os tipos de depressão. Assegura, certamente, maior rapidez na recuperação da saúde mental e do bem-estar de quem enfrenta esse problema. 

Gostou de saber que existem bons tratamentos para a depressão? Então, não perca tempo: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossos serviços!

Veja 6 casos extremos que necessitam de internação psiquiátrica

Em momentos delicados da saúde psicológica, a melhor opção é a internação psiquiátrica. Por isso, preparamos este texto com o objetivo de esclarecer o que é esse tratamento, como ele funciona e em que casos é mais recomendado.

Como existem dúvidas comuns tanto a pacientes como a familiares, vamos explicar porque a internação é um tratamento seguro e responsável, e que promove respeito, dignidade e bem-estar a todos os envolvidos no processo.

Nos próximos tópicos, você vai ter a oportunidade de conhecer também 6 casos de internação psiquiátrica e saber outras informações relevantes sobre esse tipo de tratamento. Confira!

O que é internação psiquiátrica?

A internação psiquiátrica é uma forma de tratar pacientes que apresentam algum tipo de transtorno mental e/ou dependência química com a finalidade de tirá-los da crise em que se encontram e no momento em que podem colocar a sua vida em risco ou a de outras pessoas. Quando o médico percebe que essa é a melhor opção para o paciente se tratar, ele a recomendará.

Nesse tipo de tratamento, o paciente psiquiátrico é internado no hospital, onde recebe atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana em que ele poderá ter acesso a uma grade terapêutica  e receber cuidados como: alimentação, medicação, terapia ocupacional, terapias com psiquiatras e psicólogos, inclusive, em alguns hospitais, com intervenção assistida por cães. Enfim, uma variedade de tipos de cuidados para que ele melhore com ajuda especializada necessária. Nesse ambiente, a equipe está preparada para intercorrências com o paciente, como surtos e/ou crises de abstinência.

A equipe médica, em conjunto com a família e o próprio paciente, define a necessidade de internação psiquiátrica. Em alguns casos, porém, como o paciente não tem condições de se autoavaliar, é necessária a internação compulsória ou involuntária. 

Como funciona a internação psiquiátrica?

Como dissemos, a primeira atitude que deve ser tomada em prol da internação psiquiátrica é a do médico. Ao observar a situação do paciente, ele vai indicar se esse é o tratamento ideal. Atualmente, a internação pode até ocorrer de forma compulsória ou involuntária, mas somente em casos bem específicos. 

Na maior parte das vezes, a internação psiquiátrica é voluntária e isso ajuda bastante no tratamento. Quando o paciente percebe que precisa de ajuda especializada, o tratamento é muito mais eficaz e os resultados positivos ficam bem mais evidentes.

Por isso, a ajuda da família e dos amigos é essencial nesse momento, para ajudar o paciente a decidir, por conta própria, se quer se internar para poder se recuperar de uma doença ou transtorno. Ele necessita de conversa, diálogo e cuidado por parte de quem é próximo para perceber que há necessidade de internação. Sem o auxílio de amigos e familiares, é mais difícil que uma pessoa se trate da forma correta e viva com dignidade.

Normalmente, ao optar pelo tratamento, a pessoa é encaminhada a um hospital especializado e lá tem acesso a todos os tipos de cuidados indicados pelos médicos da instituição. 

Qual o tempo de internação?

Essa é uma das principais dúvidas de familiares e de pessoas que encontram na internação uma possibilidade real de melhorar a própria qualidade de vida. Porém, não há uma resposta específica — cada caso é um caso e quem vai definir o tempo de internação é o próprio médico e a equipe que vai cuidar do paciente.

No caso de dependência de drogas, por exemplo, o paciente precisa passar por várias etapas definidas até conseguir ser reinserido na sociedade novamente. Isso varia de pessoa para pessoa. Não existe, portanto, um tempo determinado para os casos de internação psiquiátrica.

Normalmente, quando o médico faz o diagnóstico do transtorno e depois o prognóstico, ele vai definir o tratamento por intervenção psiquiátrica. Assim, já é possível ter uma ideia de quanto tempo esse tratamento vai durar. Mas só durante a internação e com a evolução do paciente será possível ter certeza.

Quando a internação psiquiátrica é a melhor opção?

A internação psiquiátrica é uma forma importante e responsável de tratamento. A decisão é muito detalhada e depende de diversos fatores determinados pelo próprio paciente, pela sua família e pelo médico. A indicação mais recomendada ocorre quando é necessário tirar o paciente do surto ou da ideação suicida ou quando ele pode colocar outras pessoas em risco.

O que o paciente e a família precisam saber é que o médico que vai participar dessa definição de tratamento é um profissional responsável, que só quer fornecer aos envolvidos a melhor forma de tratar aquela pessoa para que ela tenha uma vida feliz após a internação.

No próximo tópico, você vai ter exemplos de casos de internação psiquiátrica de forma mais específica e entender quando esse tratamento é mais recomendado.

6 casos extremos que necessitam de internação psiquiátrica

Além de dependência química, existem alguns transtornos e problemas psiquiátricos que podem ser tratados por meio da internação. Confira abaixo quais são!

1. Pânico

A síndrome do pânico é um transtorno relacionado à ansiedade e pode ser desenvolvida em qualquer pessoa que tenha algum tipo de crise e não faça o tratamento da forma correta. Normalmente, o pânico é tratado por meio do uso de medicamentos e de terapias em consultas com psicólogos e psiquiatras, mas pode chegar a níveis extremos.

Quando o pânico se torna um problema na vida do paciente — ele não consegue mais conviver em sociedade, tem medo de sair de casa e seu bem-estar está próximo a zero —, a internação psiquiátrica pode ser uma boa opção para que ele tenha de volta uma vida saudável e sem crises de pânico.

Esses casos mais extremos ocorrem, principalmente, em pacientes que não seguem o tratamento corretamente e as crises evoluem com o passar do tempo. Porém, podem acontecer casos em que, mesmo com o tratamento convencional, o paciente piore de situação e a internação seja necessária.

2. Psicose

A psicose é um problema psiquiátrico grave, porque a pessoa perde a noção de realidade e passa a ter alucinações que a fazem praticar atos que podem prejudicar a si mesma e a outras pessoas ao redor.

Existem diversos tipos diferentes de psicose, mas ela é mais conhecida pela sua relação com a esquizofrenia, já que pode ser desenvolvida quando o paciente tem essa doença.

A psicose também é tratável com medicamentos e por terapia, porém, é necessário que o paciente siga o tratamento à risca para não desenvolver os sintomas nem oferecer risco para ele próprio e para a sociedade. Por isso, pessoas psicóticas necessitam ter auxílio em casa sempre, para tomar o remédio no horário certo e jamais faltar às sessões com os psicólogos.

Por conta dessa exigência de tratamento que tenha pessoas mais próximas e que façam com que ele funcione, muitas vezes o psicótico não recebe os cuidados da forma correta e isso traz riscos. Quando chega a essa situação, o melhor é internar o paciente por um tempo, para que os ataques psicóticos sejam estabilizados e ele consiga voltar a viver em sociedade de forma saudável.

3. Depressão maior

Depressão é um nome popular dado para o Transtorno Depressivo Maior, um problema psiquiátrico grave e que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo. Os sintomas da depressão são variados: oscilações de humor, irritabilidade, estresse elevado, sensação de angústia, problemas cognitivos e até físicos que inibem o paciente de ter uma vida feliz.

Existem diversos níveis e fases de depressão e cada uma delas é tratada de forma diferente. Normalmente, basta o uso de medicamentos e a terapia, além de atividades de lazer que gerem prazer e hábitos de vida saudáveis, como alimentação e prática regular de exercícios físicos, para que o paciente consiga ter uma vida feliz. 

Porém, em casos mais graves, em que a pessoa para de viver, de comer, não consegue se relacionar em sociedade, fica agressiva, a internação psiquiátrica pode ser uma solução.

4. Crise de ansiedade extrema

Muitas pessoas confundem a crise de ansiedade com a de pânico, mas são bem diferentes. O pânico está relacionado ao medo, especificamente, que é um dos sintomas da crise de ansiedade. O paciente com pânico tem medo de coisas ou de situações específicas e isso pode fazer com que ele pratique ações perigosas a ele mesmo e a outras pessoas.

A crise de ansiedade tem o pânico como um dos seus sintomas, mas existem outros vários quando ela chega a um nível agudo, extremo, crítico. A pessoa tem tremores, cansaço fora do comum, asfixia, taquicardia, tontura, diarreia, calafrios, dificuldade de engolir, perda total de apetite, entre outros diversos sintomas.

Nesses casos mais extremos em que o tratamento com remédios e apoio psicológico não funciona mais e o paciente pode até sofrer um ataque cardíaco, respiratório ou não conseguir comer ou beber água, o melhor a se fazer é começar a internação, para que ele seja tratado da forma correta e tenha uma vida feliz após esse tratamento.

5. Transtornos alimentares

Nos tempos atuais, têm sido cada vez mais comum pessoas, principalmente mulheres, desenvolverem transtornos alimentares por conta da busca pelo chamado corpo perfeito. A bulimia e a anorexia — que são doenças diferentes — surgem quando a pessoa não se sente aceita na sociedade e passa a perseguir um suposto ideal de beleza caracterizado pela magreza extrema.

Esse é um problema grave que atinge, principalmente, adolescentes e jovens que buscam ter um corpo próximo ao que eles acham perfeito e fazem de tudo para chegar a esse nível.

Antes de esses transtornos alimentares chegarem a um nível mais grave, com casos de desidratação e desnutrição, é preciso que pais, familiares e amigos percebam o problema e levem o paciente para fazer o tratamento devido. Em boa parte das vezes, esse paciente se recusa a fazer o tratamento, porque acha que ainda está gordo e precisa emagrecer mais. Esse é um caso importante em que a internação involuntária pode ser uma opção.

Quando a pessoa não quer fazer tratamento e possui sintomas graves, como tontura, desmaios, olheiras, magreza extrema, é hora de pedir uma internação para recuperar a saúde física e também psiquiátrica desse paciente.

Os transtornos alimentares são graves, porque, normalmente, terminam em desnutrição, desidratação e, não raro, em morte. Quanto antes iniciar o tratamento, melhores as chances do paciente.

6. Suicídio

A situação mais grave de todas e que exige internação psiquiátrica de forma voluntária ou involuntária é a tentativa de suicídio. Pacientes que já tentaram ou que passam por situações que o induzem a esse ato devem buscar ajuda especializada, com internação, que vai mudar a realidade da vida deles.

Esse é o caso mais necessário do uso da internação psiquiátrica como forma de tratamento. E todos os transtornos citados anteriormente nesta lista podem causar o desejo, no paciente, de se suicidar. O suicídio é um sintoma de depressão, ansiedade, pânico, psicoses e transtornos alimentares.

Por isso, a internação psiquiátrica é tão importante. Ela evita que o paciente chegue a esse nível de estresse e faz com que ele recupere a vida feliz, tranquila, em um tratamento seguro e responsável. 

Quais são os tipos de internação?

Existem três tipos básicos de internação: voluntária, involuntária e compulsória.

1. Internação voluntária

Atualmente, as sociedades de psiquiatria e psicologia indicam que a internação voluntária é a essencial para a maior parte dos casos. 

A internação psiquiátrica voluntária ocorre quando o próprio paciente decide e concorda que precisa desse tipo de tratamento para poder melhorar a qualidade de vida e o convívio com a sociedade.

2. Internação involuntária

A involuntária ocorre quando o paciente está completamente impossibilitado de tomar decisões por conta do transtorno e do problema psiquiátrico que tem. Com isso, os médicos e a família decidem por ele e tomam essa decisão.

A internação involuntária e a compulsória só são realizadas em casos extremos, como tentativa de suicídio, psicoses e graves consequências dos transtornos alimentares.

3. Internação compulsória

A internação compulsória é bem diferente da involuntária. Nela, quem decide se o paciente vai ser ou não internado é a própria Justiça, por conta de perigos que essa pessoa pode trazer para a sociedade. É muito difícil isso ocorrer hoje em dia. A internação compulsória, praticamente, não existe mais.

O paciente pode ser visitado?

Uma grande dúvida que paira na cabeça do próprio paciente é se ele pode receber visitas de pais, amigos e demais familiares durante o período de internação psiquiátrica. A resposta é positiva. Não só pode como deve receber essas visitas, porque elas auxiliam na recuperação do paciente.

Em alguns casos, ele precisa de um tempo para ficar 100% internado, sem contato com outras pessoas. Porém, quando isso for necessário, o paciente será avisado pelo médico e receberá toda a explicação antes de aceitar ou não fazer o tratamento por meio da internação psiquiátrica.

Depois do período de adaptação à internação e de início do tratamento, as visitas são essenciais para que o paciente saia mais rápido do hospital e volte para o seio da família e para o convívio em sociedade.

Outra questão importante é que a própria família precisa fazer parte do tratamento. Isso porque, por ter passado pelo problema junto ao paciente, os entes mais próximos também tiveram o seu psicológico afetado. Assim, é feito um tratamento auxiliar com essas pessoas para que elas fiquem preparadas para poder conversar, visitar e receber o paciente de volta em casa.

O apoio da família e dos amigos é parte essencial do tratamento. Sem isso, é muito difícil que o paciente melhore em pouco tempo. É papel do hospital, dos médicos e de todos os que estão envolvidos no tratamento ajudar o paciente a ter a vida dele de volta, com a família unida e os amigos sempre por perto.

A quem recorrer nesses casos?

Quando o paciente está em situação em que há necessidade de internação psiquiátrica, o melhor a se fazer é buscar um hospital especializado nessa área. Somente nesse tipo de instituição essa pessoa vai receber o tratamento ideal para o transtorno ou distúrbio psiquiátrico que apresenta.

Além disso, o próprio hospital, em conjunto com os médicos e a equipe responsável, vai passar para o paciente todas as informações necessárias do tratamento. Ou seja, não fique preocupado sobre a forma como você será tratado. Tudo isso vai ser devidamente explicado, assim que decidir buscar ajuda profissional e for definido que essa ajuda é por meio da internação psiquiátrica.

Não tente conseguir tratamentos por conta própria. Procure um hospital geral, mesmo que ele não atenda especificamente questões relacionadas à psiquiatria. Lá, o paciente será encaminhado a cuidados psiquiátricos próprios. Ou, então, vá direto ao hospital especializado que lá você terá todo o atendimento necessário.

A saúde psiquiátrica é muito importante e deve ser levada a sério para que o paciente tenha uma melhora real e consiga voltar a viver com alegria e junto das pessoas que ama.

A internação psiquiátrica é uma forma muito específica de tratamento e, em casos que necessitam desse tipo de terapia, o paciente se recupera e pode voltar a conviver saudavelmente em sociedade, com a família, amigos e demais pessoas.

O Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e adulto e pode ajudar de diversas maneiras a tratar transtornos psiquiátricos, além da dependência química.

A psiquiatria trabalha com duas vertentes diferentes: o tratamento de transtornos e distúrbios psiquiátricos e também a dependência química. O Hospital Santa Mônica é especializado no tratamento de ambas as situações.

A internação, como você pôde perceber, é uma boa opção, pois ela pode, realmente, mudar e transformar a sua vida. Apesar de ser usada em situações bem específicas, ela é uma ótima solução para resolver os distúrbios, transtornos, acabar com os surtos, evitar a ideia de suicídio, entre outras possibilidades.

O paciente psiquiátrico precisa de cuidados especiais, de ser tratado bem, de um auxílio que vai além dos medicamentos e do tratamento em si. O Hospital Santa Mônica preza por um atendimento familiar, para que o paciente se sinta o mais confortável possível, com apoio da própria família, dos amigos, para que ele saia dessa situação de saúde para uma vida feliz, completa, ao lado das pessoas que ele mais ama.

Trate a sua situação emocional e psicológica da forma mais responsável possível. Transtornos e distúrbios psicológicos não funcionam como uma simples dor de cabeça, mas são tratáveis e também curáveis, ainda mais quando o paciente busca ajuda o quanto antes.

Os transtornos psiquiátricos podem começar leves, mas atingir, em pouco tempo, situações bem graves. Para evitar isso, é só fazer o tratamento correto, em um hospital de relevância e com médicos de alta qualidade. É bom relembrar que existem diversos tipos de tratamentos, a internação psiquiátrica é apenas um deles e que pode ser a melhor solução para resolver o seu problema.

De qualquer forma, vá até o Hospital Santa Mônica, converse com os médicos, leve sua família junto, veja qual a melhor solução para você se recuperar do seu transtorno o distúrbio e busque o tratamento correto para que a sua vida volte ao normal e você tenha uma qualidade melhor depois que esse tratamento terminar.

O Hospital Santa Mônica está preparado para examinar, tirar as dúvidas que você ainda tiver. Entre em contato com o hospital, faça uma visita, converse com os médicos e demais especialistas e tome a decisão que vai mudar a transformar a sua vida para melhor de uma vez por todas.

Se você tiver alguma dúvida, quiser fazer uma pergunta, um comentário sobre os casos de internação psiquiátrica ou outros tipos de tratamento e até mesmo conhecer mais sobre o Hospital Santa Mônica, entre em contato conosco: mande um e-mail, ligue, faça uma visita. 

Com certeza, a nossa equipe vai estar preparada para recebê-lo, responder a todas as suas questões e mostrar que o melhor tratamento para você ou para o seu familiar é aqui no Hospital Santa Mônica!

 

Veja 6 casos extremos que necessitam de internação psiquiátrica

Em momentos delicados da saúde psicológica, a melhor opção é a internação psiquiátrica. Por isso, preparamos este texto com o objetivo de esclarecer o que é esse tratamento, como ele funciona e em que casos é mais recomendado.

Como existem dúvidas comuns tanto a pacientes como a familiares, vamos explicar porque a internação é um tratamento seguro e responsável, e que promove respeito, dignidade e bem-estar a todos os envolvidos no processo.

Nos próximos tópicos, você vai ter a oportunidade de conhecer também 6 casos de internação psiquiátrica e saber outras informações relevantes sobre esse tipo de tratamento. Confira!

O que é internação psiquiátrica?

A internação psiquiátrica é uma forma de tratar pacientes que apresentam algum tipo de transtorno mental e/ou dependência química com a finalidade de tirá-los da crise em que se encontram e no momento em que podem colocar a sua vida em risco ou a de outras pessoas. Quando o médico percebe que essa é a melhor opção para o paciente se tratar, ele a recomendará.

Nesse tipo de tratamento, o paciente psiquiátrico é internado no hospital, onde recebe atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana em que ele poderá ter acesso a uma grade terapêutica  e receber cuidados como: alimentação, medicação, terapia ocupacional, terapias com psiquiatras e psicólogos, inclusive, em alguns hospitais, com intervenção assistida por cães. Enfim, uma variedade de tipos de cuidados para que ele melhore com ajuda especializada necessária. Nesse ambiente, a equipe está preparada para intercorrências com o paciente, como surtos e/ou crises de abstinência.

A equipe médica, em conjunto com a família e o próprio paciente, define a necessidade de internação psiquiátrica. Em alguns casos, porém, como o paciente não tem condições de se autoavaliar, é necessária a internação compulsória ou involuntária. 

Como funciona a internação psiquiátrica?

Como dissemos, a primeira atitude que deve ser tomada em prol da internação psiquiátrica é a do médico. Ao observar a situação do paciente, ele vai indicar se esse é o tratamento ideal. Atualmente, a internação pode até ocorrer de forma compulsória ou involuntária, mas somente em casos bem específicos. 

Na maior parte das vezes, a internação psiquiátrica é voluntária e isso ajuda bastante no tratamento. Quando o paciente percebe que precisa de ajuda especializada, o tratamento é muito mais eficaz e os resultados positivos ficam bem mais evidentes.

Por isso, a ajuda da família e dos amigos é essencial nesse momento, para ajudar o paciente a decidir, por conta própria, se quer se internar para poder se recuperar de uma doença ou transtorno. Ele necessita de conversa, diálogo e cuidado por parte de quem é próximo para perceber que há necessidade de internação. Sem o auxílio de amigos e familiares, é mais difícil que uma pessoa se trate da forma correta e viva com dignidade.

Normalmente, ao optar pelo tratamento, a pessoa é encaminhada a um hospital especializado e lá tem acesso a todos os tipos de cuidados indicados pelos médicos da instituição. 

Qual o tempo de internação?

Essa é uma das principais dúvidas de familiares e de pessoas que encontram na internação uma possibilidade real de melhorar a própria qualidade de vida. Porém, não há uma resposta específica — cada caso é um caso e quem vai definir o tempo de internação é o próprio médico e a equipe que vai cuidar do paciente.

No caso de dependência de drogas, por exemplo, o paciente precisa passar por várias etapas definidas até conseguir ser reinserido na sociedade novamente. Isso varia de pessoa para pessoa. Não existe, portanto, um tempo determinado para os casos de internação psiquiátrica.

Normalmente, quando o médico faz o diagnóstico do transtorno e depois o prognóstico, ele vai definir o tratamento por intervenção psiquiátrica. Assim, já é possível ter uma ideia de quanto tempo esse tratamento vai durar. Mas só durante a internação e com a evolução do paciente será possível ter certeza.

Quando a internação psiquiátrica é a melhor opção?

A internação psiquiátrica é uma forma importante e responsável de tratamento. A decisão é muito detalhada e depende de diversos fatores determinados pelo próprio paciente, pela sua família e pelo médico. A indicação mais recomendada ocorre quando é necessário tirar o paciente do surto ou da ideação suicida ou quando ele pode colocar outras pessoas em risco.

O que o paciente e a família precisam saber é que o médico que vai participar dessa definição de tratamento é um profissional responsável, que só quer fornecer aos envolvidos a melhor forma de tratar aquela pessoa para que ela tenha uma vida feliz após a internação.

No próximo tópico, você vai ter exemplos de casos de internação psiquiátrica de forma mais específica e entender quando esse tratamento é mais recomendado.

6 casos extremos que necessitam de internação psiquiátrica

Além de dependência química, existem alguns transtornos e problemas psiquiátricos que podem ser tratados por meio da internação. Confira abaixo quais são!

1. Pânico

A síndrome do pânico é um transtorno relacionado à ansiedade e pode ser desenvolvida em qualquer pessoa que tenha algum tipo de crise e não faça o tratamento da forma correta. Normalmente, o pânico é tratado por meio do uso de medicamentos e de terapias em consultas com psicólogos e psiquiatras, mas pode chegar a níveis extremos.

Quando o pânico se torna um problema na vida do paciente — ele não consegue mais conviver em sociedade, tem medo de sair de casa e seu bem-estar está próximo a zero —, a internação psiquiátrica pode ser uma boa opção para que ele tenha de volta uma vida saudável e sem crises de pânico.

Esses casos mais extremos ocorrem, principalmente, em pacientes que não seguem o tratamento corretamente e as crises evoluem com o passar do tempo. Porém, podem acontecer casos em que, mesmo com o tratamento convencional, o paciente piore de situação e a internação seja necessária.

2. Psicose

A psicose é um problema psiquiátrico grave, porque a pessoa perde a noção de realidade e passa a ter alucinações que a fazem praticar atos que podem prejudicar a si mesma e a outras pessoas ao redor.

Existem diversos tipos diferentes de psicose, mas ela é mais conhecida pela sua relação com a esquizofrenia, já que pode ser desenvolvida quando o paciente tem essa doença.

A psicose também é tratável com medicamentos e por terapia, porém, é necessário que o paciente siga o tratamento à risca para não desenvolver os sintomas nem oferecer risco para ele próprio e para a sociedade. Por isso, pessoas psicóticas necessitam ter auxílio em casa sempre, para tomar o remédio no horário certo e jamais faltar às sessões com os psicólogos.

Por conta dessa exigência de tratamento que tenha pessoas mais próximas e que façam com que ele funcione, muitas vezes o psicótico não recebe os cuidados da forma correta e isso traz riscos. Quando chega a essa situação, o melhor é internar o paciente por um tempo, para que os ataques psicóticos sejam estabilizados e ele consiga voltar a viver em sociedade de forma saudável.

3. Depressão maior

Depressão é um nome popular dado para o Transtorno Depressivo Maior, um problema psiquiátrico grave e que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo. Os sintomas da depressão são variados: oscilações de humor, irritabilidade, estresse elevado, sensação de angústia, problemas cognitivos e até físicos que inibem o paciente de ter uma vida feliz.

Existem diversos níveis e fases de depressão e cada uma delas é tratada de forma diferente. Normalmente, basta o uso de medicamentos e a terapia, além de atividades de lazer que gerem prazer e hábitos de vida saudáveis, como alimentação e prática regular de exercícios físicos, para que o paciente consiga ter uma vida feliz. 

Porém, em casos mais graves, em que a pessoa para de viver, de comer, não consegue se relacionar em sociedade, fica agressiva, a internação psiquiátrica pode ser uma solução.

4. Crise de ansiedade extrema

Muitas pessoas confundem a crise de ansiedade com a de pânico, mas são bem diferentes. O pânico está relacionado ao medo, especificamente, que é um dos sintomas da crise de ansiedade. O paciente com pânico tem medo de coisas ou de situações específicas e isso pode fazer com que ele pratique ações perigosas a ele mesmo e a outras pessoas.

A crise de ansiedade tem o pânico como um dos seus sintomas, mas existem outros vários quando ela chega a um nível agudo, extremo, crítico. A pessoa tem tremores, cansaço fora do comum, asfixia, taquicardia, tontura, diarreia, calafrios, dificuldade de engolir, perda total de apetite, entre outros diversos sintomas.

Nesses casos mais extremos em que o tratamento com remédios e apoio psicológico não funciona mais e o paciente pode até sofrer um ataque cardíaco, respiratório ou não conseguir comer ou beber água, o melhor a se fazer é começar a internação, para que ele seja tratado da forma correta e tenha uma vida feliz após esse tratamento.

5. Transtornos alimentares

Nos tempos atuais, têm sido cada vez mais comum pessoas, principalmente mulheres, desenvolverem transtornos alimentares por conta da busca pelo chamado corpo perfeito. A bulimia e a anorexia — que são doenças diferentes — surgem quando a pessoa não se sente aceita na sociedade e passa a perseguir um suposto ideal de beleza caracterizado pela magreza extrema.

Esse é um problema grave que atinge, principalmente, adolescentes e jovens que buscam ter um corpo próximo ao que eles acham perfeito e fazem de tudo para chegar a esse nível.

Antes de esses transtornos alimentares chegarem a um nível mais grave, com casos de desidratação e desnutrição, é preciso que pais, familiares e amigos percebam o problema e levem o paciente para fazer o tratamento devido. Em boa parte das vezes, esse paciente se recusa a fazer o tratamento, porque acha que ainda está gordo e precisa emagrecer mais. Esse é um caso importante em que a internação involuntária pode ser uma opção.

Quando a pessoa não quer fazer tratamento e possui sintomas graves, como tontura, desmaios, olheiras, magreza extrema, é hora de pedir uma internação para recuperar a saúde física e também psiquiátrica desse paciente.

Os transtornos alimentares são graves, porque, normalmente, terminam em desnutrição, desidratação e, não raro, em morte. Quanto antes iniciar o tratamento, melhores as chances do paciente.

6. Suicídio

A situação mais grave de todas e que exige internação psiquiátrica de forma voluntária ou involuntária é a tentativa de suicídio. Pacientes que já tentaram ou que passam por situações que o induzem a esse ato devem buscar ajuda especializada, com internação, que vai mudar a realidade da vida deles.

Esse é o caso mais necessário do uso da internação psiquiátrica como forma de tratamento. E todos os transtornos citados anteriormente nesta lista podem causar o desejo, no paciente, de se suicidar. O suicídio é um sintoma de depressão, ansiedade, pânico, psicoses e transtornos alimentares.

Por isso, a internação psiquiátrica é tão importante. Ela evita que o paciente chegue a esse nível de estresse e faz com que ele recupere a vida feliz, tranquila, em um tratamento seguro e responsável. 

Quais são os tipos de internação?

Existem três tipos básicos de internação: voluntária, involuntária e compulsória.

1. Internação voluntária

Atualmente, as sociedades de psiquiatria e psicologia indicam que a internação voluntária é a essencial para a maior parte dos casos. 

A internação psiquiátrica voluntária ocorre quando o próprio paciente decide e concorda que precisa desse tipo de tratamento para poder melhorar a qualidade de vida e o convívio com a sociedade.

2. Internação involuntária

A involuntária ocorre quando o paciente está completamente impossibilitado de tomar decisões por conta do transtorno e do problema psiquiátrico que tem. Com isso, os médicos e a família decidem por ele e tomam essa decisão.

A internação involuntária e a compulsória só são realizadas em casos extremos, como tentativa de suicídio, psicoses e graves consequências dos transtornos alimentares.

3. Internação compulsória

A internação compulsória é bem diferente da involuntária. Nela, quem decide se o paciente vai ser ou não internado é a própria Justiça, por conta de perigos que essa pessoa pode trazer para a sociedade. É muito difícil isso ocorrer hoje em dia. A internação compulsória, praticamente, não existe mais.

O paciente pode ser visitado?

Uma grande dúvida que paira na cabeça do próprio paciente é se ele pode receber visitas de pais, amigos e demais familiares durante o período de internação psiquiátrica. A resposta é positiva. Não só pode como deve receber essas visitas, porque elas auxiliam na recuperação do paciente.

Em alguns casos, ele precisa de um tempo para ficar 100% internado, sem contato com outras pessoas. Porém, quando isso for necessário, o paciente será avisado pelo médico e receberá toda a explicação antes de aceitar ou não fazer o tratamento por meio da internação psiquiátrica.

Depois do período de adaptação à internação e de início do tratamento, as visitas são essenciais para que o paciente saia mais rápido do hospital e volte para o seio da família e para o convívio em sociedade.

Outra questão importante é que a própria família precisa fazer parte do tratamento. Isso porque, por ter passado pelo problema junto ao paciente, os entes mais próximos também tiveram o seu psicológico afetado. Assim, é feito um tratamento auxiliar com essas pessoas para que elas fiquem preparadas para poder conversar, visitar e receber o paciente de volta em casa.

O apoio da família e dos amigos é parte essencial do tratamento. Sem isso, é muito difícil que o paciente melhore em pouco tempo. É papel do hospital, dos médicos e de todos os que estão envolvidos no tratamento ajudar o paciente a ter a vida dele de volta, com a família unida e os amigos sempre por perto.

A quem recorrer nesses casos?

Quando o paciente está em situação em que há necessidade de internação psiquiátrica, o melhor a se fazer é buscar um hospital especializado nessa área. Somente nesse tipo de instituição essa pessoa vai receber o tratamento ideal para o transtorno ou distúrbio psiquiátrico que apresenta.

Além disso, o próprio hospital, em conjunto com os médicos e a equipe responsável, vai passar para o paciente todas as informações necessárias do tratamento. Ou seja, não fique preocupado sobre a forma como você será tratado. Tudo isso vai ser devidamente explicado, assim que decidir buscar ajuda profissional e for definido que essa ajuda é por meio da internação psiquiátrica.

Não tente conseguir tratamentos por conta própria. Procure um hospital geral, mesmo que ele não atenda especificamente questões relacionadas à psiquiatria. Lá, o paciente será encaminhado a cuidados psiquiátricos próprios. Ou, então, vá direto ao hospital especializado que lá você terá todo o atendimento necessário.

A saúde psiquiátrica é muito importante e deve ser levada a sério para que o paciente tenha uma melhora real e consiga voltar a viver com alegria e junto das pessoas que ama.

A internação psiquiátrica é uma forma muito específica de tratamento e, em casos que necessitam desse tipo de terapia, o paciente se recupera e pode voltar a conviver saudavelmente em sociedade, com a família, amigos e demais pessoas.

O Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e adulto e pode ajudar de diversas maneiras a tratar transtornos psiquiátricos, além da dependência química.

A psiquiatria trabalha com duas vertentes diferentes: o tratamento de transtornos e distúrbios psiquiátricos e também a dependência química. O Hospital Santa Mônica é especializado no tratamento de ambas as situações.

A internação, como você pôde perceber, é uma boa opção, pois ela pode, realmente, mudar e transformar a sua vida. Apesar de ser usada em situações bem específicas, ela é uma ótima solução para resolver os distúrbios, transtornos, acabar com os surtos, evitar a ideia de suicídio, entre outras possibilidades.

O paciente psiquiátrico precisa de cuidados especiais, de ser tratado bem, de um auxílio que vai além dos medicamentos e do tratamento em si. O Hospital Santa Mônica preza por um atendimento familiar, para que o paciente se sinta o mais confortável possível, com apoio da própria família, dos amigos, para que ele saia dessa situação de saúde para uma vida feliz, completa, ao lado das pessoas que ele mais ama.

Trate a sua situação emocional e psicológica da forma mais responsável possível. Transtornos e distúrbios psicológicos não funcionam como uma simples dor de cabeça, mas são tratáveis e também curáveis, ainda mais quando o paciente busca ajuda o quanto antes.

Os transtornos psiquiátricos podem começar leves, mas atingir, em pouco tempo, situações bem graves. Para evitar isso, é só fazer o tratamento correto, em um hospital de relevância e com médicos de alta qualidade. É bom relembrar que existem diversos tipos de tratamentos, a internação psiquiátrica é apenas um deles e que pode ser a melhor solução para resolver o seu problema.

De qualquer forma, vá até o Hospital Santa Mônica, converse com os médicos, leve sua família junto, veja qual a melhor solução para você se recuperar do seu transtorno o distúrbio e busque o tratamento correto para que a sua vida volte ao normal e você tenha uma qualidade melhor depois que esse tratamento terminar.

O Hospital Santa Mônica está preparado para examinar, tirar as dúvidas que você ainda tiver. Entre em contato com o hospital, faça uma visita, converse com os médicos e demais especialistas e tome a decisão que vai mudar a transformar a sua vida para melhor de uma vez por todas.

Se você tiver alguma dúvida, quiser fazer uma pergunta, um comentário sobre os casos de internação psiquiátrica ou outros tipos de tratamento e até mesmo conhecer mais sobre o Hospital Santa Mônica, entre em contato conosco: mande um e-mail, ligue, faça uma visita. 

Com certeza, a nossa equipe vai estar preparada para recebê-lo, responder a todas as suas questões e mostrar que o melhor tratamento para você ou para o seu familiar é aqui no Hospital Santa Mônica!

 

Os sinais da Síndrome de Burnout. Será que você tem?

izabella camargo

Reconheça os sinais de esgotamento antes que seja tarde demais

Síndrome de Burnout é um das doenças que acomete os profissionais de alta performance. Como os empreendedores de alto nível costumam ser tão apaixonados pelo que fazem, eles tendem a ignorar o fato de estarem trabalhando excepcionalmente por longas horas, assumindo cargas de trabalho excessivamente pesadas e exercendo uma enorme pressão sobre si próprios – tudo isso os torna suscetíveis para a Síndrome de Burnout.

O que é burnout?

Burnout é um estado de estresse crônico que leva a:

  • Exaustão física e emocional;
  • Cinismo e desapego;
  • Sentimentos de ineficácia e falta de realização.

Quando no meio do esgotamento completo, você não é mais capaz de funcionar efetivamente em um nível pessoal ou profissional. No entanto, o burnout não acontece de repente. Você não acorda uma manhã e, de repente, “está esgotado”. Sua natureza é muito mais insidiosa, crescendo ao longo do tempo, o que torna muito mais difícil de reconhecer. Ainda assim, nossos corpos e mentes nos dão avisos, e se você souber o que procurar, poderá reconhecê-lo antes que seja tarde demais.

Quais são os sinais de burnout?

Cada uma das três áreas descritas acima é caracterizada por certos sinais e sintomas (embora haja sobreposição em algumas áreas). Esses sinais e sintomas existem ao longo de um período. Em outras palavras, a diferença entre stress e burnout é uma questão de grau, o que significa que quanto mais cedo você reconhecer os sinais, melhor será capaz de evitar o burnout (se você fizer algo para lidar com os sintomas quando os reconhecer).

Sinais de exaustão física e emocional:

Fadiga crônica. Nos estágios iniciais, você pode sentir falta de energia e se sentir cansado na maioria dos dias. Nos últimos estágios, você se sente fisicamente e emocionalmente exausto, exaurido e esgotado, e pode sentir uma sensação de medo pelo que está por vir em um determinado dia.

Insônia. Nos estágios iniciais, você pode ter dificuldade em adormecer ou permanecer dormindo uma ou duas noites por semana. Nos últimos estágios, a insônia pode se tornar uma provação persistente e noturna; tão exausto quanto você é, você não consegue dormir.

Esquecimento / dificuldade de concentração e atenção. A falta de foco e o leve esquecimento são sinais precoces. Mais tarde, os problemas podem chegar ao ponto em que você não consegue fazer o seu trabalho e tudo começa a se acumular.

Sintomas físicos. Os sintomas físicos podem incluir dor no peito, palpitações cardíacas, falta de ar, dor gastrointestinal, tontura, desmaios e / ou dores de cabeça (todos devem ser medicamente avaliados).

Doença aumentada. Como seu corpo está esgotado, seu sistema imunológico fica enfraquecido, tornando-o mais vulnerável a infecções, resfriados, gripes e outros problemas médicos relacionados ao sistema imunológico.

Perda de apetite. Nos estágios iniciais, você pode não sentir fome e pode pular algumas refeições. Nos últimos estágios, você pode perder o apetite e começar a perder uma quantidade significativa de peso.

Ansiedade. No início, você pode experimentar sintomas leves de tensão, preocupação e nervosismo. À medida que você se aproxima do esgotamento, a ansiedade pode se tornar tão séria que interfere em sua capacidade de trabalhar de forma produtiva e pode causar problemas em sua vida pessoal.

Depressão. Nos estágios iniciais, você pode se sentir um pouco triste, ocasionalmente sem esperança, e você pode experimentar sentimentos de culpa e inutilidade como resultado. Na pior das hipóteses, você pode se sentir preso, severamente deprimido e achar que o mundo ficaria melhor sem você.

Raiva. A princípio, isso pode se apresentar como tensão interpessoal e irritabilidade. Nos últimos estágios, isso pode se transformar em explosões de raiva e discussões sérias em casa e no trabalho. (Se a raiva chega ao ponto em que se transforma em pensamentos ou atos de violência para com a família ou colegas de trabalho, procure assistência profissional imediata.)

Sinais de cinismo e desapego

Perda de prazer. No início, a perda de prazer pode parecer muito branda, como não querer ir trabalhar ou estar ansiosa para ir embora. Sem intervenção, a perda de prazer pode se estender a todas as áreas da sua vida, incluindo o tempo que você passa com a família e os amigos. No trabalho, você pode tentar evitar projetos e descobrir maneiras de escapar do trabalho todos juntos.

Pessimismo. A princípio, isso pode se apresentar como uma conversa negativa. Na pior das hipóteses, isso pode ir além de como você se sente em relação a si mesmo e estender-se a questões de confiança com colegas de trabalho e familiares e um sentimento de que você não pode contar com ninguém.

Isolamento. Nos estágios iniciais, isso pode parecer uma resistência moderada à socialização (ou seja, não querer sair para almoçar; fechar a porta ocasionalmente para manter os outros fora). Nos últimos estágios, você pode ficar com raiva quando alguém fala com você, ou você pode entrar cedo ou sair tarde para evitar interações.

Destacamento. O desapego é um sentimento geral de se sentir desconectado dos outros ou do seu ambiente. Pode tomar a forma dos comportamentos isolados descritos acima e resultar na remoção emocional e fisicamente do seu trabalho e de outras responsabilidades. Você pode ficar doente muitas vezes, parar de retornar chamadas e e-mails ou chegar atrasado regularmente.

Sinais de Ineficácia e Falta de Realização 

Sentimentos de apatia e desesperança. Isso é semelhante ao descrito nas seções de depressão e pessimismo deste artigo. Apresenta como um sentido geral que nada está indo bem ou nada importa. À medida que os sintomas pioram, esses sentimentos podem se tornar imobilizadores, fazendo parecer “qual é o objetivo?”

Irritabilidade aumentada. Irritabilidade muitas vezes resulta de se sentir ineficaz, sem importância, inútil, e uma sensação crescente de que você não é capaz de fazer as coisas de forma tão eficiente ou eficaz como você fez uma vez. Nos estágios iniciais, isso pode interferir nas relações pessoais e profissionais. Na pior das hipóteses, pode destruir relacionamentos e carreiras.

Falta de produtividade e baixo desempenho. Apesar das longas horas, o estresse crônico impede que você seja tão produtivo quanto antes, o que geralmente resulta em projetos incompletos e em uma lista de tarefas cada vez maior. Às vezes, parece que, por mais que você tente, não pode sair de baixo da pilha.  

Se você não está tendo nenhum desses problemas, ótimo! No entanto, você deve manter estes sinais de aviso em mente, lembrando que o burnout é uma criatura insidiosa que se arrasta em você como você está vivendo sua vida ocupada.

Se você estiver enfrentando alguns desses sintomas, isso deve ser uma chamada de ativação que você pode estar em um caminho perigoso. Tire algum tempo para avaliar honestamente a quantidade de estresse em sua vida e encontrar maneiras de reduzi-lo antes que seja tarde demais. Burnout não é como a gripe; não desaparece depois de algumas semanas, a menos que você faça algumas mudanças em sua vida.

No último dia 05, a jornalista e apresentadora Izabella Camargo, ao retornar de licença após o diagnóstico de Síndrome de Burnout foi desligada da Rede Globo. Izabella concedeu com exclusividade ao Notícias da TV “Estou sendo punida por ter ficado doente, com uma doença funcional, e os laudos provam isso. Foi um susto. Esperava qualquer coisa, menos ser demitida”, diz Izabella.

Infelizmente a sociedade ainda luta com o preconceito relacionado aos problemas de saúde mental, precisamos falar sobre o assunto visando a desmistificação dos transtornos mentais.

Pessoas transgêneros: por que a depressão acomete 60% dessa população?

transgêneros

A Organização Mundial da Saúde, OMS, deu um passo importante neste ano e retirou a transexualidade da nova Classificação Internacional de Doenças (CID 11). A medida é simbólica e fundamental para diminuir o estigma relacionado à população de pessoas transgêneros.

Na classificação, a transexualidade permanece como incongruência de gênero, o que auxilia transexuais a receberem cuidados de redes de saúde, já que fazem parte de um grupo em que a falta de políticas públicas e de acolhimento causam graves problemas.

Não à toa, em uma série de estudos sobre saúde de pessoas transgêneros, a revista The Lancet revelou em 2018 que aproximadamente 60% da população transgênero sofre de depressão.

Para entender os motivos que levam a esse quadro e saber de quais formas ele pode ser revertido, continue a ler este artigo.

Falta de aceitação na família

O preconceito ainda presente na sociedade e a falta de debates sobre gênero e sexualidade faz com que muitas famílias tenham dificuldade de aceitar pessoas transgêneros em seu lar.

Sem diálogo durante a infância, é normal que o indivíduo cresça e sofra momentos de revelação e de transição dolorosos, já que muitas vezes não conta com amparo de seus familiares para entender o que está acontecendo e de quais formas pode lidar com seus sentimentos.

Quando um transexual recebe carinho e acolhimento, tem mais estrutura psicológica para se sentir bem diante da não identificação com seu gênero biológico

Preconceito e insegurança

A incompreensão sobre diferentes gêneros e sexualidades faz com que alguns indivíduos reproduzam uma visão extremamente preconceituosa sobre pessoas transgêneros, excluindo-as de seus espaços de convívio e as maltratando.

De acordo com mapa publicado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais, cerca de 179 pessoas trans foram assassinadas durante o ano de 2017 no Brasil. Os números se referem a casos extremos, mas podem estar subnotificados e alertam sobre a violência cometida contra essa população.

Assim, amplia-se a sensação de insegurança, o que favorece problemas de saúde mental.

Isolamento na escola e no ambiente de trabalho de pessoas transgêneros

Tanto quanto no meio familiar, o espaço de convívio escolar, desde o início, pode ser difícil para quem é trans. Quando a escola não incentiva a tolerância e nem tampouco educa sobre a importância de respeitar pessoas diferentes, as crianças crescem reproduzindo comportamentos preconceituosos e bullying.

Em se tratando de trabalho, as dificuldades de encontrar emprego e ascender em uma carreira também prejudicam a autoestima e o desenvolvimento de pessoas transgêneros. Em algumas empresas, ainda que o profissional tenha uma excelente formação, pode ser substituído por alguém não trans, a fim de manter uma postura de tradicionalismo que reflete o preconceito ainda existente no mercado.

Essas limitações geram ansiedade, sinais crônicos de estresse e sintomas relacionados à depressão, como isolamento social, raiva, tristeza excessiva e automutilação.

Dessa forma, para eliminar o estigma contra pessoas transgêneros e ajudá-las a ter mais bem-estar, é fundamental que busquem auxílio de uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e médicos especialistas para decidirem quais transformações podem viver em seus corpos e como lidar com as dificuldades mentais para terem uma vida mais feliz, com aceitação.

Uma instituição especializada, como o Hospital Santa Mônica, pode oferecer o suporte necessário para reabilitação da saúde física e mental de indivíduos como pessoas transgêneros, com respeito a sua individualidade, dando a elas a estrutura de que precisam para que diminuam a propensão de desenvolver problemas como a depressão.

Deseja que seus amigos também se conscientizem sobre a importância desse tema? Então, compartilhe nosso artigo em suas redes sociais e continue a acompanhar nosso trabalho!

Psicologia online: vale a pena confiar?

psicologia online

O acesso a plataformas digitais e as facilidades que elas oferecem aos indivíduos no mundo moderno têm possibilitado o surgimento de novas modalidades de atendimento em saúde mental, como a psicologia online.

Desde 2012, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) permite que os profissionais da área façam atendimentos via internet. No entanto, existiam algumas restrições: o número máximo permitido para esse tipo de atendimento era de 20 sessões e só havia a autorização em casos específicos.

Em maio de 2018, a resolução 11/2018 do CFP regularizou plenamente a terapia online como alternativa à terapia presencial. A partir de então, mais pacientes passaram a ser atendidos por seus psicólogos por meio das telas e dispositivos.

Mas a psicologia online ainda levanta polêmicas e recebe críticas por parte de alguns profissionais. Continue a leitura do nosso artigo para entender mais sobre o assunto!

Requisitos para o profissional realizar tratamento psicológico online

Para que possam realizar os atendimentos via internet, os psicólogos devem fazer um cadastro online, a fim de que sejam autorizados pelo Conselho Federal de Psicologia. Na plataforma criada pelo órgão, devem também atualizar anualmente os dados.

A medida ajuda a fiscalizar ações já praticadas pelos Conselhos Regionais de Psicologia e a regularizar sites, plataformas e aplicativos pelos quais são feitas a sessões, evitando problemas com vazamento de dados de ambas as partes e garantindo o sigilo do paciente,

Vantagens e desvantagens da psicologia online

Para resolver problemas relacionados à flexibilidade de horários e mudança de residência, o atendimento online pode ser prático. Essa modalidade ainda evita que os pacientes se sintam constrangidos, o que pode facilitar a continuidade do tratamento.

Para as populações que residem em áreas afastadas, distantes dos centros urbanos, a psicologia online também se revela como uma forma de expandir a eficácia de medidas de saúde mental.

Nos grandes centros urbanos, com a dificuldade e a lentidão comuns em meio ao trânsito, é possível incluir sessões online de psicologia em momentos estratégicos da rotina, como no intervalo do almoço, sem que haja necessidade de deslocamento.

Além disso, para pacientes jovens, extremamente envolvidos com o mundo digital, a tecnologia surge como um incentivo para que se abram mais com psicólogos.

Quanto às desvantagens, profissionais argumentam que a ausência da presença humana pode ser um empecilho para a construção de confiança e acolhimento. Ademais, o tempo de duração das sessões pode ser reduzido e, portanto, precarizado.

Outro ponto de atenção é que, em caso de situações de emergência psiquiátrica, o atendimento virtual não possibilita a intervenção, sobretudo quando há risco para a integridade física do indivíduo. É o que pode ocorrer em situações de crise de ansiedade, ataque de pânico ou tentativas de suicídio.

Por que a psicologia presencial ainda é fundamental?

Apesar das novas opções que vêm surgindo, o atendimento presencial ainda se mostra mais eficaz no acolhimento ao paciente. Portanto, fique atento a si mesmo e em relação aos familiares para observar sintomas como mudanças de humor, agressividade, isolamento social, diminuição de produtividade no trabalho, comprometimento da qualidade do sono e tristeza extrema.

Para preservar e recuperar a saúde mental dos pacientes, o Hospital Santa Mônica dispõe de uma estrutura completa, incluindo unidades de internação e equipe multidisciplinar, com psiquiatras, psicólogos, geriatras, fisioterapeutas, entre outros.

Tenha em mente que, embora a terapia virtual e a psicologia online sejam em alguns casos a opção mais prática, ainda não há um consenso entre psicólogos e profissionais da saúde sobre a modalidade. Ou seja, em caso de qualquer problema, não deixe de considerar o atendimento presencial, já que o contato direto entre terapeuta e paciente é a opção mais segura.

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Por que um hospital psiquiátrico pode ser a melhor opção para tratar um vício?

hospital psiquiátrico

Ainda bem que a ideia ruim que as pessoas tinham dos hospitais psiquiátricos já caiu por terra há muito tempo. A realidade das estatísticas sobre o uso de drogas e álcool no país exige a compreensão do verdadeiro papel da Psiquiatria. Essa conscientização é essencial para auxiliar quem enfrenta o dilema do vício.

A internação hospitalar muitas vezes é indicada para os casos mais graves, nos quais o usuário passa a representar uma ameaça para si e para a sociedade. Porém, quanto mais cedo decidir pelo hospital, maiores serão as chances de sucesso na recuperação.

Assim, o tratamento garante mais controle sobre a condição do paciente e garante o apoio necessário à reabilitação mental e física.

Quer saber mais? Continue a leitura e saiba por que um hospital psiquiátrico pode ser a melhor solução para tratar um vício! Acompanhe!

Garante o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar

Contar com o apoio de profissionais experientes e especializados torna-se um importante diferencial no tratamento contra as drogas e o alcoolismo. Psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, terapeutas especializados em dependência química e fisioterapeutas são alguns dos especialistas responsáveis pelo suporte ao usuário.

Assim, a opção por um hospital psiquiátrico favorece a melhoria no comportamento do dependente, principalmente dos adolescentes. Ele se conscientiza da seriedade do tratamento e se torna mais determinado para se livrar dos entorpecentes e remodelar a sua conduta.

Além disso, a internação assegura maior adesão ao tratamento e tranquilidade em relação aos procedimentos, como a necessária desintoxicação. Passar por esse processo sozinho — e em casa — não resolve o problema e ainda pode trazer graves complicações ao usuário.

O processo de limpeza do organismo exige acompanhamento contínuo devido às reações provocadas pela abstinência. A falta da substância no organismo provoca sintomas emocionais e físicos imprevisíveis. Por isso, é necessário um apoio multiprofissional para controlar a situação e auxiliar o paciente.

Logo, entender a importância da internação psiquiátrica para a eficiência do tratamento é fundamental. A supervisão regular da equipe especializada possibilita que o usuário tenha chances reais de se recuperar do vício e de retornar ao convívio social.

Possibilita uma rotina favorável à recuperação

Em um hospital psiquiátrico, o dependente químico terá um rotina personalizada de acordo com a necessidade dele. Após a avaliação psiquiátrica, essas atividades são definidas pela equipe multiprofissional.

Como parte integrante do tratamento, o dependente químico deverá cumprir todas as propostas do planejamento realizado pelos profissionais de apoio. O paciente terá horário certo para alimentação, submissão às terapias, lazer e descanso.

Exigir disciplina e organização torna a rotina mais agradável e tranquila. Esse trabalho conjunto entre diversas especialidades oferecidas pelo hospital é importantíssimo: visa à promoção de condições mais favoráveis à recuperação, de forma eficaz e duradoura.

Evita o contato com pessoas ou com locais de uso de drogas

Independentemente do grau de comprometimento do organismo, o processo de desintoxicação exige uma postura muito determinada para que o usuário consiga permanecer limpo.

Todas as fases do tratamento são importantes. Porém, quando surgem os sintomas da abstinência, o usuário necessita de muito auxílio, tanto profissional como de familiares e amigos.

Por isso, um dos benefícios da internação hospitalar é afastar o paciente de quaisquer contatos com locais ou com amigos que usam drogas ou álcool. Isso evita as antigas influências e reduz as chances de recaídas, o que pode ser extremamente prejudicial à sequência das terapias.

Promove a integração com indivíduos com objetivos em comum

Durante a internação hospitalar, uma das medidas que favorecem à recuperação é a troca de experiências entre os internos e nos grupos da família. A equipe multidisciplinar planeja atividades recreativas, cuja proposta é propiciar a integração social dos pacientes.

Minimizar os impactos psicológicos resultantes da negação do uso de drogas e álcool exige a elaboração de uma rotina que mantenha o ambiente saudável e prazeroso. Nesse sentido, incentivar o envolvimento do paciente nessas atividades sinaliza maiores chances de alcançar resultados positivos.

A participação em atividades esportivas, jogos e caminhadas ao ar livre são práticas benéficas à saúde mental e física. Diminuem a ociosidade e favorecem a reestruturação comportamental necessária ao tratamento contra o vício.

Possui uma infraestrutura diferente de outros locais para tratamento

Em termos de adequação estrutural, a melhor solução para um tratamento pode ser encontrada em um hospital psiquiátrico, e não necessariamente em uma clínica de recuperação. Diversas razões favorecem a escolha de um hospital especializado na reabilitação da saúde emocional.

Em uma clínica, os tratamentos oferecidos são baseados apenas em consultas esporádicas. Porém, a complexidade que envolve esse tipo de tratamento exige que o dependente químico tenha apoio profissional em tempo integral.

Nesse sentido, consultas eventuais não garantem a recuperação e ainda expõe o usuário ao risco de vida. Isso porque as alterações comportamentais resultantes da abstinência podem gerar até mesmo ideações suicidas.

Além disso, o espaço físico, a infraestrutura, a possibilidade de integração com outros pacientes e as atividades recreativas oferecidas em um hospital representam substanciais vantagens à dinâmica da reabilitação.

Quais serviços e vantagens o Hospital Santa Mônica oferece?

Localizado na região metropolitana de São Paulo, o Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado para pessoas com problemas psiquiátricos ou dependência química em locais separados. Para ajudar as famílias na reabilitação de seus ente queridos atendemos particulares e diversos planos de saúde.

Nosso hospital  oferece uma infraestrutura singular: dispõe de uma área de 83 mil m², sendo 50 mil m² de mata nativa preservada. Para oferecer cuidados específicos para cada uma das atividades, a instituição possui unidades de internação, de dependência química e de cuidados exclusivos para a reabilitação da saúde mental.

Além da vasta experiência no ramo, nosso hospital disponibiliza 250 leitos e  todo o aparato necessário ao conforto do paciente e de sua família. Mais do que isso, priorizamos sempre a formação e a capacitação das equipes médicas e multiprofissionais.

O objetivo de nosso hospital psiquiátrico é garantir um tratamento mais humanizado e alinhado às novidades apresentadas em congressos e estudos internacionais. Isso é essencial à segurança e à qualidade dos procedimentos realizados em prol da reabilitação mental e física de quem necessita de nosso apoio.

Se você conhece alguém que precisa de ajuda para superar o vício entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça as opções de tratamento que oferecemos.

Depressão maior: quando a internação psiquiátrica é a melhor opção?

depressão maior

A depressão é um dos problemas que mais preocupam a Saúde Pública. A estimativa é de que até 2020 essa doença seja a mais incapacitante do mundo. Nessa conjectura, é fundamental identificar quando a internação psiquiátrica se torna a melhor solução para a depressão maior.

Na América Latina, o Brasil é um dos países com maior número de pessoas depressivas. Esse transtorno afeta indivíduos de todas as idades, gênero ou condição socioeconômica. Por isso, conhecer os sintomas e as melhores opções de tratamento pode direcionar para a reabilitação mental e física.

Quer saber mais? Continue a leitura e veja como auxiliar pessoas que enfrentam a depressão maior.

O que é depressão maior?

Também conhecida como Transtorno Depressivo Maior ou Depressão Clínica, a depressão maior é aquela com estágio depressivo grave. O paciente é afetado por um transtorno de humor de extrema tristeza, desinteresse pela vida, apatia e pensamentos pessimistas.

Embora esse tipo de depressão possa ser resultante de um evento traumático, de perdas significativas ou de um diagnóstico médico, ela também pode evoluir sem causa aparente. Por isso, o paciente que enfrenta esse problema precisa de atenção especial e de um acompanhamento psiquiátrico adequado e integral.

Sintomas

Para ser caracterizada como Transtorno Depressivo Maior, durante a avaliação profissional, é preciso que pelo menos 5 dos sintomas abaixo sejam reconhecidos e confirmados.

Observe quais são as características mais importantes da depressão maior e que servem como marcadores de diagnóstico:

  • fadiga constante e falta de energia para execução das atividades;
  • desinteresse ou falta de vontade para realizar tarefas cotidianas;
  • mau humor, choro e tristeza na maior parte do dia;
  • pensamentos ou falas recorrentes sobre morte;
  • agitação excessiva ou lentidão psicomotora;
  • sentimento de culpa em excesso;
  • manutenção de ideias suicidas;
  • insônia ou sono desregulado;
  • ganho de peso significativo;
  • emagrecimento rápido;
  • baixa concentração;
  • isolamento social.

Por que a internação psiquiátrica é a melhor solução nesse caso?

A internação psiquiátrica é indicada em situações em que o indivíduo perde o controle mental e a autonomia. É interessante avaliar também a redução da capacidade de autodeterminação e de autogestão.

A internação é recomendada quando a perturbação mental expõe o indivíduo ao desequilíbrio e ele começa a representar uma ameaça a si próprio, aos familiares ou até mesmo à sociedade.

Entre os problemas de ordem psiquiátrica, um dos mais preocupantes é o risco de suicídio. A internação objetiva proteger o indivíduo até que as medicações prescritas façam efeito. Visa ainda evitar que a pessoa possa atentar contra a própria vida ou colocar em risco a integridade de outrem.

Outras condições clínicas que sinalizam a necessidade de internação psiquiátrica são os surtos psicóticos e o transtorno bipolar que resiste aos medicativos psicoativos.

Além das razões acima descritas, há mais algumas vantagens em optar pela internação psiquiátrica. Observe:

  • maior possibilidade de recuperação da saúde mental e física;
  • estrutura adequada para o tratamento psiquiátrico;
  • equipe multidisciplinar envolvida;
  • tranquilidade para a família;
  • segurança do paciente.

Nesse contexto, a internação psiquiátrica para tratamento da depressão maior é uma das melhores alternativas para quem necessita recuperar a saúde. A segurança hospitalar e os cuidados intensivos são essenciais ao bem-estar e à promoção da saúde mental.

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Câncer de próstata e saúde mental

Para muitos homens com o tumor, a possível ameaça à função sexual como efeito do tratamento pode levar a uma diminuição da autoestima e favorecer aparecimento de ansiedade e quadros depressivos.

Tristeza, medo, angústia e insegurança são algumas das reações experimentadas por homens que recebem o diagnóstico de câncer de próstata. Para muitos pacientes, a possível a ameaça à saúde sexual como efeito do tratamento pode levar a uma diminuição de autoestima e abalar a saúde emocional. “Eles ficam tensos quando recebem o diagnóstico, especialmente porque o câncer pode ser fatal. Um outro momento de ansiedade aparece quando falamos sobre tratamentos, capazes de trazer complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, que podem nem ser experimentados pela maioria dos pacientes, mas apenas falar sobre essa possibilidade gera muito estresse”, explica o urologista Clóvis Fraga.

Também esclarece, que entre os homens que passam pela prostatectómica radical (cirurgia que visa a cura do câncer e realizada quando o tumor está limitado à glândula), a incidência de perda involuntária da urina é em torno de 4%.

A nova orientação da secretaria é que os homens façam o exame quando tiverem sintomas, como perda de força do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, dificuldade para urinar, urinar várias vezes durante a noite ou urinar e ainda ficar com a sensação de que a bexiga está cheia. Também precisam fazer os exames aqueles homens que têm histórico familiar de câncer de próstata.

Se você leu até aqui, já sabe o que é suicídio, quais são seus mitos, seus fatores de risco e, principalmente, como ajudar quem precisa. Então, a partir de agora, fale sobre o assunto e ajude a quebrar mais esse tabu em nossa sociedade.

Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e adulto. Há 49 anos, presta atendimento psiquiátrico em casos de traumaansiedade e depressão nas diferentes faixas etárias. Acesse o nosso site e saiba mais sobre como manter sua saúde mental em dia.

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Suicídio: tudo que você precisa saber

suicídio

O aumento do número de vítimas de suicídio é considerado um problema de saúde pública. Para você ter uma ideia, são 32 brasileiros mortos por dia, segundo números oficiais. A taxa é maior do que a de vítimas de Aids e da maior parte dos tipos de câncer.

O primeiro passo para revertermos esse cenário é falar sobre o suicídio, em outras palavras, quebrar o tabu. Ele é um mal silencioso, porque fugimos do assunto, seja por medo, seja por desconhecimento.

A boa notícia é que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos com conscientização e estímulo à prevenção. É necessário um esforço coletivo durante o Setembro Amarelo e, também, nos demais meses do ano.

No post de hoje, veja tudo o que você precisa saber sobre suicídio. Boa leitura!

O que é o suicídio?

Na definição da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o suicídio é um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte. De forma consciente e intencional, ele usa um meio que acredita ser letal para tirar sua vida.

Tal comportamento é resultado da interação de fatores psicológicos e biológicos, além de genéticos, culturais e socioambientais. Assim, é o desfecho de um processo na história do sujeito.

Uma das barreiras para a detecção precoce de um comportamento suicida é o tabu em falar abertamente sobre o problema. Por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio é visto como um grande pecado. Isso gera medo, vergonha e dificulta a busca por ajuda.

Quais são os mitos?

1. O suicídio é uma decisão individual, já que todos têm pleno direito de exercitar o seu livre arbítrio.

Falso. Os suicidas estão passando por uma doença mental que afeta, radicalmente, sua percepção da realidade e interfere no seu livre arbítrio. Após o tratamento da doença, o desejo de se matar desaparece.

2. Não devemos falar sobre suicídio, porque isso pode aumentar o risco.

Falso. Ao contrário, quando uma pessoa fala sobre o assunto, ela pode aliviar a angústia e a tensão que esse pensamento traz.

3. As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, apenas querem chamar a atenção.

Falso. A maioria dos suicidas dá sinais sobre suas ideias em dias anteriores. Em geral, fala com profissionais de saúde.

Quais são seus fatores de risco?

Chamamos de fator de risco qualquer situação que aumente a probabilidade de uma doença ocorrer. No caso do suicídio, os dois principais são a tentativa prévia de suicídio e a existência de doença mental, muitas vezes não diagnosticada ou tratada de forma inadequada.

Quem já tentou suicídio tem de cinco a seis vezes mais chance de fazer isso novamente, segundo informações da Cartilha de Combate ao Suicídio da ABP. Entre os transtornos psiquiátricos mais comuns estão a depressão, o transtorno bipolar, o alcoolismo, o abuso/dependência de outras drogas, os transtornos de personalidade e a esquizofrenia.

Também existem outros fatores que merecem a atenção. Veja a seguir.

Sentimentos de desesperança, desespero, desamparo e impulsividade

A combinação de impulsividade, desesperança e abuso de substâncias entre os adolescentes pode ser particularmente preocupante.

Idade

O suicídio entre jovens tem crescido, nas últimas décadas, tanto no Brasil quanto no mundo. Suas motivações são complexas e envolvem humor depressivo, abuso de substâncias, problemas emocionais, familiares e sociais e histórico familiar de transtornos psiquiátricos, além de abuso físico e sexual na infância.

O número também é elevado na terceira idade devido a fatores como perda de parentes (em especial, do cônjuge), existência de enfermidades degenerativas, solidão e sensação de dar muito trabalho à família.

Gênero

As mortes por suicídio são três vezes maiores entre os homens do que entre as mulheres. No entanto, as tentativas são três vezes mais frequentes entre elas. Muitas vezes, um estereótipo masculino os impede de procurar ajuda. Já as mulheres se engajam mais facilmente em atividades domésticas e comunitárias, o que as confere um sentido de participação até o final da vida.

Há evidências de que os conflitos relacionados à identidade sexual causem um maior risco de comportamento suicida, mas é preciso estar atento à presença de qualquer transtorno mental associado, assim como aos graus de aceitação social.

Doenças clínicas não psiquiátricas

Tais doenças foram associadas ao suicídio independentemente de outros fatores de risco.

Eventos adversos na infância e na adolescência

Maus tratos, abuso físico e sexual, pais divorciados, transtorno psiquiátrico familiar, entre outros, podem aumentar as chances de suicídio.

Histórico familiar e genética

O risco aumenta entre quem tem histórico familiar de suicídio ou de tentativa de suicídio.

Fatores sociais

Quanto menos laços sociais tem um indivíduo, maior são as suas chances de suicídio. Desempregados com problemas financeiros e trabalhadores não qualificados também ficam mais vulneráveis a isso, assim como quem vive sozinho.

Como ajudar?

Como pai, mãe, familiar ou amigo, não desqualifique a dor do outro. Se alguém próximo tentou suicídio, por exemplo, não diga que a pessoa quis apenas chamar atenção no sentido de se mostrar. Na verdade, isso é um pedido de socorro, afinal, ela quer chamar sua atenção para a dor que está sentindo.

Mostre-se solidário e aconselhe seu conhecido a buscar ajuda em um centro de prevenção ao suicídio, com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento gratuito a todos que queiram conversar. O contato pode ser por telefone, e-mail ou chat 24 horas todos os dias. O sigilo é total.

Também é necessário procurar um acompanhamento profissional, seja um psicólogo ou um psiquiatra. Depois do início do tratamento, permaneça ao seu lado, mostrando que você se importa com ele.

Se você leu até aqui, já sabe o que é suicídio, quais são seus mitos, seus fatores de risco e, principalmente, como ajudar quem precisa. Então, a partir de agora, fale sobre o assunto e ajude a quebrar mais esse tabu em nossa sociedade.

Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental de crianças e adolescentes. Há 49 anos, presta atendimento psiquiátrico em casos de traumaansiedade e depressão nas diferentes faixas etárias. Acesse o nosso site e saiba mais sobre suicídio.

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 Você sabe o que é e como gerenciar o ‘Transtorno de Estresse Eleitoral’?

Transtorno de Estresse Eleitoral

O cenário político tem ocupado grande parte do nosso tempo e dos noticiários neste período eleitoral no Brasil. As discussões estão cada vez mais acirradas e independente do seu candidato preferido, ou se pior, não consegue se identificar com nenhum deles, isso pode causar ansiedade, depressão e preocupações além do limite e prejudicar o seu sono e a sua saúde mental.

Uma coisa é certa, em tempo algum o Brasil vivenciou uma eleição como esta, tão conturbada e polêmica. Como previsto, as fake news (notícias falsas) e as acusações, agitaram o mercado e causaram muitas discussões nas redes sociais, dá até para arriscar que muitas pessoas acabaram comprometendo e abalando suas amizades.

Mas, acima de tudo, esse momento tem gerado muita preocupação com o que será do país em um futuro muito próximo, como estará a economia do país e o nível de desemprego em 2019? Será que o país conseguirá retomar o seu crescimento, seja quem for o novo presidente?

Todo esse momento de incerteza, trás para os brasileiros uma sensação de ansiedade e até de depressão, mas como ultrapassar esse momento mantendo seu estado de sanidade mental em dia?

Se acalme! isso não acontece só aqui, nas últimas eleições nos Estados Unidos, a Associação Americana de Psicologia (APA) divulgou um relatório informando que mais da metade (52%) de todos os americanos diziam que a eleição presidencial tinha sido uma fonte significativa ou um tanto significativa de estresse em suas vidas.

E uma pesquisa da APA constatou que um quarto dos trabalhadores americanos se sentia menos produtivo e mais estressado em seus empregos por causa de discussões políticas no ambiente de trabalho. Os níveis de estresse e ansiedade são verdadeiros, independentemente da filiação partidária ou da ideologia.

De acordo com uma reportagem do Washington Post de Colby Itkowitz, o estresse nas eleições presidenciais daquele país, foi tão agudo que Steven Stosny, PhD, terapeuta em Washington, DC, denominou o que estava acontecendo com os seus pacientes de “Transtorno do Estresse Eleitoral”.

Todas as eleições presidenciais são estressantes, mas a de 2018 no Brasil, é particularmente a mais estressante para os brasileiros que anseiam por mudanças no país.

Felizmente, muitas das estratégias que usamos para controlar a ansiedade de forma geral, também afetam a ansiedade eleitoral. Aqui estão algumas das coisas que podem ajudar a aliviar o estresse gerado por esta eleição.

Se a conversa política está gerando muita ansiedade em você, há coisas que você pode fazer para evitar isso:

  1. Saiba que o estresse nas eleições é normal

    Há algo muito consolador em saber que o que você está experimentando é perfeitamente normal, dadas as circunstâncias.

  2. Limite sua exposição à conversa eleitoral e cobertura de mídia.

  3. Altere sua página inicial ou website padrão do computador para um site não-político.

  4. Evite as redes sociais até depois da eleição (ou verifique as mídias sociais por 10 minutos no final do dia, em vez de obter todas as notificações durante o dia).

  5. Mantenha-se em dia com as notícias, mas diminua o tempo de acesso e priorize as fontes confiáveis de notícias.

  6. Não entre em situações de conflito (evite as conversas mais acaloradas e respeite a opinião alheia).

  7. Aposte numa atividade relaxante.

  8. Priorize seu bem-estar e sua saúde.

  9. Não antecipe catástrofes.

Agora que você já sabe o que fazer para evitar a ansiedade neste período, não deixe de ler nosso blog e seguir nossos artigos e aproveite para se distrair neste final de semana!