Transtorno Explosivo Intermitente - Hospital Santa Mônica

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), também popularizado como “Síndrome de Hulk”, de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana, é caracterizado como episódios súbitos de perda de controle de impulsos agressivos. Estes impulsos se manifestam através de agressões verbais, falas, discussões ou agressões físicas contra pessoas, animais ou propriedade alheia.

Estas explosões podem ter uma gravidade menor? Sem lesões ou destruição? Com uma frequência grande, pelo menos duas por semana, ou maior, e neste caso, basta que ocorra uma agressão por ano, para que se faça este diagnóstico. Outra exigência para se poder dizer que alguém tem TEI é que a magnitude da agressividade nas explosões é muito desproporcional à gravidade da provocação. A agressão, no TEI, não é premeditada, porém impulsiva e não tem nenhum objetivo claro.

Frequentemente, a pessoa sente uma grande raiva ao mesmo tempo. Se pessoas na infância ou adolescência têm episódios de agressividade súbita apenas na vigência de um distúrbio de adaptação a uma situação estressante, não se pode dizer, em caráter definitivo, que apresenta TEI. Consequências para o dia a dia O Transtorno Explosivo Intermitente traz graves prejuízos para a pessoa seja nos âmbitos ocupacionais, interpessoais, legais ou financeiros.

O transtorno também pode levar a um grave desconforto para a pessoa e um grande sentimento de culpa, após seus episódios agressivos. Devido às consequências do TEI, as pessoas que apresentam este problema podem procurar ajuda e contar ao profissional sobre estes episódios, que lhe causam um grande incômodo. Porém, por vezes, a pessoa ainda não se deu conta de seu comportamento e são os familiares, amigos e colegas de trabalho que reclamam. Nestes casos, é interessante que se estimule o portador deste transtorno a procurar um profissional habilitado, de modo que se possa fazer um tratamento que, sendo bem sucedido, trará melhoras na qualidade de vida de todos os envolvidos. Como sempre, quanto menor a percepção que alguém tem da origem de seus problemas, maior é a necessidade de que a procura de tratamento seja estimulada por outros.

Não existe nenhuma forma definitiva de fazer com que alguém se trate, mas, geralmente, faz-se uma mistura de pressão para que isto ocorra e reconhecimento e gratificação quando a pessoa se esforça para se tratar e melhorar. Ainda não se conhecem tratamentos específicos para o transtorno e, muito menos, há uma cura definitiva. Mas, o controle em longo prazo pode ser feito através de psicoterapias direcionadas no sentido de a pessoa aprender a detectar aquelas situações que desencadeiam as crises e evitá-las, ou aprender a enfrentá-las de modo menos agressivo.

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