Data reforça a importância do diagnóstico precoce, do acolhimento e do tratamento especializado para um dos transtornos mentais mais comuns e incapacitantes do mundo.
Celebrado em 13 de janeiro, o Dia Mundial de Combate à Depressão chama a atenção para uma condição que afeta milhões de pessoas e, muitas vezes, ainda é cercada por silêncio e preconceito.
A depressão não é fraqueza nem falta de força de vontade: é uma doença que pode e deve ser tratada. Falar sobre o tema é um passo essencial para reduzir o sofrimento, ampliar o acesso ao cuidado e salvar vidas.
O que é a depressão?
A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente, perda de interesse ou prazer, alterações no sono e no apetite, cansaço, dificuldade de concentração e, em casos mais graves, pensamentos de morte ou suicídio. Ela pode atingir pessoas de qualquer idade, gênero ou condição social.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 280 milhões de pessoas vivem com depressão no mundo, o que representa cerca de 3,8% da população global (OMS, 2023).
Por que o 13 de janeiro é uma data importante?
O Dia Mundial de Combate à Depressão foi criado para incentivar a conscientização, reduzir o estigma e reforçar que transtornos mentais são questões de saúde pública.
No Brasil, onde a prevalência de depressão é uma das maiores da América Latina, a data também serve para estimular as pessoas a buscarem ajuda profissional.
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros convivem com a doença (dados atualizados em 2022).
Depressão não é tristeza passageira
Todos nós ficamos tristes em determinados momentos. A diferença é que, na depressão, os sintomas duram semanas ou meses, interferindo na vida pessoal, profissional e social.
Por exemplo: uma pessoa que gostava de sair com amigos pode passar a se isolar; alguém produtivo no trabalho pode sentir dificuldade extrema para realizar tarefas simples.
Quem pode desenvolver depressão?
Qualquer pessoa. Mas alguns fatores aumentam o risco, como:
- Histórico familiar
- Estresse crônico
- Perdas importantes (luto, separação)
- Doenças crônicas
- Uso abusivo de álcool ou outras substâncias (transtorno por uso de substâncias)
A OMS destaca que a depressão é mais comum em mulheres, mas homens também são afetados — e muitas vezes procuram menos ajuda.
Depressão e risco de suicídio
A depressão está associada a um maior risco de suicídio, embora nem todas as pessoas com depressão tenham esse tipo de pensamento. No mundo, cerca de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, segundo a OMS (2023).
Por isso, identificar sinais precocemente e oferecer suporte especializado é uma estratégia essencial de prevenção.
Tratamento: há saída e há cuidado
A boa notícia é que a depressão tem tratamento eficaz. Ele pode incluir:
- Psicoterapia
- Medicamentos antidepressivos
- Acompanhamento psiquiátrico
- Apoio familiar e social
Em casos moderados a graves, o tratamento combinado costuma trazer melhores resultados.
Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar
O Hospital Santa Mônica é referência em saúde mental e oferece atendimento integral para pessoas que vivem com depressão, desde crianças a partir de 8 anos, adolescentes, adultos e idosos. A instituição conta com equipe multiprofissional formada por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e outros especialistas.
O cuidado é acolhedor, individualizado e baseado em evidências científicas, garantindo que cada paciente receba o plano terapêutico mais adequado para sua condição, com segurança e respeito.
Buscar ajuda é um ato de coragem
Falar sobre o que se sente, procurar um profissional de saúde ou orientar alguém próximo a buscar ajuda pode fazer toda a diferença. No Dia Mundial de Combate à Depressão, o convite é claro: ninguém precisa enfrentar isso sozinho.
FAQ – Perguntas e Respostas
Pergunta: O que é depressão?
Resposta: É um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente, perda de interesse e alterações emocionais e físicas.
Pergunta: Depressão tem cura?
Resposta: A depressão pode ser tratada com sucesso, permitindo que a pessoa volte a ter qualidade de vida.
Pergunta: Qual a diferença entre tristeza e depressão?
Resposta: A tristeza é temporária; a depressão é persistente e interfere na rotina por semanas ou meses.
Pergunta: Crianças e adolescentes podem ter depressão?
Resposta: Sim, a doença pode afetar pessoas de todas as idades. Fonte:
Pergunta: O uso de álcool pode piorar a depressão?
Resposta: Sim, o uso de álcool e outras substâncias pode agravar os sintomas.
Pergunta: Depressão sempre exige internação?
Resposta: Não. A maioria dos casos é tratada em ambulatório, mas quadros graves podem precisar de internação.
Pergunta: Antidepressivos causam dependência?
Resposta: Não causam dependência química, quando usados conforme orientação médica.
Pergunta: Psicoterapia ajuda mesmo?
Resposta: Sim, é um dos pilares do tratamento da depressão.
Pergunta: O que fazer ao perceber alguém deprimido?
Resposta: Escutar sem julgamento e incentivar a busca por ajuda profissional.
Pergunta: Onde buscar tratamento especializado?
Resposta: Em serviços de saúde mental, como o Hospital Santa Mônica.
FONTES
- Organização Mundial da Saúde – Depression (2023): https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/depression
- Organização Mundial da Saúde – Suicide worldwide (2023): https://www.who.int
- Ministério da Saúde – Saúde Mental: https://www.gov.br/saude
Checagem de fatos: Dados verificados com OMS e Ministério da Saúde em janeiro de 2026.