Histórias de Recuperação

Cuidado prolongado e confiança: “Eu sabia que minha mãe estava em boas mãos”

Após dois AVCs em um curto intervalo de tempo, a mãe de Antônio Augusto, médico, passou a depender de cuidados intensivos e contínuos. Diante da impossibilidade de adaptação imediata em casa, a família buscou suporte em uma instituição especializada. O que começou como uma solução necessária se transformou em uma relação de confiança construída ao longo de anos.

Saúde mental e reabilitação · Depoimento: Antônio Augusto, médico e familiar · Leitura: ~6 min

Cristina Collina
Redação
Cristina Collina

Jornalista especializada em saúde mental | MTb 0081755/ SP.

Comunicação em Saúde
RESPOSTA RÁPIDA — quando o cuidado contínuo exige suporte especializado
Após um segundo AVC – Acidente Vascular Cerebral com sequelas graves, a paciente perdeu autonomia funcional e passou a necessitar de cuidados permanentes. A internação em ambiente estruturado garantiu assistência integral, segurança clínica e suporte à família ao longo de um período prolongado.
2 AVCs
em intervalo de poucos meses    
6 anos
de internação e cuidado contínuo  
1 fator decisivo necessidade de suporte especializado  

O início: um evento agudo que muda tudo

A história começa com um evento clínico grave.

A mãe de Antônio sofreu dois AVCs em um curto intervalo de tempo.

  • o primeiro, com sequelas leves
  • o segundo, mais extenso, com impacto significativo

Após o segundo episódio, houve perda importante de funcionalidade.

Ela deixou de andar e passou a depender de cuidados contínuos.

A transição: do hospital para o cuidado de longo prazo

Após meses de internação em hospital geral, surgiu um impasse comum:

A alta hospitalar não significava recuperação completa.

A paciente ainda necessitava de:

  • suporte assistencial contínuo
  • acompanhamento clínico
  • estrutura adaptada

A família não tinha condições imediatas de adaptar a residência.

Foi nesse contexto que optaram pela internação em uma instituição especializada.

A escolha: confiança baseada em experiência prévia

A decisão pelo Hospital Santa Mônica não foi por acaso.

A família já conhecia a instituição — o avô de Antônio havia sido paciente anteriormente.

Esse histórico trouxe um fator essencial:

  • confiança

“Já sabíamos como era o cuidado.” – Antonio, filho de ex-paciente do Hospital Santa Mônica

O quadro clínico: alta dependência funcional

Após o segundo AVC, a paciente apresentou:

  • incapacidade de deambulação
  • dificuldade para alimentação
  • necessidade de sonda alimentar em períodos
  • dependência total para atividades básicas

Esse perfil exige cuidado técnico contínuo.

Evoluções ao longo do tempo

Apesar das limitações, houve momentos importantes de evolução.

Com acompanhamento especializado:

  • retomou parcialmente a alimentação oral
  • apresentou períodos de estabilidade clínica
  • manteve interação com a família

O trabalho multidisciplinar foi decisivo, especialmente da fonoaudiologia.

Um dado relevante: prevenção de complicações

Mesmo após longo período acamada, houve um indicador importante de qualidade assistencial:

A paciente não desenvolveu lesões por pressão (escaras).

Esse dado reflete:

  • cuidado de enfermagem contínuo
  • manejo adequado de posicionamento
  • monitoramento rigoroso

O papel da equipe: cuidado técnico e humano

A família destaca o suporte constante da equipe:

  • comunicação frequente
  • atualizações clínicas
  • disponibilidade para esclarecimentos

“Sempre nos informavam quando havia qualquer alteração.” – Antonio

Esse vínculo reduz a ansiedade familiar e fortalece a confiança no tratamento.

O apoio complementar: presença e vínculo afetivo

Além da equipe, a família estruturou uma rede de apoio.

Foi incluída uma cuidadora durante a semana, garantindo:

  • companhia diária
  • suporte emocional
  • continuidade do cuidado

A família mantinha presença ativa nos finais de semana.

A manutenção dos vínculos familiares

Mesmo em internação prolongada, houve preservação do convívio.

Em momentos de estabilidade, a paciente era levada para casa em datas especiais:

  • aniversários
  • Natal
  • Páscoa

Esses momentos tiveram papel importante na qualidade de vida.

O impacto para a família

No início, o processo foi difícil.

A distância e a mudança de rotina geraram sofrimento.

Mas, ao longo do tempo, a percepção mudou:

“Eu saía de lá tranquilo.” – Antonio

A segurança no cuidado permitiu que a família lidasse melhor com a situação.

Um período difícil — mas com suporte

Antônio resume a experiência de forma objetiva:

Foi um período desafiador, mas marcado por acolhimento e confiança.

A estrutura da instituição permitiu:

  • continuidade do cuidado
  • suporte à família
  • manutenção da dignidade da paciente

Mensagem de quem viveu o processo

Para quem precisa tomar uma decisão semelhante, a mensagem é clara:

Mais do que estrutura, o que faz diferença é o cuidado.

E a certeza de que o familiar está sendo bem assistido.

Contexto clínico — equipe do Hospital Santa Mônica
Programa de Reabilitação e Cuidados Prolongados “Pacientes com sequelas neurológicas graves demandam cuidado contínuo e multidisciplinar. A assistência adequada reduz complicações, preserva a qualidade de vida e oferece suporte essencial às famílias.”
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