Transtorno por Uso de Substância

Abstinência do jogo: o que acontece quando as bets deixam de estar disponíveis e como buscar ajuda

Com a proibição das bets no Brasil, pessoas que desenvolveram dependência em apostas podem enfrentar irritabilidade, ansiedade, inquietação e forte desejo de voltar a jogar. Entenda os sinais de abstinência do jogo, o que acontece com a mente e o corpo e quando procurar tratamento.

A interrupção das apostas pode representar um alívio para quem perdeu o controle sobre o jogo, mas também pode desencadear uma fase difícil para pessoas que desenvolveram Transtorno do Jogo, também chamado de ludopatia.

A Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, incluindo apostas esportivas e jogos online. A norma prevê a extinção das autorizações existentes após 30 dias e determina que, dez dias após a publicação, os operadores devem indisponibilizar o acesso aos sites e aplicativos de apostas. A MP está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se tornar lei definitiva.

Para quem apostava de maneira ocasional, a interrupção pode significar apenas a mudança de um hábito. Para quem apresentava perda de controle, porém, a impossibilidade de jogar pode trazer sintomas semelhantes aos descritos como abstinência comportamental, como irritabilidade, ansiedade, inquietação, dificuldade de concentração e desejo intenso de voltar a apostar.

O Ministério da Saúde reconhece a ansiedade, a irritabilidade e a inquietação quando a pessoa não consegue jogar como sinais de alerta para problemas relacionados às apostas.

O que é abstinência do jogo?

No contexto do Transtorno do Jogo, a palavra abstinência não deve ser entendida exatamente da mesma forma que na dependência de álcool, opioides, benzodiazepínicos ou outras substâncias.

Não existe uma substância química que precise ser eliminada do organismo. O que pode ocorrer é uma reação psicológica e comportamental à interrupção de um padrão compulsivo de apostas.

A pessoa pode sentir falta da atividade, pensar repetidamente em voltar a jogar e apresentar irritação ou inquietação quando o comportamento é interrompido.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o transtorno relacionado a jogos de apostas na CID-11 como um transtorno caracterizado por perda de controle sobre o jogo, prioridade crescente dada às apostas e continuidade do comportamento apesar das consequências negativas.

Abstinência do jogo é a mesma coisa que abstinência de drogas?

Não.

Na dependência química, a interrupção de determinadas substâncias pode produzir síndromes de abstinência com manifestações físicas potencialmente graves, dependendo da substância e do padrão de uso.

No Transtorno do Jogo, os sintomas relacionados à interrupção são predominantemente emocionais, cognitivos e comportamentais.

Isso não significa que sejam leves.

A irritabilidade, a ansiedade, a inquietação e a fissura podem ser intensas e, principalmente quando existem depressão, uso de álcool ou outras drogas, endividamento grave ou pensamentos de morte associados, exigem avaliação profissional.

O que acontece com a mente quando a pessoa para de apostar?

As apostas não envolvem apenas a possibilidade de ganhar dinheiro. Para algumas pessoas, o próprio ciclo de expectativa, risco, incerteza e recompensa passa a funcionar como um estímulo muito poderoso.

A OMS destaca que produtos de alta intensidade, plataformas digitais e a disponibilidade praticamente contínua podem aumentar os riscos relacionados ao jogo.

Nas apostas online, notificações, recompensas variáveis, apostas em tempo real e outros recursos podem favorecer a repetição do comportamento.

Quando esse ciclo é interrompido, a pessoa pode experimentar:

  • pensamentos recorrentes sobre apostar;
  • desejo intenso de jogar;
  • irritabilidade;
  • ansiedade;
  • inquietação;
  • dificuldade de concentração;
  • alterações do sono;
  • sensação de vazio ou tédio;
  • dificuldade para lidar com emoções negativas;
  • preocupação com dinheiro e com perdas anteriores;
  • vontade de recuperar o dinheiro perdido;
  • busca por outras formas de jogo.

O problema é que o cérebro não está apenas sentindo falta de uma atividade. Em muitos casos, a aposta passou a ocupar uma função na vida da pessoa: aliviar ansiedade, fugir de problemas, combater o tédio, buscar excitação ou tentar recuperar perdas.

Por isso, simplesmente retirar o aplicativo do celular pode ser necessário, mas nem sempre é suficiente.

E o corpo? A abstinência do jogo provoca sintomas físicos?

Pode haver manifestações físicas associadas à ansiedade e ao estresse, como tensão muscular, aceleração dos batimentos, desconforto gastrointestinal, alteração do sono e sensação de agitação.

Entretanto, é importante diferenciar esses sintomas de uma síndrome de abstinência fisiológica causada por uma substância.

No Transtorno do Jogo, os sinais mais característicos estão relacionados ao comportamento, aos pensamentos e às emoções. O Ministério da Saúde inclui entre os sinais de alerta mudanças no sono, na alimentação e no humor, além de ansiedade, irritabilidade e inquietação quando a pessoa não está jogando.

Se sintomas físicos forem intensos, novos ou preocupantes, eles também devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Quais são os sinais de abstinência do jogo?

Os principais sinais que podem aparecer quando uma pessoa com problemas relacionados ao jogo deixa de apostar incluem:

1. Irritabilidade

A pessoa pode ficar mais impaciente, nervosa ou intolerante a situações que normalmente não provocariam esse tipo de reação.

2. Inquietação

Pode haver dificuldade para permanecer parado ou relaxar, acompanhada de uma sensação constante de que é preciso fazer alguma coisa.

3. Ansiedade

A interrupção das apostas pode provocar aumento da preocupação e da tensão, especialmente nos primeiros dias.

4. Fissura ou craving

É o desejo intenso de voltar a apostar. A pessoa pode ficar pensando em qual seria a próxima aposta, em recuperar dinheiro ou em encontrar uma maneira de acessar novamente o jogo.

5. Insônia ou alteração do sono

Pensamentos recorrentes sobre apostas e ansiedade podem dificultar o sono.

6. Dificuldade de concentração

A atenção pode ficar constantemente direcionada ao jogo, às perdas financeiras ou à tentativa de encontrar uma forma de voltar a apostar.

7. Humor deprimido

O jogo pode ter funcionado como fonte de estímulo, distração ou alívio emocional. Quando ele desaparece, sentimentos que estavam sendo evitados podem reaparecer.

8. Tédio e sensação de vazio

A pessoa pode perceber que grande parte de seu tempo livre estava organizada em torno das apostas.

9. Tentativa de substituir uma aposta por outra

Quando uma plataforma deixa de estar disponível, existe o risco de procurar outras modalidades de jogo ou formas alternativas de apostar.

A OPAS/OMS também aponta como sinais importantes a irritabilidade ao tentar reduzir ou abandonar o jogo, tentativas repetidas e malsucedidas de parar, preocupação constante com apostas, uso do jogo para aliviar emoções negativas e tentativa de recuperar perdas por meio de novas apostas.

Por que a pessoa sente vontade de recuperar o dinheiro perdido?

Esse é um dos mecanismos que podem manter o transtorno.

Depois de perder dinheiro, o pensamento pode ser:

“Se eu apostar mais uma vez, consigo recuperar.”

A pessoa deixa de apostar apenas para ganhar e passa a apostar para recuperar aquilo que perdeu.

O problema é que uma nova perda pode aumentar a necessidade de apostar novamente, criando um ciclo:

perda → tentativa de recuperação → nova aposta → nova perda → aumento da tensão → nova tentativa de recuperação.

Esse padrão é reconhecido entre os sinais característicos do transtorno relacionado a jogos de apostas.

O que fazer quando a pessoa não consegue mais apostar?

A primeira medida é não tentar enfrentar a situação apenas na base da força de vontade.

O ideal é transformar a interrupção do jogo em uma oportunidade para iniciar tratamento.

1. Criar barreiras de acesso

A retirada de aplicativos, bloqueio de sites, bloqueio de notificações e redução do acesso a meios de pagamento utilizados nas apostas podem ajudar a interromper o comportamento automático.

Antes da proibição das bets, o Ministério da Fazenda já disponibilizava uma Plataforma Centralizada de Autoexclusão para bloquear o acesso às plataformas autorizadas.

2. Não tentar recuperar perdas

O dinheiro já perdido não deve ser usado como justificativa para continuar apostando.

Perseguir perdas é um dos mecanismos que podem alimentar a compulsão.

3. Substituir a função que o jogo exercia

É importante identificar o que a aposta proporcionava.

Era uma maneira de aliviar ansiedade?
Preencher o tempo?
Sentir excitação?
Fugir de problemas?
Interagir com outras pessoas?
Tentar resolver dificuldades financeiras?

O tratamento precisa trabalhar essas necessidades de outra forma.

4. Organizar a rotina

Exercício físico, atividades sociais, sono regular, alimentação adequada, trabalho, estudos e atividades de lazer podem ajudar a reorganizar o cotidiano.

A ideia não é simplesmente “ocupar a cabeça”, mas reconstruir uma rotina que não esteja organizada em torno das apostas.

5. Procurar avaliação profissional

O tratamento pode envolver psiquiatria, psicoterapia e acompanhamento multiprofissional.

A OMS aponta a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a entrevista motivacional entre as abordagens com evidências para o tratamento do Transtorno do Jogo.

O Ministério da Saúde também orienta que o cuidado pode envolver atendimento individual e em grupo e, em alguns casos, medicamentos para condições associadas.

E a ludoterapia? Ela pode ajudar quem parou de jogar?

Pode ter um papel específico, principalmente no atendimento de crianças e adolescentes, mas não deve ser confundida com o tratamento principal do Transtorno do Jogo em adultos.

A ludoterapia utiliza o brincar como recurso terapêutico para favorecer a expressão emocional, a comunicação e o trabalho clínico, especialmente com crianças.

Em ambiente hospitalar pediátrico, revisões sistemáticas apontam benefícios do brincar terapêutico para ansiedade, comportamento e enfrentamento da hospitalização.

Isso é particularmente relevante quando o paciente é criança ou adolescente e o comportamento relacionado a jogos ou apostas precisa ser trabalhado de maneira adequada à idade.

Para adultos com Transtorno do Jogo, entretanto, a ludoterapia não substitui abordagens estruturadas para o transtorno, como psicoterapia baseada em evidências, avaliação psiquiátrica, manejo das comorbidades e estratégias de prevenção de recaídas.

Em outras palavras: brincar pode ser um recurso terapêutico; não é uma “cura” para a dependência em apostas.

Por que substituir as apostas por videogame pode não ser uma boa estratégia?

É preciso ter cuidado com a substituição.

Se a pessoa desenvolveu uma relação compulsiva com apostas online, trocar as bets por jogos eletrônicos altamente estimulantes pode manter parte do ciclo comportamental: tela, recompensa, competição, expectativa, gratificação imediata e busca constante por estímulos.

Isso não significa que videogame seja necessariamente prejudicial. O problema está no padrão de uso e na função que ele ocupa na vida da pessoa.

O objetivo do tratamento é recuperar autonomia e ampliar as fontes de prazer, vínculo e realização — não simplesmente trocar uma compulsão por outra.

Quando procurar tratamento para Transtorno do Jogo?

É importante buscar avaliação profissional quando houver:

  • tentativas repetidas de parar sem conseguir;
  • pensamentos constantes sobre apostas;
  • necessidade de aumentar os valores apostados;
  • prejuízos financeiros;
  • empréstimos ou uso de dinheiro destinado à família;
  • mentiras para esconder o comportamento;
  • conflitos familiares;
  • problemas no trabalho;
  • isolamento;
  • alterações importantes de sono ou humor;
  • ansiedade ou irritabilidade quando não consegue jogar;
  • uso de álcool ou outras drogas associado às apostas;
  • sintomas de depressão;
  • pensamentos de morte ou suicídio.

O autoteste disponibilizado pelo Ministério da Saúde pode ajudar a pessoa a refletir sobre sua relação com as apostas, mas não substitui diagnóstico profissional.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar?

O Hospital Santa Mônica, em Itapecerica da Serra (SP), atua no cuidado de transtornos mentais e dependências, incluindo problemas relacionados ao jogo.

O atendimento pode começar por uma avaliação clínica e psiquiátrica para compreender o padrão de apostas, a intensidade da perda de controle, o impacto sobre a vida pessoal e familiar e a existência de outros transtornos ou comportamentos associados.

O Hospital Santa Mônica já aborda o Transtorno do Jogo e a dependência em apostas online em seus conteúdos institucionais e informa a possibilidade de tratamento especializado, com avaliação psiquiátrica, psicoterapia, abordagem cognitivo-comportamental, suporte familiar e estratégias de prevenção de recaídas.

Em situações mais graves, a avaliação hospitalar pode ser especialmente importante quando existem sofrimento psíquico intenso, risco de suicídio, associação com álcool ou outras drogas ou perda importante do funcionamento familiar, profissional e social.

O objetivo não é simplesmente fazer a pessoa parar de apostar. É compreender por que o comportamento se tornou compulsivo, tratar os fatores associados e construir condições para uma recuperação sustentável.

A família também precisa de orientação

O impacto do Transtorno do Jogo não fica restrito ao apostador.

A OMS destaca consequências que podem atingir familiares, como dificuldades financeiras, conflitos e sofrimento psicológico.

Por isso, familiares podem participar do processo de cuidado.

Algumas atitudes são importantes:

  • não financiar novas apostas;
  • evitar humilhações e ameaças;
  • não assumir automaticamente todas as dívidas;
  • estabelecer limites financeiros claros;
  • estimular a busca por tratamento;
  • observar sinais de depressão e desesperança;
  • procurar orientação profissional para compreender como agir.

E se houver pensamentos de morte?

Esse é um sinal de alerta que exige avaliação imediata.

Problemas relacionados ao jogo estão associados a maior risco de ideação e comportamento suicida, especialmente quando coexistem dificuldades financeiras, isolamento ou outros transtornos mentais.

Se houver risco imediato ou pensamentos de morte, procure um serviço de emergência. O Ministério da Saúde orienta, nesses casos, acionar o SAMU (192) ou procurar uma UPA.

A interrupção das bets pode ser o começo da recuperação

Para quem desenvolveu Transtorno do Jogo, ficar sem acesso às bets pode provocar desconforto, mas também cria uma oportunidade importante: interromper o ciclo de apostas e iniciar um cuidado estruturado.

O objetivo não é apenas suportar a vontade de jogar.

É aprender a reconhecer os gatilhos, lidar com emoções sem recorrer às apostas, reorganizar a rotina, tratar transtornos associados, reconstruir relações e desenvolver estratégias para prevenir recaídas.

Parar de apostar pode ser difícil. Pedir ajuda não precisa ser.

Perguntas frequentes sobre abstinência do jogo e bets

O que é abstinência do jogo?

É o conjunto de sintomas emocionais, cognitivos e comportamentais que pode aparecer quando uma pessoa com problemas relacionados ao jogo interrompe as apostas. Irritabilidade, ansiedade, inquietação e forte desejo de jogar estão entre os sinais descritos pelas autoridades de saúde.

Quanto tempo dura a abstinência do jogo?

Não existe um período único de duração. A intensidade e a evolução variam conforme o padrão de apostas, o grau de perda de controle, as condições emocionais da pessoa e a presença de outros transtornos. Por isso, não é adequado estabelecer um número fixo de dias.

Parar de apostar faz mal para o corpo?

A interrupção das apostas não produz uma síndrome física equivalente à abstinência de determinadas drogas. Entretanto, ansiedade e estresse podem provocar sintomas físicos, além de alterações do sono e do apetite.

É possível ter crise de ansiedade quando não consegue apostar?

Sim. Ansiedade, irritabilidade e inquietação quando a pessoa não consegue jogar são sinais reconhecidos de problemas relacionados às apostas.

O Transtorno do Jogo é uma doença?

Sim. O Transtorno do Jogo é reconhecido como um transtorno relacionado a comportamentos aditivos na CID-11 da OMS.

Ludoterapia trata a dependência em apostas?

A ludoterapia pode ser utilizada como recurso terapêutico, especialmente com crianças e adolescentes, mas não é considerada tratamento principal do Transtorno do Jogo em adultos. Nesses casos, a avaliação clínica e as psicoterapias baseadas em evidências têm papel central.

A pessoa consegue parar sozinha?

Algumas pessoas conseguem interromper as apostas, mas tentativas repetidas e malsucedidas de parar são um dos sinais de alerta do transtorno. Quando existe perda de controle, sofrimento ou prejuízo significativo, buscar ajuda profissional é recomendado.

A família deve pagar as dívidas do apostador?

Não existe uma resposta única para todas as famílias. É importante evitar que o pagamento de dívidas se transforme em uma forma de financiar a continuidade das apostas. Limites financeiros e orientação profissional podem ajudar a família a tomar decisões mais seguras.

O fim das bets elimina o problema do jogo?

Não necessariamente. A interrupção das plataformas regulamentadas pode reduzir o acesso a determinadas modalidades de apostas, mas o comportamento compulsivo e seus gatilhos psicológicos podem permanecer. A pessoa pode procurar outras formas de jogo, inclusive plataformas ilegais. Por isso, tratamento e acompanhamento continuam importantes.

Onde procurar ajuda para problemas com apostas?

No SUS, o cuidado pode começar pela Unidade Básica de Saúde (UBS) ou pelo CAPS. O Ministério da Saúde também oferece teleatendimento em saúde mental relacionado a jogos e apostas por meio do Meu SUS Digital.
No setor privado, pessoas que precisam de avaliação psiquiátrica, acompanhamento multiprofissional ou tratamento hospitalar podem procurar serviços especializados em saúde mental, como o Hospital Santa Mônica.

Em resumo

A abstinência do jogo existe?
Pode haver sintomas de retirada relacionados à interrupção do comportamento compulsivo, principalmente irritabilidade, ansiedade, inquietação e forte desejo de jogar.

É igual à abstinência de drogas?
Não. O Transtorno do Jogo não produz uma síndrome fisiológica idêntica à de substâncias psicoativas.

O que fazer?
Criar barreiras de acesso às apostas, não tentar recuperar perdas, reorganizar a rotina e procurar avaliação profissional.

Ludoterapia resolve o problema?
Não. Pode ser um recurso terapêutico, sobretudo para crianças e adolescentes, mas não substitui o tratamento específico do Transtorno do Jogo.

Quando procurar ajuda urgente?
Quando houver pensamentos de morte, risco de suicídio, sofrimento psíquico intenso ou associação com álcool e outras drogas.

Fontes e referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Gambling – Fact Sheet, 2024.
  • Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Transtorno relacionado a jogos de apostas e uso de videogames.
  • Ministério da Saúde. Saúde Mental – Não Aposte Sua Saúde.
  • Ministério da Saúde. Autoteste do Jogo.
  • Ministério da Saúde. Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, 2026.
  • Ministério da Saúde. Meu SUS Digital oferecerá até 100 mil teleatendimentos mensais para pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas, 2026.
  • Ministério da Fazenda. Perguntas Frequentes – Autoexclusão.
  • Presidência da República. Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026.
  • Câmara dos Deputados. Medida provisória proíbe o funcionamento de bets no Brasil, 28/09/2026.
  • Hospital Santa Mônica. Ludopatia em apostas online: a epidemia silenciosa que destrói famílias e adoece a saúde mental dos brasileiros, 2026.
  • Hospital Santa Mônica. Jogo Patológico: quando apostar se torna uma doença, 2026.
  • Play Therapy as an Intervention in Hospitalized Children: A Systematic Review. Healthcare, 2020.

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