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Saúde Mental nas Corporações

Sinais de sofrimento psíquico em colaboradores: o papel estratégico do gestor e do RH na prevenção e no cuidado

Como identificar sinais precoces de adoecimento emocional no ambiente de trabalho e agir de forma ética, responsável e alinhada à saúde organizacional.

O sofrimento psíquico no trabalho deixou de ser um tema periférico e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas das empresas.

Profissionais de RH, líderes, assistentes sociais e médicos do trabalho estão na linha de frente para identificar sinais precoces de adoecimento emocional e evitar impactos humanos, produtivos e legais.

Este conteúdo reúne evidências, exemplos práticos e orientações claras para apoiar a gestão de pessoas com foco em saúde mental.

Por que o sofrimento psíquico no trabalho é um tema crítico para o RH?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que transtornos mentais como depressão e ansiedade estão entre as principais causas de incapacidade no mundo.

No Brasil, dados do Ministério da Previdência indicam crescimento expressivo dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais (CID-10 F00–F99), especialmente após a pandemia.

Para o RH, isso se traduz em aumento de absenteísmo, presenteísmo, rotatividade, conflitos internos e riscos psicossociais. Mais do que números, trata-se de pessoas que sofrem em silêncio e muitas vezes só recebem ajuda quando o quadro já está grave.

O que é sofrimento psíquico no contexto corporativo?

O sofrimento psíquico não é sinônimo de transtorno mental diagnosticado. Ele pode se manifestar como um conjunto de sinais emocionais, comportamentais e físicos que indicam que o colaborador está sobrecarregado, adoecido ou em risco.

Exemplos comuns incluem:

  • Dificuldade persistente de concentração
  • Quedas bruscas de desempenho
  • Irritabilidade, isolamento ou conflitos frequentes
  • Alterações importantes de humor
  • Queixas físicas recorrentes sem causa clínica definida

Principais sinais de alerta que o gestor deve observar

Sinais comportamentais

  • Atrasos frequentes ou faltas recorrentes
  • Isolamento social e redução da participação em equipe
  • Mudanças abruptas de atitude ou personalidade

Sinais emocionais

  • Choro fácil ou apatia
  • Ansiedade excessiva, medo constante de errar
  • Desmotivação persistente

Sinais cognitivos

  • Dificuldade de tomada de decisão
  • Esquecimentos frequentes
  • Redução da capacidade de planejamento

Sinais físicos associados

  • Distúrbios do sono relatados
  • Cansaço extremo
  • Queixas somáticas repetidas (dor de cabeça, dor muscular, problemas gastrointestinais)

Exemplos práticos no dia a dia corporativo

Um colaborador historicamente produtivo passa a cometer erros simples, evita reuniões e apresenta irritabilidade constante. Outro solicita afastamentos curtos repetidos, relata insônia e queda de energia. Esses sinais, quando observados em conjunto, indicam a necessidade de abordagem cuidadosa e encaminhamento adequado.

O papel dos gestores e do RH diante desses sinais

Escuta qualificada e acolhimento

O primeiro passo não é diagnosticar, mas escutar. O RH deve oferecer um espaço seguro, sem julgamento, respeitando confidencialidade e limites éticos.

Articulação com lideranças

Gestores precisam ser capacitados para reconhecer sinais precoces e acionar o RH antes que a situação se agrave.

Encaminhamento para cuidado especializado

Quando necessário, o colaborador deve ser orientado a buscar apoio profissional, seja pela rede de saúde suplementar, SUS ou serviços especializados em saúde mental.

Prevenção como estratégia

Programas de saúde mental, políticas de prevenção de riscos psicossociais, ações de educação emocional e parcerias com instituições especializadas reduzem adoecimentos e fortalecem a cultura organizacional.

Impactos da negligência à saúde mental nas empresas

Ignorar sinais de sofrimento psíquico pode resultar em:

  • Afastamentos prolongados
  • Aumento de ações trabalhistas
  • Clima organizacional tóxico
  • Perda de talentos
  • Riscos à segurança do próprio colaborador

Segundo a OMS, para cada US$ 1 investido em tratamento para depressão e ansiedade, há um retorno de US$ 4 em melhora da saúde e produtividade.

Como o Hospital Santa Mônica pode apoiar empresas e RHs

O Hospital Santa Mônica é referência nacional em saúde mental, oferecendo suporte especializado para empresas, profissionais de RH, assistentes sociais e médicos do trabalho. Atuamos tanto no cuidado assistencial quanto no apoio técnico para orientação, encaminhamento e educação em saúde mental no ambiente corporativo.

FAQ – PERGUNTAS E RESPOSTAS

  1. Pergunta: Sofrimento psíquico é o mesmo que transtorno mental? Resposta: Não. Sofrimento psíquico pode ser um estado transitório ou sinal inicial, sem diagnóstico fechado.
  2. Pergunta: O RH pode abordar diretamente o colaborador? Resposta: Sim, desde que com escuta empática, respeito à confidencialidade e sem julgamento.
  3. Pergunta: Quais sinais exigem atenção imediata? Resposta: Isolamento extremo, falas de desesperança, queda abrupta de desempenho e relatos de insônia grave.
  4. Pergunta: O gestor pode identificar sofrimento psíquico? Resposta: Sim, gestores treinados são fundamentais para a detecção precoce.
  5. Pergunta: A empresa pode ser responsabilizada se ignorar sinais? Resposta: Sim. A negligência pode gerar riscos legais e trabalhistas.
  6. Pergunta: Afastamento é sempre necessário? Resposta: Não. Em muitos casos, ajustes e apoio precoce evitam afastamentos.
  7. Pergunta: Como prevenir sofrimento psíquico no trabalho? Resposta: Com gestão saudável, prevenção de riscos psicossociais e programas estruturados de saúde mental.
  8. Pergunta: Quando encaminhar para atendimento especializado? Resposta: Quando os sinais persistem, se intensificam ou afetam a funcionalidade do colaborador.
  9. Pergunta: O RH pode sugerir ajuda profissional? Resposta: Sim, desde que não imponha diagnóstico ou tratamento.
  10. Pergunta: Onde buscar apoio especializado? Resposta: Em serviços de saúde mental reconhecidos, como o Hospital Santa Mônica.

REFERÊNCIA

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Mental health at work. 2022. https://www.who.int
  • Ministério da Saúde – Brasil. Saúde mental e trabalho. 2023. https://www.gov.br/saude
  • Organização Internacional do Trabalho (OIT). Workplace mental health. 2022. https://www.ilo.org

Dados e informações verificados com base em fontes oficiais e institucionais até a data de publicação.

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