| Histórias de Recuperação | Dependência Química | Voz do Familiar |
Evelyn tem 24 anos e acompanhou a dependência alcoólica da mãe Elisângela desde a infância. Quando chegou ao limite do esgotamento, encontrou no Hospital Santa Mônica não só o tratamento para a mãe — mas também apoio para ela mesma. Esta é a história das duas.
Cristina Collina
Jornalista especializada em saúde mental | MTb 0081755/ SP.
Comunicação em SaúdeRevisão Técnica: Natália Paiva | Psicóloga do Hospital Santa Mônica | CRP 06/156009
Especial Dia das Mães 2024 · Depoimento: Evelyn, 24 anos, filha de paciente · Atualização março de 2026 · Leitura: ~7 min
| RESPOSTA RÁPIDA — para filhos e familiares de dependentes químicos |
| Conviver com a dependência química de um familiar adoece também quem cuida. Evelyn cresceu ao lado da dependência alcoólica da mãe, chegou ao limite do esgotamento emocional e encontrou no Hospital Santa Mônica apoio tanto para a mãe Elisângela quanto para ela mesma. Após quatro meses de internação, mãe e filha constroem juntas uma nova história. A mensagem de Evelyn para quem está no mesmo lugar: não tenha medo de pedir ajuda. Tenha medo de não fazer nada. |
| 24 anos a idade de Evelyn ao buscar ajuda | 4 meses de internação da mãe no HSM | 2 vidas transformadas — mãe e filha |
A infância ao lado da dependência
Evelyn cresceu com a mãe. Eram amigas, parceiras. Elisângela era jovem, trabalhava, tentava estudar, criava a filha com o pouco que tinha. E preenchia as dificuldades com álcool — uma saída que foi se tornando dependência de forma gradual e silenciosa.
Na infância, Evelyn não via o problema com clareza. A mãe estava lá. Era a sua vida normal. Só com o tempo foi entendendo o peso do que vivia.
“Eu não via minha mãe chorando. Acredito que ela chorava muito, mas ela não mostrava. Para mim, era tudo certo. Aquela era a minha infância, eu estava com a minha mãe.” — Evelyn, 24 anos, filha de ex-paciente do Hospital Santa Mônica
Quando o cuidado vira esgotamento
Conforme Evelyn foi crescendo, o peso da situação foi aumentando. Ela ia trabalhar chorando. Não conseguia se concentrar. Passava noites procurando a mãe na rua. A vida dela foi sendo consumida pela vida da mãe.
“Essa situação começou a me tirar muito do sério. Começou a me afetar no trabalho, porque eu ia trabalhar, às vezes, chorando. Às vezes, ela bebia no dia anterior e não voltava para casa. Ou eu tinha que passar a noite atrás dela na rua.” — Evelyn
A família ampliada, em vez de apoiar, julgava. E Evelyn aprendeu uma verdade difícil: quem cuida de dependente químico também adoece. E também precisa de ajuda.
“Ter que escutar isso de quem você mais gostaria de ter um apoio é muito difícil. O dependente, a pessoa que está passando por esse processo, às vezes só precisa de um: eu te amo, eu estou aqui.” — Evelyn
O momento mais difícil: quando a esperança acaba
Houve um momento em que Evelyn chegou ao limite. Via a mãe perdendo a vontade de viver. Sentia que não havia mais saída. Chegou a pensar que talvez fosse melhor desistir junto.
Ela compartilha isso com coragem e lucidez — não como glorificação do pensamento, mas como retrato honesto do que o esgotamento de quem cuida pode causar. E como ponto de partida para a virada.
“Eu não tinha esperança que aquilo ia mudar, nem melhorar. Mas quando me dei conta do que eu estava pensando, falei: não. Vou lutar por mim, pela minha mãe. Vou tentar até o último.” — Evelyn
Dias depois desse pensamento, a mãe tentou suicídio. E foi esse momento que mudou tudo — para as duas.
A internação que ninguém esperava — e o alívio que veio depois
Na segunda vez que Elisângela deu entrada no Hospital Santa Mônica, foi por decisão própria. Evelyn não sabia. Ficou horas em desespero tentando encontrar a mãe, até receber a ligação do hospital.
“Foi um alívio ao mesmo tempo. Eu chorei muito, mas não foi mais de desespero. Foi de alívio.” — Evelyn
A partir dali, mãe e filha passaram a caminhar juntas — cada uma fazendo a sua parte. Elisângela dentro do tratamento. Evelyn sendo apoiada pela equipe do hospital.
O hospital que cuidou das duas
O que surpreendeu Evelyn foi descobrir que o Hospital Santa Mônica não trata só o paciente internado. A equipe entrou em contato com ela, ofereceu apoio, acompanhou seu processo emocional ao longo dos quatro meses.
“O hospital entra em contato comigo. Eles dão um apoio pra minha mãe e pra mim também. Eu sempre tenho contato da Natália Paiva, psicóloga do Hospital Santa Mônica ou de alguém pra me ajudar em qualquer momento.” — Evelyn
Esse é um ponto que ela destaca com clareza: a dependência química adoece o paciente e adoece a família. O tratamento que ignora o familiar deixa metade do problema sem resposta.
O que Evelyn diria para a mãe — e para quem está no mesmo lugar
Após tudo que viveu, Evelyn tem uma mensagem para a mãe e para todos os familiares que estão onde ela esteve.
“Eu diria o quanto eu amo ela, o quanto eu admiro ela, o quanto eu acho ela uma mulher guerreira, forte. Eu sempre admirei a minha mãe. Ela não está sozinha nessa. Eu estou com ela. A gente vai até o fim. Eu por ela, ela por mim.” — Evelyn
E para quem ainda hesita em buscar ajuda, a mensagem é direta:
“Não tenha medo de procurar ajuda. Tenha medo de não fazer nada em prol dessa situação. Ninguém está sozinho. A pessoa que tem um dependente não está sozinha. Não tenha medo porque no final dá certo. Dá certo.” — Evelyn
| Contexto clínico — equipe do Hospital Santa Mônica |
| Programa de Dependência Química · Suporte Familiar “A dependência química é uma doença que afeta tanto o paciente quanto as relações familiares. O paciente adoece, e a família também adoece. O ambiente familiar contribui diretamente no processo de recuperação — por isso o Hospital Santa Mônica desenvolve trabalho de conscientização e suporte ativo com os familiares ao longo de todo o período de internação. Quando a família está presente e preparada, as chances de recuperação sustentada aumentam significativamente.” |
| Você é familiar de um dependente químico e precisa de apoio? O Hospital Santa Mônica oferece suporte não só ao paciente, mas também à família. Ligue agora e entenda como podemos ajudar as duas partes. ☎️ (11) 4668-7455 — Atendimento 24 horas → Saiba mais sobre dependência química: hospitalsantamonica.com.br/dependencia-quimica/ |
Neste Dia das Mães, uma homenagem que toca o coração. Compartilhamos o depoimento da Evelyn, filha de uma paciente do Hospital Santa Mônica, que relembra com emoção o momento difícil de buscar ajuda para sua mãe – e como o acolhimento fez toda a diferença. Ao lado dela, a psicóloga Natália Paiva fala sobre a importância do suporte familiar no processo de tratamento em saúde mental. Uma história de amor, coragem e cuidado. 💙 #DiaDasMães #SaúdeMental #HomenagemHSM #HospitalSantaMônica #CuidadoComAmor