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Momento Saúde Mental: Conheça a história inspiradora de superação da Carol

Publicado: em setembro de 2024 | Atualizado 30 de março de 2026 por Hospital Santa Mônica

O álcool é uma das substâncias mais aceitas socialmente — e, justamente por isso, uma das mais perigosas. Para muitas pessoas, o consumo começa cedo, de forma aparentemente inofensiva, mas pode evoluir para um quadro grave de dependência associado a transtornos mentais.

A história da Carol mostra exatamente esse percurso: do uso precoce ao colapso emocional — e, principalmente, à reconstrução de uma vida com sentido.

Cristina Collina
Redação
Cristina Collina

Jornalista especializada em saúde mental | MTb 0081755/ SP.

Comunicação em Saúde
RESPOSTA RÁPIDA — quando o álcool deixa de ser social e vira dependência
Carol começou a beber ainda na adolescência e, na vida adulta, passou a usar o álcool como forma de lidar com crises de ansiedade e pânico. O consumo evoluiu para dependência grave, com perda de controle, sofrimento emocional intenso e tentativa de suicídio. A internação psiquiátrica foi decisiva para estabilização, autoconhecimento e início da recuperação. Hoje, está há mais de 4 anos em abstinência e reconstruiu sua vida.
1 litro de vodca/dia
Início precoce e escalada do uso  
1 momento crítico
tentativa de suicídio associada ao sofrimento emocional  
+4 anos
de abstinência e reconstrução de vida com tratamento especializado  

O início: o contato precoce com o álcool

Carol, hoje com 30 anos, está há mais de 4 anos sem consumir álcool.

Mas sua relação com a bebida começou cedo.

“Com 12, 13 anos, eu já pegava bebida escondida no bar dos meus pais.” – Carol, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

O que parecia algo comum evoluiu, ao longo dos anos, para um padrão mais preocupante — especialmente quando o álcool passou a ter uma função emocional.

Quando o álcool vira “remédio” para a ansiedade

Durante um período fora do país, Carol começou a apresentar crises de pânico.

“Eu não conseguia sair de casa. Aí eu tomava um shot e conseguia sair. Parecia mágico.”

Esse é um dos pontos mais críticos da dependência: quando a substância passa a ser utilizada como estratégia para lidar com sintomas psicológicos.

O alívio imediato reforça o comportamento — e sustenta o ciclo do uso.

A perda de controle e o agravamento do quadro

De volta ao Brasil, o consumo se intensificou.

“O meu uso era tanto que eu apagava.” – Carol

Com o tempo, surgiram sinais claros de dependência:

  • consumo frequente e em grandes quantidades
  • fissura intensa
  • perda de controle
  • prejuízo emocional e social
  • sensação constante de vazio

“Eu tremia de vontade.” – Carol

O uso chegou a níveis extremos.

“Eu bebia um litro de vodca por dia.” – Carol

O fundo do poço: sofrimento emocional e tentativa de suicídio

Com o agravamento, o sofrimento psíquico se tornou insuportável.

“Eu não aguentava mais.” – Carol

Em um episódio de desespero, Carol tentou tirar a própria vida.

Esse tipo de situação reforça um dado importante: a dependência de álcool frequentemente está associada a risco elevado de suicídio, especialmente sem tratamento adequado.

O ponto de virada: pedir ajuda

Após o episódio, Carol foi levada ao hospital pela família.

Foi ali que veio a pergunta decisiva:

“Você quer ajuda?”

“Eu falei: eu quero.”

Reconhecer a necessidade de ajuda é, muitas vezes, o passo mais difícil — e também o mais transformador.

A internação e o processo de reconstrução

Ao chegar ao Hospital Santa Mônica, Carol ainda não conseguia compreender o que sentia.

“Eu não sabia nem onde eu estava. Nem o que eu sentia.” – Carol

Durante o tratamento, iniciou um processo profundo de autoconhecimento.

“Ou era euforia, ou tristeza extrema. Eu não conhecia meus sentimentos.” – Carol

Com o apoio da equipe, passou a desenvolver:

  • consciência emocional
  • regulação de sentimentos
  • entendimento dos gatilhos
  • novas formas de enfrentamento

“Aqui foi minha pós-graduação para a vida.” – Carol

Um aprendizado essencial: o tratamento é individual

Carol compreendeu que a recuperação exige protagonismo.

“Eu entendi que precisava olhar para mim.” – Carol

O tratamento vai além da abstinência — envolve reconstrução interna, responsabilidade emocional e mudança de comportamento.

A reconstrução da vida

Após a alta, iniciou uma nova fase.

Recuperou a saúde física:

  • perdeu 22 quilos
  • melhorou seu estado clínico geral
  • Reconstruiu vínculos familiares.

“Minha mãe fez meu prato favorito… eu comecei a chorar.” – Carol

E retomou a vida profissional, começando do zero na empresa da família.

“Eu dei tudo de mim. Transformei aquele lugar.” – Carol

Com o tempo, evoluiu e conquistou novos espaços.

A vida hoje: sobriedade e propósito

Hoje, com mais de 4 anos em abstinência, Carol resume:

“Eu aprendi a viver.” – Carol

Entre as mudanças:

  • autoestima fortalecida
  • relações mais saudáveis
  • equilíbrio emocional
  • propósito de vida

“Eu aprendi a me amar para ser amada.” – Carol

Uma mensagem para quem está passando por isso

“A decisão mais difícil da minha vida foi pedir ajuda.” – Carol

Carol reforça que dependência não é fraqueza — e que o tratamento faz diferença.

“Se for para ter coragem, pega a minha. Mas peça ajuda.” – Carol

Quando procurar ajuda?

Fique atento a sinais como:

  • uso de álcool para lidar com emoções
  • perda de controle
  • ansiedade ou pânico frequentes
  • pensamentos negativos persistentes
  • ideação suicida

Nesses casos, a avaliação especializada é fundamental.

Contexto clínico — equipe do Hospital Santa Mônica
Programa de Dependência Química e Saúde Mental “Transtornos por uso de álcool frequentemente estão associados a ansiedade, depressão e risco de suicídio. O tratamento envolve desintoxicação, psicoterapia estruturada, reorganização emocional e acompanhamento contínuo para prevenção de recaídas.”  
Você ou alguém próximo está passando por algo parecido? O Hospital Santa Mônica oferece estrutura completa para tratamento da dependência química e transtornos mentais, com equipe especializada e cuidado integral em todas as fases da recuperação. ☎️  (11) 4668-7455 — Fale conosco agora →  Saiba mais sobre internação e cuidados especializados

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