Visão geral dos transtornos mentais infantojuvenis
Os transtornos mentais infantojuvenis são bastante prevalentes, afetando uma parcela significativa da população jovem. Eles podem se manifestar de várias formas, influenciando a capacidade da criança ou adolescente de funcionar em casa, na escola e em outras áreas da vida. Fatores genéticos, biológicos, ambientais e sociais desempenham papéis complexos no desenvolvimento desses transtornos, tornando sua compreensão e manejo ainda mais desafiadores.
A infância e a adolescência representam fases críticas da vida para a saúde mental e o bem-estar. São períodos em que os jovens desenvolvem habilidades de autocontrole, interação social e aprendizagem. Experiências adversas, seja em casa devido a conflitos familiares ou na escola devido ao bullying, por exemplo, exercem um impacto prejudicial no desenvolvimento dessas habilidades cognitivas e emocionais essenciais. As condições socioeconômicas em que as crianças são criadas também podem moldar suas escolhas e oportunidades durante a adolescência e a idade adulta.
A exposição a fatores de risco durante os primeiros anos de vida pode ter repercussões significativas no bem-estar mental anos, e até mesmo décadas, mais tarde. As consequências dessa exposição são evidentes nas taxas crescentes de problemas de saúde mental e comportamental em toda a população.
Os transtornos de depressão e ansiedade estão entre as cinco principais causas de carga geral de doenças entre crianças e adolescentes. O suicídio é a principal causa de morte entre os jovens de 10 a 19 anos em países de baixa e média renda, sendo a segunda causa em países de alta renda.
Uma paternidade de apoio, um ambiente familiar seguro e uma atmosfera de aprendizado positiva na escola são fatores-chave na construção e proteção do bem-estar mental, ou capital mental, durante a infância e adolescência.
A saúde mental desempenha um papel crucial na saúde geral das crianças e dos adultos. Para muitos adultos com transtornos mentais, os sintomas estavam presentes na infância e adolescência, embora frequentemente não fossem reconhecidos ou tratados. Para jovens com sintomas de transtorno mental, iniciar o tratamento o mais cedo possível pode ser mais eficaz. O tratamento precoce pode ajudar a prevenir problemas mais graves e duradouros à medida que a criança cresce.
Na nossa sociedade, deparamo-nos com uma diversidade de estigmas e equívocos ligados aos transtornos mentais na juventude, o que naturalmente dificulta a abordagem dessas questões. No entanto, para promover a recuperação da saúde mental, é imperativo buscar informação e assistência de profissionais capacitados na área da psiquiatria.
Saber quando procurar tratamento para transtornos de saúde mental é importante e muitas vezes a família ou os amigos são os primeiros a suspeitar.
Sintomas dos transtornos mentais infantojuvenis
Os sintomas dos transtornos mentais infantojuvenis podem variar amplamente de acordo com a condição específica, mas geralmente incluem mudanças no humor, comportamento e funcionamento cognitivo. Por exemplo, crianças e adolescentes com transtornos do humor podem apresentar tristeza persistente, irritabilidade ou desinteresse em atividades que antes desfrutavam. Transtornos de ansiedade podem se manifestar através de preocupações excessivas, medos irracionais e sintomas físicos como dores de cabeça ou problemas gastrointestinais. Distúrbios do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), podem se caracterizar por dificuldade em prestar atenção, hiperatividade e impulsividade.
- Distúrbios do sono, como insônia ou hipersonia.
- Dores de cabeça frequentes ou inexplicáveis.
- Problemas gastrointestinais, como dores abdominais ou náuseas.
- Fadiga crônica ou falta de energia.
- Mudanças no apetite, resultando em perda ou ganho de peso significativo.
- Queixas somáticas recorrentes sem causa médica identificável.
- Tristeza persistente ou humor deprimido.
- Irritabilidade excessiva, especialmente em resposta a pequenos estímulos.
- Ansiedade intensa, preocupações excessivas ou ataques de pânico.
- Sentimentos de desesperança, desamparo ou desesperança.
- Dificuldade em concentrar-se ou tomar decisões.
- Baixa autoestima ou autoimagem negativa.
- Pensamentos suicidas ou autolesivos.
- Isolamento social ou retirada de atividades e hobbies anteriormente apreciados.
- Comportamento agressivo ou explosões de raiva desproporcionais.
- Dificuldade em interagir com os outros, incluindo problemas de comunicação.
- Evitação escolar ou dificuldade em frequentar as aulas.
- Comportamento de oposição ou desafio às figuras de autoridade.
- Alterações nos padrões de sono ou alimentação.
- Comportamento obsessivo-compulsivo, como rituais repetitivos.
É importante notar que a presença de um ou mais desses sintomas não necessariamente indica a presença de um transtorno mental específico. O diagnóstico adequado requer uma avaliação completa por profissionais de saúde mental, levando em consideração o contexto individual e os padrões de sintomas apresentados pela criança ou adolescente.
Diagnóstico dos transtornos mentais infantojuvenis
O diagnóstico preciso dos transtornos mentais infantojuvenis é fundamental para garantir uma intervenção adequada e oportuna. Geralmente, envolve uma avaliação abrangente que inclui entrevistas com a criança ou adolescente, observação do seu comportamento, coleta de informações junto aos pais, professores e outros profissionais envolvidos, além de, às vezes, testes psicológicos específicos. Os critérios diagnósticos estabelecidos nos manuais de classificação, como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), são frequentemente utilizados como referência pelos profissionais de saúde mental.
Entrevista clínica
O profissional de saúde mental realiza uma entrevista clínica detalhada com a criança ou adolescente e, quando apropriado, com os pais ou responsáveis. Durante essa entrevista, são explorados os sintomas relatados, a história do desenvolvimento, o ambiente familiar, o desempenho escolar e outros aspectos relevantes.
Questionários padronizados
São utilizados questionários e escalas padronizadas para avaliar sintomas específicos e fornecer uma medida objetiva do funcionamento psicológico da criança ou adolescente. Isso pode incluir questionários de avaliação de depressão, ansiedade, TDAH e outros transtornos comuns na infância e adolescência.
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5
Os profissionais de saúde mental usam os critérios estabelecidos no DSM-5 para diagnosticar transtornos mentais. Este manual fornece uma lista de critérios específicos para cada transtorno, incluindo a duração e gravidade dos sintomas necessários para o diagnóstico.
Classificação Internacional de Doenças – CID-10
Em alguns casos, especialmente em contextos internacionais, a CID-10 é utilizada para fins de diagnóstico. Este sistema de classificação também fornece critérios específicos para diagnóstico de transtornos mentais.
Exclusão de causas médicas
Em alguns casos, especialmente quando os sintomas são incomuns ou graves, exames médicos podem ser realizados para descartar causas médicas subjacentes dos sintomas. Isso pode incluir exames de sangue, exames neurológicos, ou exames de imagem, dependendo dos sintomas apresentados.
Avaliação do funcionamento global
O profissional de saúde mental avalia o impacto dos sintomas na vida cotidiana da criança ou adolescente, incluindo o desempenho escolar, relacionamentos interpessoais, atividades extracurriculares e funcionamento familiar.
Observação do comportamento
Além das informações relatadas durante a entrevista, o profissional também pode observar o comportamento da criança ou adolescente em diferentes ambientes para obter uma compreensão mais completa de seus desafios.
Exploração da disposição para o tratamento
Durante a entrevista clínica, o profissional avalia a disposição da criança ou adolescente para participar do tratamento e fazer mudanças em sua vida. Isso pode ajudar a determinar a abordagem mais apropriada para o tratamento, levando em consideração a colaboração do paciente.
Em resumo, o diagnóstico de transtornos mentais infantojuvenis envolve uma avaliação holística que considera uma variedade de informações, incluindo sintomas relatados, critérios diagnósticos, exames médicos, impacto funcional e disposição para o tratamento. Essa abordagem abrangente ajuda a garantir um diagnóstico preciso e o desenvolvimento de um plano de tratamento eficaz e individualizado.
Tratamento para os transtornos mentais infantojuvenis
O tratamento dos transtornos mentais infantojuvenis é multifacetado e geralmente envolve uma abordagem combinada que pode incluir psicoterapia, medicamentos, apoio educacional e intervenções familiares. A psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), pode ajudar a criança ou adolescente a desenvolver habilidades para lidar com seus sintomas e enfrentar desafios emocionais. Em alguns casos, medicamentos, como antidepressivos ou estabilizadores de humor, podem ser prescritos para auxiliar no controle dos sintomas. O apoio educacional, incluindo planos de intervenção individualizados, é muitas vezes necessário para garantir que a criança ou adolescente tenha sucesso acadêmico, apesar dos desafios que enfrentam.
Avaliação inicial
O tratamento geralmente começa com uma avaliação detalhada realizada por um médico psiquiatra especializado em saúde mental infantojuvenil. Durante essa avaliação, o médico coleta informações sobre os sintomas, histórico médico e familiar, e contexto social da criança ou adolescente.
Desenvolvimento do plano de tratamento
Com base na avaliação inicial, o psiquiatra trabalha em conjunto com o paciente e sua família para desenvolver um plano de tratamento personalizado. Isso pode incluir terapia individual ou familiar, medicação e outras intervenções necessárias.
Monitoramento contínuo
O médico psiquiatra acompanha o progresso do paciente ao longo do tempo, ajustando o plano de tratamento conforme necessário para garantir a eficácia e a segurança do tratamento.
Indicação
Em casos graves onde há risco iminente para a segurança do paciente ou de outras pessoas, a internação psiquiátrica pode ser necessária. Isso é geralmente reservado para crises agudas que exigem tratamento intensivo e monitoramento 24 horas por dia.
Estabilização
Durante a internação, o paciente recebe cuidados médicos e terapêuticos para estabilizar sua condição e garantir sua segurança. Isso pode incluir medicação, terapia individual ou em grupo, e outras intervenções conforme necessário.
Planejamento de alta
Uma vez que o paciente esteja estável e seguro, o psiquiatra e a equipe de saúde mental trabalham em conjunto com a família para desenvolver um plano de alta que inclui continuidade do tratamento e apoio para a transição de volta ao ambiente doméstico e escolar.
Terapia cognitivo-comportamental – TCC
Esta forma de terapia ajuda a criança ou adolescente a identificar e modificar padrões de pensamento negativos e comportamentos prejudiciais.
Terapia familiar
Envolvendo a família no processo terapêutico pode ajudar a melhorar a comunicação, resolver conflitos e fortalecer o apoio emocional.
Terapia de grupo
Participar de grupos terapêuticos com outros jovens que enfrentam desafios semelhantes pode fornecer suporte social e oportunidades para aprender habilidades de enfrentamento.
Terapias expressivas
Isso pode incluir arteterapia, musicoterapia ou terapia de jogo, que permitem que a criança ou adolescente se expressem de forma não verbal.
Prescrição por um médico
Em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para ajudar a gerenciar os sintomas. A prescrição desses medicamentos é feita pelo médico psiquiatra, que monitora de perto os efeitos colaterais e a eficácia do tratamento.
Ajuste e monitoramento
O médico psiquiatra ajusta a dosagem e o tipo de medicamento conforme necessário, com base na resposta do paciente e na tolerância aos medicamentos. O monitoramento contínuo é essencial para garantir a segurança e eficácia do tratamento medicamentoso.
O tratamento para transtornos mentais infantojuvenis requer uma abordagem personalizada e colaborativa, envolvendo a participação ativa da criança ou adolescente, sua família e uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde mental.
Internação para pessoas com transtornos mentais
Em situações graves, em que a segurança da criança ou adolescente está em risco iminente ou quando os sintomas são tão debilitantes que interferem significativamente em sua capacidade de funcionar, a internação em um hospital psiquiátrico pode ser considerada. A internação geralmente é reservada para casos de crise aguda e é destinada a estabilizar a condição do paciente e fornecer um ambiente seguro e estruturado para avaliação e tratamento intensivos. No entanto, a internação é geralmente considerada como um último recurso e é preferível que o tratamento seja realizado no contexto ambulatorial sempre que possível, para promover a continuidade do cuidado e minimizar o impacto disruptivo na vida da criança ou adolescente.
Em suma, os transtornos mentais infantojuvenis são condições complexas que exigem uma abordagem holística e colaborativa que envolva profissionais de saúde mental, educadores, pais e cuidadores. Com uma intervenção adequada e oportuna, é possível ajudar crianças e adolescentes a enfrentar os desafios associados a esses transtornos e a desenvolver habilidades para uma vida saudável e produtiva.
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FAQ – Perguntas mais comuns sobre tratamento de transtornos mentais infantojuvenil
SIM — crianças podem ter depressão, mas os sintomas são diferentes dos adultos.
Sim. A depressão infantil existe e é mais comum do que se imagina — afeta cerca de 2% das crianças em idade escolar. O erro mais frequente é não reconhecê-la porque os sintomas diferem dos adultos.
Na criança, a depressão pode aparecer como: irritabilidade em vez de tristeza, queixas físicas sem causa orgânica (dor de barriga, dor de cabeça), recusa escolar, agressividade, choro fácil, perda de interesse em brincadeiras e regressão a comportamentos de fase anterior.
Fatores de risco incluem histórico familiar, trauma, bullying, perdas e ambiente familiar conflituoso. Ignorar os sinais pode comprometer o desenvolvimento emocional e social da criança.
O Hospital Santa Mônica oferece atendimento infantojuvenil especializado, com psiquiatras e psicólogos treinados para diagnóstico e tratamento cuidadoso e adaptado à faixa etária.
SIM — o TDAH é frequentemente confundido com indisciplina ou “falta de limites”.
Essa confusão gera sofrimento desnecessário tanto para a criança quanto para a família. A criança com TDAH não “escolhe” ser agitada ou desatenta — ela tem uma diferença neurológica que afeta o controle inibitório e a regulação da atenção.
Comportamentos como levantar da cadeira na escola, interromper os outros, não terminar tarefas, perder objetos e agir sem pensar são sintomas do TDAH, não “falta de educação”. Puni-la sem tratar a causa só aumenta a baixa autoestima.
O diagnóstico precoce faz enorme diferença. Com tratamento adequado — que pode incluir psicoterapia, orientação para pais e escola, e medicação quando indicada — a criança aprende estratégias e desenvolve seu potencial pleno.
Se você suspeita que seu filho tem TDAH, procure avaliação neuropsiquiátrica no Hospital Santa Mônica.
NÃO — o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, não mental.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é classificado como transtorno do neurodesenvolvimento — uma diferença na forma como o cérebro se desenvolve e processa informações. Não é doença mental, não é causado por vacinas e não tem relação com a criação dos pais.
O TEA se manifesta em diferentes graus de suporte: algumas pessoas são altamente independentes, outras necessitam de apoio contínuo. As características incluem diferenças na comunicação social, padrões repetitivos de comportamento e, frequentemente, sensibilidades sensoriais.
Diagnóstico precoce (idealmente antes dos 3 anos) é fundamental para intervenção terapêutica que maximize o desenvolvimento. Fonoaudiologia, terapia ocupacional, ABA e psicoterapia são pilares do tratamento.
O Hospital Santa Mônica realiza avaliação diagnóstica e acompanhamento multidisciplinar para crianças e adolescentes no espectro autista.
SIM — ansiedade é o transtorno mental mais comum em crianças.
Sim, e é mais frequente do que muitos imaginam. Transtornos de ansiedade afetam cerca de 8% das crianças e adolescentes, sendo a fobia social, a ansiedade de separação e o transtorno de ansiedade generalizada.
Na criança, a ansiedade pode aparecer como: medo excessivo de errar, choro ao ir para a escola, queixas físicas antes de provas, dificuldade para dormir sozinha, comportamento de agarramento e evitação de situações sociais.
Pais e professores muitas vezes interpretam como “timidez” ou “mimado”. Mas quando a ansiedade interfere na vida escolar e social da criança, ela precisa de ajuda profissional.
A TCC adaptada para crianças e o envolvimento da família são pilares do tratamento. O Hospital Santa Mônica oferece atendimento psicológico e psiquiátrico infantojuvenil.
SIM — comportamento rebelde pode ser expressão de sofrimento emocional não verbalizado.
A adolescência é uma fase de intensas transformações. Mas há uma diferença entre a rebeldia esperada do desenvolvimento e comportamentos que sinalizam sofrimento emocional real — como agressividade extrema, isolamento, queda no rendimento escolar, uso de substâncias ou automutilação.
Adolescentes muitas vezes não sabem nomear o que sentem e expressam o sofrimento por meio de comportamento. O que parece “birra” ou “falta de respeito” pode ser depressão, ansiedade, trauma ou transtorno de humor não diagnosticado.
A abordagem punitiva isolada raramente resolve. O que o adolescente em sofrimento mais precisa é ser ouvido sem julgamento e ter acesso a ajuda profissional.
O Hospital Santa Mônica oferece atendimento especializado para adolescentes, com abordagem que respeita sua autonomia e envolve a família de forma cuidadosa.
NÃO — automutilação nem sempre é tentativa de suicídio, mas é sempre um sinal de alerta.
Automutilação (cortes, arranhões, queimaduras na própria pele) e tentativa de suicídio são comportamentos diferentes com motivações distintas. A automutilação é, na maioria das vezes, uma forma de lidar com dor emocional insuportável — não uma tentativa de morrer, mas de “sentir algo” ou aliviar tensão interna.
Isso não significa que deva ser ignorada. Ao contrário: é um sinal claro de que o adolescente está sofrendo além do que consegue suportar sozinho. Sem intervenção, pode evoluir para comportamentos de maior risco.
A resposta ideal não é punir ou minimizar, mas acolher sem julgamento e buscar ajuda profissional imediatamente. Perguntar com cuidado — “o que você está sentindo?” — abre espaço para diálogo.
Todo episódio de automutilação merece avaliação psiquiátrica. O Hospital Santa Mônica oferece atendimento especializado e sigiloso para adolescentes.
SIM — bullying é fator de risco comprovado para transtornos mentais.
Sim. Pesquisas mostram que vítimas de bullying têm risco significativamente maior de desenvolver depressão, ansiedade, fobia social, transtorno de estresse pós-traumático e ideação suicida — tanto na infância quanto na vida adulta.
O bullying não é “coisa de criança” que se resolve sozinha. A repetição e o desequilíbrio de poder que o caracteriza causam dano real ao desenvolvimento emocional. Cyberbullying tem o agravante de não ter fronteiras físicas — a vítima não tem refúgio nem em casa.
Sinais de que a criança pode estar sofrendo bullying: recusa em ir à escola, mudança de comportamento, pesadelos, perda de objetos sem explicação, marcas físicas e queda no rendimento escolar.
Intervenção precoce — com suporte psicológico para a vítima e envolvimento da escola e família — é fundamental. O Hospital Santa Mônica tem equipe preparada para atender crianças e adolescentes vítimas de bullying.
SIM — traumas na infância têm impacto duradouro na saúde mental.
Sim, e as evidências científicas são sólidas. Experiências adversas na infância (ACEs — Adverse Childhood Experiences), como abuso físico ou sexual, negligência, violência doméstica e perda de cuidadores, estão fortemente associadas a maior risco de depressão, ansiedade, TEPT, uso de substâncias e transtornos de personalidade na vida adulta.
O cérebro infantil é extremamente plástico e vulnerável. Traumas repetidos ativam o sistema de estresse de forma crônica, afetando áreas como hipocampo e córtex pré-frontal — regiões essenciais para regulação emocional e memória.
A boa notícia é que o cérebro também tem plasticidade para se recuperar. Intervenção precoce, vínculos seguros e psicoterapia especializada fazem enorme diferença no prognóstico.
O Hospital Santa Mônica oferece atendimento especializado em trauma infantil e adolescente, com abordagem segura e baseada em evidências.
SIM — o uso excessivo de telas está associado a piora da saúde mental em jovens.
Pesquisas recentes mostram associação entre uso excessivo de redes sociais e aumento de depressão, ansiedade, baixa autoestima e distúrbios do sono em adolescentes — especialmente entre meninas.
Os mecanismos incluem: comparação social constante, cyberbullying, exposição a conteúdo nocivo, privação de sono pelo uso noturno e substituição de interações sociais presenciais — que são mais nutritivas emocionalmente — por interações virtuais superficiais.
Isso não significa proibir totalmente as telas. O problema é o uso excessivo, sem supervisão e sem equilíbrio com outras atividades. A qualidade do uso importa tanto quanto o tempo.
Se você percebe que seu filho ou adolescente usa telas de forma compulsiva e apresenta sinais de sofrimento emocional, uma avaliação no Hospital Santa Mônica pode ajudar.
SIM — sem tratamento, transtorno de conduta pode evoluir para problemas graves.
O transtorno de conduta é caracterizado por comportamentos persistentes que violam regras e os direitos dos outros: agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, mentiras frequentes e violação de regras. Sem intervenção, pode evoluir para transtorno de personalidade antissocial na vida adulta.
Causas são multifatoriais: genética, temperamento difícil, trauma, ambiente familiar violento, negligência, exposição precoce a substâncias. O diagnóstico correto diferencia o transtorno de conduta de outros quadros como TDAH ou transtorno bipolar.
Intervenção precoce com psicoterapia, orientação familiar e suporte escolar é a abordagem mais eficaz. Quanto mais cedo, melhores os resultados.
O Hospital Santa Mônica oferece avaliação psiquiátrica infantojuvenil completa e plano de tratamento individualizado para crianças e famílias.
SIM — na grande maioria dos casos, a inclusão escolar é recomendada.
Sim. A inclusão escolar é um direito garantido por lei e, na maioria dos casos, é benéfica para o desenvolvimento social, cognitivo e emocional da criança com transtorno mental. Retirar a criança da escola não é a solução.
O que faz diferença é a escola ter conhecimento sobre a condição da criança e oferecer adaptações necessárias: apoio de professores auxiliares, adequações pedagógicas, ambiente acolhedor e comunicação com a família e a equipe de saúde.
A interação com outras crianças, a rotina escolar e os vínculos com professores são fatores protetores da saúde mental. O isolamento, ao contrário, pode piorar o quadro.
O Hospital Santa Mônica pode emitir laudos, orientar a escola e apoiar a família no processo de inclusão escolar bem-sucedida.
SIM — medicação psiquiátrica infantil é segura quando prescrita por especialista.
Muitos pais ficam preocupados com a ideia de medicar uma criança — e essa preocupação é legítima. Mas quando bem indicada e acompanhada por psiquiatra infantil, a medicação é segura e pode transformar a vida da criança.
Medicamentos para TDAH, por exemplo, têm décadas de estudos de segurança e eficácia em crianças. Antidepressivos pediátricos são usados com cautela e monitoramento frequente. O uso nunca deve ser feito sem indicação e acompanhamento especializado.
A medicação não é a primeira linha em todos os casos — muitas condições respondem bem à psicoterapia e orientação familiar. Mas quando há indicação, recusar o tratamento pode prejudicar mais do que ajudar.
No Hospital Santa Mônica, as decisões sobre medicação são sempre tomadas em conjunto com a família, com explicação clara dos riscos e benefícios.
DEPENDE — o impacto depende principalmente de como a separação é conduzida.
A separação em si não é necessariamente traumatizante para as crianças. O que mais impacta a saúde mental dos filhos é o nível de conflito entre os pais — antes, durante e depois da separação.
Crianças que vivem em lares com conflito conjugal intenso e constante frequentemente apresentam mais problemas emocionais do que crianças cujos pais se separaram de forma respeitosa e mantiveram coparentalidade saudável.
Sinais de que a criança está sendo afetada: regressão de comportamento, pesadelos, queda escolar, agressividade, tristeza persistente e recusa em ver um dos pais.
Acompanhamento psicológico para a criança e orientação aos pais fazem diferença significativa. O Hospital Santa Mônica oferece suporte para famílias em processo de separação.
SIM — o transtorno bipolar pode ter início na adolescência.
Sim. Embora o diagnóstico pleno muitas vezes só seja estabelecido na vida adulta, estudos indicam que entre 10% e 20% dos casos de transtorno bipolar têm início antes dos 18 anos. E o início precoce tende a ser mais complexo.
No adolescente, o transtorno bipolar pode ser difícil de identificar porque a oscilação de humor intensa é comum nessa fase. Mas episódios maníacos ou depressivos graves, com duração e intensidade incomuns, exigem avaliação cuidadosa.
Diagnóstico diferencial com TDAH, depressão e uso de substâncias é essencial. O diagnóstico equivocado pode levar a tratamentos inapropriados que pioram o quadro.
O Hospital Santa Mônica conta com psiquiatras infantojuvenis experientes para avaliação criteriosa e definição do plano de tratamento mais adequado para o adolescente.