Ebook Transtorno mental infantojuvenil: quais os fatores associados?

Os transtornos mentais em crianças e adolescentes merecem um cuidado especial, exigindo, assim, diagnóstico e intervenção precoce. Dessa forma, é possível garantir o bem-estar desse público, além de evitar prejuízos ao aprendizado e à socialização ou complicações na vida adulta.

Revisão: Dra. Mariana Aguiar Ceron, médica | CRM SP 192320

Quais as chances de crianças e adolescentes terem transtornos mentais?

De acordo com o Unicef, os problemas mentais atingem cerca de 15% do público entre 10 e 19 anos na América Latina. No Brasil, uma pesquisa do Instituto Cactus apontou que jovens entre 16 e 24 anos são os mais afetados por problemas de saúde mental.

No caso do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), por exemplo, um estudo mostra que 5,29% das crianças e adolescentes no Brasil apresentam a condição. Dados do CDC, dos Estados Unidos, apontaram que uma a cada 36 crianças tem TEA.

Quais os fatores associados aos transtornos mentais infantojuvenil?

Os transtornos mentais em crianças e adolescentes podem ter características diferentes e se desenvolver devido a uma série de fatores, como os genéticos, biológicos, ambientais e psicossociais. “Cada caso é único, e não existe uma só causa para os transtornos mentais em jovens”, salienta a médica.

Como tratar os transtornos mentais em crianças e adolescentes?

Cada transtorno pode se desenvolver de forma diferente no indivíduo, porém, após a consulta com o psiquiatra e o neuropediatra e o diagnóstico, a conduta de tratamento vai respeitar cada caso e pode envolver medicação e terapias (psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia e outras).

Além disso, cabe destacar que o envolvimento da família e da escola na conduta adotada é importante para que o tratamento traga resultados e qualidade de vida para o paciente.

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