Síndrome de Asperger: qual o melhor tratamento? - Hospital Santa Mônica
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Dificuldades de se relacionar socialmente, comunicar-se com as outras pessoas e de lidar com estímulos e sentidos fazem parte da vida de quem é diagnosticado com a síndrome de Asperger, um transtorno sobre o qual ainda predomina forte estigma.

Hoje, segundo informações da Organização Mundial da Saúde, OMS, uma em cada 160 crianças em todo o mundo tem algum dos transtornos do espectro autista (TEA), entre os quais o Asperger se enquadra.

Quer entender mais sobre o tema e compreender qual é a melhor alternativa para tratá-lo ou recomendar o tratamento a alguém que conheça? Então, continue a leitura de nosso artigo adiante!

O que é a síndrome de Asperger?

A síndrome de Asperger é uma doença neurocomportamental que tem origem genética. Nela, o desenvolvimento do indivíduo é perturbado no que diz respeito a suas habilidades de comunicação, convívio social e comportamento. Apesar das alterações, não há marcadores biológicos, o que pode dificultar o diagnóstico.

Pertencente aos transtornos do espectro autista (TEA), também conhecidos como desordens do espectro autista (DEA), integra a categoria juntamente ao autismo clássico e ao distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD — SOE).

A classificação se deve ao fato de que o termo espectro configura variações relacionadas a quão intenso é o problema em cada pessoa. Embora não acarretem alterações biológicas nos indivíduos que as têm, todas elas apresentam, em algum grau, comprometimento das capacidades de linguagem, comunicação, relacionamento e sentidos.

Também conhecida como autismo de alto desempenho, já que aqueles que naqueles que a apresentam se observam dificuldades reduzidas em comparação a outros autistas, seus portadores são mais ligados à linguagem verbal e costumam ser extremamente inteligentes ao se especializarem em algo.

Não à toa, são frequentemente relacionados a gênios, embora esse não seja um estereótipo favorável, já que é comum que pessoas com a síndrome sofram de preconceito devido a suas formas diferentes de se expressar e às dificuldades de dialogar com os demais.

Sintomas da síndrome de Asperger

Depois de entender mais sobre a definição da síndrome de Asperger, conheça a seguir, detalhadamente, alguns dos sintomas mais comuns entre seus portadores.

Dificuldade de se relacionar socialmente

Quem tem Asperger frequentemente costuma apresentar problemas na adequação a regras sociais, mesmo em situações que pareçam banais para outras pessoas. Enquanto para pessoas sem o transtorno pode ser uma tarefa extremamente corriqueira a de puxar assunto ou dar início a uma conversa com um desconhecido, para eles pode ser mais desafiador.

Essa questão, em alguns casos, pode impactar nos relacionamentos familiares, amorosos e na construção de novas amizades.

Comportamentos repetitivos

Devido a uma necessidade de segurança e a uma forma diferente de pensar, indivíduos com síndrome de Asperger podem ser sistemáticos e se prender a alguns padrões por necessidade de segurança.

Dessa forma, suas ações costumam ter uma notável repetição, o que pode chamar a atenção de outras pessoas não habituadas às condições do transtorno.

Dificuldades para se comunicar

Visto que os lapsos de linguagem têm relação direta com os transtornos do espectro autista, é recorrente que a dificuldade de se comunicar faça parte do dia a dia de quem tem Asperger.

Momentos como o de falar em público, expressar ideias ou de se apresentar podem ser particularmente difíceis e requerem uma abordagem diferente.

Entraves para autorregulação de emoções

Com dificuldades relacionadas à linguagem verbal e a não-verbal e ao próprio exercício da empatia, quem tem síndrome de Asperger também pode apresentar mais entraves do que outras pessoas para regular suas emoções.

Isso faz com que se tornem extremamente intensos ou apáticos em casos de demonstrações de afeto, raiva, ciúme, alegria, entre outros.

Sensibilidade a estímulos sensoriais

Toda a sensibilidade ligada aos sentidos é aflorada em quem convive com o Asperger. Assim, é fundamental que, uma vez diagnosticado o indivíduo, as pessoas que convivam com ele saibam respeitar seu espaço e compreender, dessa forma, quando é adequado ou não se aproximarem.

Diagnóstico

O diagnóstico do transtorno, como no caso do autismo, é feito de forma clínica, com médico psiquiatra. Nele, são levados em consideração a combinação de alguns dos sintomas citados anteriormente e as práticas estipuladas pelo Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria, bem como pelo CID-10, ou seja, a Classificação Internacional de Doenças da OMS.

Considerando-se que os neurônios relacionados à comunicação e à linguagem tendem a se desenvolver até os três primeiros anos de vida, o diagnóstico precoce de Asperger é o ideal para que o tratamento se inicie o quanto antes.

É importante, desse modo, que pais, professores e demais responsáveis estejam atentos aos hábitos e comportamentos das crianças em seus cinco primeiros anos de vida, quando os transtornos do espectro autista podem se aflorar.

Tratamento para síndrome de Asperger

Não existe cura para síndrome de Asperger, mas é possível fazer um tratamento que minimiza os sintomas e dá qualidade de vida a seus portadores em todas as fases da vida.

Para tanto, é essencial que seja feito desde a infância, já que ajuda no desenvolvimento de de melhores habilidades de comunicação e permite que sejam estabelecidos relacionamentos saudáveis, evitando que essas pessoas se sintam solitárias.

As opções de tratamento ajudam os pacientes, especialmente as crianças, no início, a lidarem melhor com seus desafios sociais, impulsos, emoções e dificuldades motoras. Entre as formas possíveis, há terapia, medicação e abordagens alternativas.

Terapia cognitiva comportamental

Nesse caso, a prática ajuda o paciente a regular suas emoções e a falar sobre elas. Durante as sessões, o psicólogo encoraja quem tem Asperger a mudar seus pensamentos e a reduzir, desse modo, suas angústias. Com destaque àquelas sentidas no convívio com mais pessoas.

Terapia ocupacional

Outra ótima opção é a terapia ocupacional, que pode ser complementar e auxilia a estabilizar os sentidos, bem como melhora na coordenação motora e outros aspectos a ela relacionados.

Outras terapias válidas são aquelas que envolvem o treinamento de habilidades sociais e linguagem, controle da raiva, terapia familiar e terapias educacionais. Além disso, profissionais recomendam a prática de esportes, massagem, yoga e meditação para manutenção do bem-estar.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso só é recomendado a pacientes com sintomas secundários ou outros distúrbios associados à síndrome de Asperger, como ansiedade, depressão e hiperatividade. Antes de tomar quaisquer remédios, é imprescindível ter acompanhamento e aval médico.

Asperger e indicação ao prêmio Nobel

Recentemente, ganhou destaque em todo o mundo o caso de Greta Thunberg, uma jovem sueca de 16 anos que deixou de ir a algumas aulas para protestar por medidas relacionadas às mudanças climáticas.

Diagnosticada com Asperger, Greta já discursou no Fórum Econômico Mundial diante de grandes líderes e na Conferência do Clima da ONU. 

Ao fim, ainda que o diagnóstico de síndrome de Asperger possa ser difícil, no início, uma vez que o paciente dá início ao tratamento correto e conta com o suporte de uma instituição de saúde especializada, como o Hospital Santa Mônica, referência no Brasil na área psiquiátrica, é possível ter muito mais qualidade de vida e conviver com aqueles que ama sem que seus modos de se expressar interfiram negativamente nesses relacionamentos.

Quer saber mais sobre o trabalho que realizamos ligado ao Asperger e a outros transtornos relacionados? Então, entre já em contato conosco e conheça os demais serviços!

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