Comportamento suicida: saiba como identificar todos os sinais - Hospital Santa Mônica
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Tristeza excessiva, variações bruscas de humor, calma após um longo episódio de depressão, tentativa de reconciliação com quem está próximo, fixação pela ideia de fazer um testamento. Essas são algumas atitudes que podem revelar um comportamento suicida.

Se alguém que você ama estiver agindo dessa forma, você pode ter atenção e ajudar. O suicídio, afinal, é um problema grave, cujas motivações podem ser tratadas quando ainda está no âmbito da ideação. Hoje, a cada 40 segundos que se passam, uma pessoa dá fim à sua própria vida no planeta, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para saber mais sobre o tema e identificar todos os sinais que possam apontar para ele, continue a leitura de nosso artigo a seguir.

O suicídio no mundo e no Brasil

A cada ano, 800 mil pessoas se suicidam em todo o mundo. Os dados da OMS revelam, ainda, que essa é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. 

No Brasil, em 2016, foram registradas mais de 11 mil mortes por suicídio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O número representa cerca de uma morte a cada 45 minutos e a maior taxa de vítimas é representada por homens jovens e indígenas. 

Entender o suicídio é uma questão complexa, já que ele envolve fatores de ordem genética, psicológica, sociológica e biológica Seja por momentos de crise, brigas em relacionamentos, impulso, falta de oportunidades ou desilusão pela vida, é comum, também, que os casos estejam relacionados a transtornos mentais, como depressão e ansiedade, e ao uso de drogas.

Fatores de risco para suicídio

Embora não haja causas únicas que expliquem o suicídio, é válido mencionar aquelas que são mais recorrentes, como: 

  • estresse social;
  • perda de emprego;
  • dificuldades financeiras (não à toa, 75% dos países que registram suicídios são emergentes ou subdesenvolvidos);
  • problemas de relacionamento;
  • traumas, como abusos sexuais;
  • depressão;
  • esquizofrenia;
  • abuso de álcool;
  • baixa autoestima;
  • sofrimento em relação à orientação sexual;
  • dificuldade de enfrentar problemas;
  • doenças e dores crônicas;
  • acontecimentos destrutivos, como guerras e grandes conflitos.

Esses fatores podem aparecer isoladamente e, em alguns casos, ainda, combinados.

Comportamento suicida e dependência química

Como relatamos, a dependência química e o uso de drogas são considerados fatores de risco para o comportamento suicida. De acordo com o relatório sobre prevenção de suicídio da OMS, 90% dos casos de suicídio entre crianças e adolescentes teve como pretexto alguma perturbação mental, como ansiedade, oscilações bruscas de humor e abuso do uso de drogas e outras substâncias químicas. 

Dentre elas, é possível destacar a maconha, visto que é a droga ilícita mais consumida em todo o mundo. No último ano, de acordo com pesquisa promovida pelo departamento de Psiquiatria da American Medical Association, 3,8% da população mundial fez uso de maconha.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a porcentagem de jovens de 18 a 29 anos que declararam ter usado maconha dobrou de 2002 a 2012. Os estudos revelaram que ainda que os fatores para o suicídio sejam variados, a exposição à maconha pode aumentar seus riscos devido ao efeito que o THC provoca na psique.

O uso de drogas na juventude, além disso, pode levar a quadros de transtorno de ansiedade, capazes de aumentar a angústia dos jovens a ponto de fazê-los acreditar que a melhor saída para seus problemas seja, de fato, recorrer à morte. 

O que caracteriza o comportamento suicida?

Tem alguém que você ama que está sofrendo e desconfia de que a pessoa esteja com sinais de comportamento suicida? Então, você pode ajudar prestando atenção a alguns sintomas do suicídio, como os que citamos a seguir.

Falta de interesse pelo próprio bem-estar

O comportamento suicida tende a estar relacionado à falta de autocuidado, já que há uma perda de vínculo gradual do paciente consigo. Aos poucos, sua própria vida deixa de ser importante e atividades do dia a dia vão se perdendo.

Pode-se falar aqui sobre redução de hábitos de higiene, perda de vaidade, indiferença em relação a como se portar e até mesmo em situações de desconforto, como sensação de dor e frio.

Queda da produtividade nos estudos e no trabalho

A falta de atenção e a perda de motivação para se concentrar em tarefas do cotidiano também são preocupantes quando há suspeita de suicídio. Aos poucos, elas começam a refletir no trabalho, nos estudos…

É possível notar dificuldades de concentração, ansiedade, desatenção e limitação para concluir tarefas importantes. Aqui, os colegas profissionais e companheiros de sala podem ser aliados importantes para notar os sintomas.

Mudança nos padrões alimentares e de sono

Quaisquer alterações bruscas e intensas nos padrões de alimentação e de sono têm a chance de estar relacionadas a um transtorno mental e a um risco de suicídio. Se o indivíduo tem comido demais ou deixado de comer, por exemplo.

Ainda, quando dorme por horas ininterruptas ou passa madrugadas em claro, é sinal de que algo não está bem e requer atenção.

Intensidade na procura por sexo

Hábitos considerados promíscuos, como a súbita procura por diferentes parceiros e relações sexuais sempre desprotegidas apontam, em alguns casos, um comportamento destrutivo que se relaciona ao suicídio. Se algum amigo seu apresentá-los, aconselhe!

Tentativa de fazer as pazes com todas as pessoas

As tentativas sucessivas de fazer as pazes com as outras pessoas revelam hábitos comuns do comportamento suicida. Elas expõem, afinal, uma forma de buscar a reconciliação para dar encerramento à própria vida. 

É importante destacar que, antes desses sinais, ainda que de forma sutil, pode haver pedidos de ajuda a amigos. Assim, se alguém que está próximo a você estiver pedindo sua opinião ou quiser desabafar a respeito, não espere ser tarde demais: busque ajuda.

Ajuda para comportamento suicida

Uma vez detectado o comportamento de risco e a tentativa de suicídio, é fundamental buscar aconselhamento e apoio médico. Assim, os profissionais voltam suas atenções ao tratamento cognitivo comportamental.

Nele, enfatizam na capacidade de enfrentamento de problemas, especialmente quando os indivíduos em questão são crianças e a adolescentes. Depois, trabalha-se na melhora da autoestima dos pacientes e na modificação de comportamentos que reflitam dificuldades de adaptação, bem como na solução de conflitos.

Se houver quaisquer transtornos mentais ou dependência químicas relacionadas, é imprescindível que haja suporte de um hospital de referência em psiquiatria para promover o tratamento multidisciplinar, como o Hospital Santa Mônica.

Ao fim, o comportamento suicida, por mais preocupante que seja, especialmente quando é perceptível em alguém que amamos, pode ajudar a contornar o problema e tratá-lo antes que leve, de fato, à morte. Com cuidado, diálogo e apoio médico, tudo pode se resolver, assegurando uma vida-longa, com bem-estar e tranquilidade.

Quer buscar ajuda e tratamento para alguém? Então, entre em contato com o Hospital Santa Mônica por nossa página de atendimento ou nos envie uma mensagem pelo WhatsApp.

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