Alzheimer: 4 sinais que indicam necessidade de internação

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O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, considerada uma das principais formas de demência, com prevalência entre pacientes idosos. Nela, há perda de memória e da capacidade de aprender que, aos poucos, passam a comprometer até mesmo a realização de tarefas banais do dia a dia.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, hoje há mais de 1 milhão de portadores no Brasil. No mundo, o número ultrapassa 35 milhões. Seus sintomas, que começam com esquecimentos sutis, podem levar à completa dependência de um cuidador para atividades como comer e realizar a higiene pessoal.

Para entender mais sobre a doença, conheça a seguir quatro sinais que indicam a necessidade de internação do paciente e saiba como é realizado o tratamento.

1. Dificuldade de realizar a higiene pessoal

O Alzheimer costuma ser classificado em três estágios: leve, moderado e avançado. Quando o transtorno está em seu estágio avançado, dessa forma, impacta ações de cuidados pessoais e até mesmo a capacidade de ir ao banheiro, com casos comuns de incontinência urinária e fecal.

Assim, a internação é recomendada a fim de que os pacientes possam receber as intervenções clínicas necessárias para que não tenham problemas com a evacuação e recebam auxílio na hora de tomar banho, pentear os cabelos e escovar os dentes, por exemplo.

2. Problemas para se alimentar

À medida que a doença avança, é comum que os pacientes se esqueçam de comer. Aos poucos, todavia, ela afeta até mesmo a capacidade de desempenhar essa ação, o que demanda acompanhamento.

Em casos mais avançados, há dificuldade de deglutição, o que torna fundamental o uso de sonda para nutrição do indivíduo.

3. Facilidade para se perder fora de casa

Conforme a doença progride, seus sintomas podem ser identificados pelo próprio paciente, enquanto a demência não tem um avanço extremo, ou por familiares e pessoas próximas.

É recorrente entre esses sintomas. a partir do estágio moderado, que haja limitações para andar na rua, como em visita a locais da vizinhança, e surja em seu lugar dificuldade para retornar ao lar.

Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre algum idoso perdido na rua, certo? Esse é um quadro comum que o Alzheimer pode acarretar e a internação se torna uma alternativa segura para a integridade do paciente, já que sua vulnerabilidade pode expô-lo a riscos e até mesmo à má fé de pessoas com intenção de os roubar ou praticar violência contra eles.

4. Excesso de agitação e agressividade

A demência e a perda de memória são situações bastante duras de se lidar, capazes de afetar a autoestima e o humor dos pacientes com Alzheimer.

Casos nos quais há episódios sucessivos de agitação e agressividade podem precisar de um auxílio médico diário, com prescrição de medicamentos e cuidados clínicos possíveis à manutenção de seu bem-estar

Como é feito o tratamento?

Hoje, ainda não há cura para o mal de Alzheimer. A medicina apresenta, entretanto, formatos de tratamento capazes de prolongar as fases iniciais da doença e amenizar seus sintomas, permitindo aos pacientes mais qualidade de vida e momentos agradáveis ao lado da família e dos amigos.

A primeira medida é o tratamento farmacológico. Nele, é utilizada uma medicação capaz de inibir a degradação da acetilcolina, uma substância presente no cérebro que pode ser a responsável pelo avanço da doença.

Ademais, cada sintoma psicológico e comportamental pode solicitar remédios específicos voltados a manter o quadro estável.

Tão importantes quanto a utilização de medicamentos são as estimulações das capacidades cognitivas, sociais e físicas de cada indivíduo. Com o exercício delas, acredita-se que seja possível frear por mais tempo o avanço da doença a seu estágio mais avançado.

Podendo ser necessária a partir do momento em que o Alzheimer causa declínio cognitivo moderado a severo, a internação é uma forma de garantir sua segurança e a terapia necessários a mantê-lo bem por mais tempo, de modo que possa ter uma qualidade de vida mais satisfatória diante de suas limitações.

Se você quiser saber mais sobre internação e tratamento para a doença, entre em contato com nossa equipe, do Hospital Santa Mônica.

Atividade física no tratamento geriátrico: a importância de escolher um hospital que ofereça esse tratamento

hidroginastica para idosos

Estar em movimento é uma atitude saudável para pessoas de todas as idades. Contudo, a prática regular de atividade física se torna ainda mais determinante aos idosos que buscam qualidade de vida e bem-estar.

Os brasileiros, afinal, estão envelhecendo e se conscientizando sobre a importância de cuidar de sua saúde. Hoje, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida da população é de 76 anos. Em 2000, não chegava a 70.

Para idosos, a prática regular de exercícios é essencial à saúde do corpo e da mente. Assim, ela ajuda não somente a melhorar seu condicionamento físico, mas também a amenizar sintomas de outros males, como estresse e depressão.

Leia mais sobre o tema a seguir e entenda como a atividade física pode ser utilizada no tratamento geriátrico.

De que forma a atividade física colabora com o tratamento?

Em geriatria, seja em casos de demência, Alzheimer, Parkinson ou de quaisquer transtornos mentais, a atividade física é uma das frentes que ajudam a melhorar o funcionamento do corpo, de modo que promove:

  • aumento da qualidade do sono;
  • melhora da flexibilidade e alongamento;
  • maior resistência;
  • preservação e ganho de massa muscular;
  • diminuição de dores articulares e quadros inflamatórios;
  • preservação da integridade óssea;
  • controle e manutenção do peso saudável.

Além disso, para aqueles que já apresentam doenças crônicas, tais quais diabetes ou hipertensão arterial, deixar o sedentarismo de lado diminui a intensidade dos sintomas incômodos e ajuda a normalizar resultados de exames. Entre eles, a aferição da pressão e as taxas de glicemia no sangue.

Atividades físicas recomendadas

Para eficácia do tratamento geriátrico, embora não haja dúvidas sobre os benefícios da promoção de uma vida em movimento, é fundamental ter alguns cuidados. Destes, prevalece a importância de escolher a atividade física adequada, na qual as possibilidades de lesões, quedas ou fraquezas sejam reduzidas.

Além disso, o acompanhamento de profissional da área permite que músculos, articulações e ossos sejam preservados enquanto os indivíduos da terceira idade os estimulam. A seguir, conheça mais sobre opções recomendadas à faixa etária.

Hidroginástica

A hidroginástica já é bastante popular entre idosos e é fácil compreender os motivos. Com aulas realizadas totalmente dentro de piscinas, a água faz com que não haja quaisquer impactos decorrentes dos exercícios executados.

Assim, durante a prática, o educador físico ensina sequências que trabalham a força, a resistência, o alongamento e a capacidade cardiorrespiratória, sem causar riscos a seus alunos. Além disso, a água ajuda a promover a calma e o bem-estar de todos.

Caminhada

Sem tanto impacto quanto outros exercícios aeróbicos, como a corrida, a caminhada é uma ótima opção de atividade física.

Nela, dá para visitar lugares que o paciente gosta e proporcionar a ele o acompanhamento de pessoas queridas, já que caminhar não requer muitos acessórios nem tampouco investimentos além de tênis e roupas esportivas confortáveis.

Dança

Dançar é uma expressão corporal e artística de muita força que pode ser mantida durante a terceira idade.

Além de ajudar a trabalhar o condicionamento físico com movimentos que requerem vigor, a depender do ritmo escolhido, ela também atua ao promover melhora da autoestima e do bem-estar do paciente. Em aulas de dança, afinal, é comum haver diversão entre uma nova sequência e outra, acompanhadas do estímulo musical.

Alongamento

Manter a musculatura bem alongada é uma forma de mantê-la desperta sem correr o risco de comprometê-la. Assim, essa prática ajuda a renovar a lubrificação das articulações, como dos discos da coluna, o que aumenta sua mobilidade, e também a promover o relaxamento mental dos idosos em terapia.

Ao fim, independentemente da atividade física recomendada pelo geriatra, não há dúvidas de que o tratamento de pacientes da terceira idade só tem a ganhar com ela. Para isso, a recomendação é selecionar um local adequado, como o Hospital Santa Mônica, referência em tratamento geriátrico, com infraestrutura completa para práticas em ambientes equipados e ao ar livre, em espaços amplos e agradáveis.

Quer saber mais e tirar suas dúvidas sobre tratamento geriátrico, além das opções de atividades físicas oferecidas a eles? Então, entre em contato conosco!

Hospital Santa Mônica passa a atender pacientes da AMIL

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O Hospital Santa Mônica comunica que acaba de firmar um acordo comercial com a AMIL, para prestar assistência na área de retaguarda clínica, psiquiatria e dependência química.

Segundo Alexandre Bellizia, Diretor Institucional do Hospital “para o Hospital Santa Mônica, contar com a AMIL dentre as operadoras, é um importante diferencial, além de ser um prazer poder prover assistência médica de qualidade na área da saúde mental e dependência química para clientes da operadora em todo o Brasil”.

 

Sobre o Hospital Santa Mônica

O Hospital Santa Mônica é um dos poucos hospitais no Brasil com foco em saúde mental e dependência química, além de atuar como Hospital de Transição para o cuidado com o idoso. Oferece assistência diferenciada para pacientes a partir dos 12 anos, com todo o cuidado e conforto que o paciente precisa.

  • Estrutura hospitalar completa, situado em uma área com mais de 80 mil m2, sendo 50 mil m2 de mata nativa preservada, academia de ginástica, quadra de futebol e voleibol, piscina, com grade terapêutica diária para os pacientes;
  • Qualidade assistencial integral prestada por médicos clínicos, psiquiatras e geriatras, além de equipe multipro­ssional especializada no atendimento aos pacientes com transtorno mental, dependência química e geriatria; Unidade de Internação Infantojuvenil e adulto;
  • Unidade de Dependência Química e Unidade de Cuidados Agudos em Saúde Mental; ampla cobertura nacional com mais de 40 operadoras credenciadas; Hospital de Transição para pacientes geriátricos, internados diretamente no hospital ou provenientes de outras instituições hospitalares e empresas de home care; Unidade Avançada Externa Ambulatorial – Unidade Integrativa Santa Mônica.

 

Sobre a AMIL

 

Amil é uma empresa brasileira de assistência médica, fundada em 1978 por Edson de Godoy Bueno no Rio de Janeira. Possui 6,2 milhões de beneficiários e conta com uma extensa rede médica credenciada no país, que abrange cerca de 30,3 mil prestadores de serviço – entre hospitais, clínicas, consultórios médicos, laboratórios e centros de diagnóstico por imagem.

Em 2012, a Amil passou a fazer parte do UnitedHealth Group. Em novembro de 2015, a Amil foi reconhecida como uma das 20 empresas mais inovadoras do país pelo ranking Best Innovator, da revista Época Negócios e da consultoria A.T. Kearney. Em 2016, foi criado o UnitedHealth Group Brasil, que abrange três unidades de negócio distintas: a Amil, focada em benefícios de saúde; o Américas Serviços Médicos, focado em serviços médico-hospitalares; e a Optum, que oferece serviços de saúde integrados à tecnologia da informação.

Alzheimer precoce e uso de drogas: existe uma relação?

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A doença de Alzheimer é uma das formas mais comuns de demência entre idosos e caracteriza-se pela degeneração progressiva do sistema nervoso central. Quando se manifesta antes dos 65 anos, é chamada de Alzheimer precoce e geralmente está associada a mutações genéticas transmitidas por sucessivas gerações.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 47 milhões de pessoas no mundo sofrem de demência, sendo a doença de Alzheimer responsável por 60% a 70% dos casos — 5% deles são de início precoce. No Brasil, estima-se que mais de 1,2 milhão de pessoas sofrem dessa enfermidade.

Apesar de a genética ser o principal fator de risco para o Alzheimer precoce, aspectos ambientais, como o abuso de drogas, também podem antecipar o desenvolvimento da doença. Para saber mais sobre essa relação, continue acompanhando este artigo!

A relação entre Alzheimer precoce e uso de drogas

Tanto drogas lícitas quanto ilícitas trazem prejuízos à saúde física e mental. O abuso dessas substâncias pode alterar ou danificar o funcionamento do cérebro, principalmente nos jovens, contribuindo para o aparecimento de transtornos, como a depressão, que é um dos fatores de risco da doença de Alzheimer.

Além disso, um estudo realizado no Centro Médico Monte Sinai, nos Estados Unidos, concluiu que o excesso de consumo de cigarros e bebidas alcoólicas aumenta a chance de uma pessoa desenvolver Alzheimer mais cedo. Os dados mostraram que os voluntários que tinham o hábito de beber em excesso manifestaram a doença, em média, 4,8 anos antes dos demais; já os fumantes, 2,3 anos antes.

Outra pesquisa recente publicada no periódico The Lancet Public Health também mostra indícios dessa relação. Dos mais de 57 mil casos de demência de inícios precoces analisadas, 57% estavam relacionados com o consumo intenso e crônico de álcool. Para os autores do estudo, os danos causados no cérebro são permanentes, mesmo para quem passa por um período de abstinência.

Os sintomas e diagnóstico do Alzheimer precoce

Uma das principais características do Alzheimer precoce é o rápido declínio das funções cognitivas, principalmente a memória. Quem sofre desse transtorno também pode apresentar ansiedade, cansaço, apatia, irritação e dificuldade de se comunicar, de realizar movimentos coordenados, de fazer julgamentos, e de realizar atividades diárias.

O diagnóstico da doença é feito com base em uma avaliação clínica detalhada, que inclui exames laboratoriais, análise de imagens do sistema nervoso central e testes cognitivos e psicológicos. No caso de pessoas com histórico familiar, o médico pode solicitar um teste genético para detectar o risco de Alzheimer precoce.

O tratamento de Alzheimer precoce

Apesar de a doença de Alzheimer não ter cura, há medicamentos que auxiliam no controle dos sintomas e tratamentos não farmacológicos que se baseiam em atividades de estimulação cognitiva, física e social para aumentar a autoestima e o bem-estar do paciente.

O Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental e oferece assistência para pessoas com Alzheimer e seus familiares, inclusive com a Intervenção Assistida por Cães, uma terapia que ajuda a melhorar a qualidade de vida do paciente com esse tipo de transtorno.

Agora que você já sabe qual é a relação entre Alzheimer precoce e o uso de drogas, leia o nosso artigo sobre a importância do apoio de amigos e familiares no processo de abandono do vício em substâncias de abuso.

Como lidar com o abandono de idosos durante as festas de fim de ano

abandono de idosos

As festas de fim de ano movimentam as vidas de famílias e fazem com que todos permaneçam mais tempo ocupados, tanto para planejar quanto para frequentar reuniões. Os mais velhos, todavia, podem não conseguir acompanhar a programação. Assim, neste período, é fundamental adotar também cuidados especiais para evitar o abandono de idosos.

Hoje, o Brasil tem mais de 30 milhões de idosos em sua população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Em 2017, o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos, registrou mais de 33 mil denúncias e 68 mil violações contra indivíduos com mais de 60 anos, dados que abrangem negligência, violência psicológica e outras formas de abuso.

Na velhice, como em outras fases da vida, o respeito é essencial. Devido às dificuldades criadas pelo avanço da idade, contudo, tais quais limitações físicas, dores e doenças crônicas, o acompanhamento com amor, carinho e atenção faz toda a diferença. Saiba a seguir como evitar o abandono de idosos no período de fim de ano.

Programe-se com antecipação

A família está planejando férias, com viagens, ou estará excessivamente atarefada devido à organização das festas? Longos períodos de ausência e ocupação requerem a atenção de alguém que possa estar próximo ao idoso.

Além disso, o final do ano pede mais cuidado e amor às pessoas mais velhas, já que a época tem o potencial de despertar lembranças de entes que já se foram e sentimentos negativos, capazes de levar a um quadro de depressão.

Um hospital especializado, com infraestrutura de qualidade, evita o isolamento social e a condição de abandono. Ao planejar os dias de permanecimento do idoso no local, é possível prepará-lo com antecedência à situação e deixá-lo mais à vontade.

Evite riscos e danos à saúde física e psicológica do idoso

O abandono configura toda situação em que os responsáveis abrem mão de zelar pelos indivíduos da terceira idade, falhando ao oferecer a eles higiene, alimentação e segurança adequados.

Nessas circunstâncias, aumentam-se as chances de haver danos físicos, como riscos de contrair infecções, sem cuidados de higiene básicos, problemas pulmonares, complicações alérgicas, desnutrição, sintomas decorrentes de ausência de medicamentos e até úlceras de pressão.

No âmbito psicológico, ser deixado de lado é extremamente danoso para a saúde mental. A situação pode levar a crises de ansiedade, confusão, tristeza extrema e a síndrome do pânico, visto que alguns idosos podem se sentir bastante dependentes de seus cuidadores.

Escolha um hospital especializado de confiança

Instituições especializadas, como o Hospital Santa Mônica, representam uma opção segura para garantir o bem-estar dessas pessoas. Hoje, somos o único hospital psiquiátrico privado certificado pela ONA e dispomos de estrutura completa, com médicos especialistas capazes de monitorar diariamente a saúde de seu familiar querido.

O atendimento e o cuidado humanizado fazem parte de nossa rotina e os pacientes idosos contam com serviços de geriatria, fisioterapia, nutrição, espaço de bem-estar, terapia ocupacional, academia e quadras esportivas. Principalmente, dispõem de agradável espaço para convívio social enquanto seus familiares estiverem longe.

Evitar o abandono de idosos, acima de tudo, é valorizar a vida e amparar pessoas queridas durante a velhice, permitindo que avancem em seus caminhos com tranquilidade e equilíbrio emocional.

Para saber mais sobre os serviços do Hospital Santa Mônica e conhecer as opções que oferecemos ao caso de quem está sob seus cuidados, fale já conosco!

Hospital Santa Mônica implanta Intervenção Assistida por Cães

Intervenção Assistida por Cães

Cães Terapêuticos: Ajudam a Melhorar a Vida das Pessoas com Doença Mental

Hospital Santa Mônica passa a contar com a Intervenção Assistida por Cães. A terapia utiliza a interação entre terapeutas e cães para potencializar os processos de aprendizagem, auxiliar no desenvolvimento social e ainda gerar melhorias na saúde, bem-estar e autoestima dos pacientes.

Segundo o fisioterapeuta Vinicius Fava Ribeiro, um dos fundadores do Humanimais que realiza um trabalho voltado para Intervenção Assistida por Cães “nossa atuação é voltada para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças como: esquizofrenia, déficit de atenção, depressão, transtorno bipolar, entre outros”. Vinicius reforça também que “os efeitos da terapia são potencializados tanto em crianças, quanto em adultos e pacientes geriátricos, além daqueles em cuidados paliativos, dando suporte aos acompanhantes”.

Vinicius é dono do Madiba, um dos cães terapeutas do Humanimais e garante que a interação com o animal pode ajudar no processo de recuperação de memórias e tirar a pessoa do isolamento.

Ainda segundo o especialista, cada cachorro recebe um treinamento específico de acordo com a função que irá desempenhar, o que influencia é a análise do comportamento do animal, não da raça. O Madiba foi treinado desde pequeno para atuar como cão terapeuta, considerando seu perfil ativo e brincalhão, mas também muito educado. “E ele foi basicamente treinado pelos pacientes, que ensinaram vários comandos, como rolar, dormir e dar abraço”.

A equipe treina cães de assistência para atuarem com crianças do espectro autista, por exemplo, o cão pode ajudá-la a abordar e ser abordada por outras pessoas, além de evitar fugas e autoagressão, ajudar a socialização, tranquilizando os pais. “Essa mediação afetiva pode acontecer naturalmente também, mas o ideal é que o cachorro seja treinado, que os comportamentos sejam ajustados às necessidades da criança. É um grande ganho, algo que tira as crianças e também as famílias do isolamento”, pontua.

Por que utilizar cães terapeutas nas nossas práticas?

 

Liberação de B-endorfina, oxitocina, prolactina, dopamina, entre outros, produzindo efeitos tranquilizadores e relaxantes;
Diminuição os níveis de cortisol, hormônio do estresse;
Redução dos níveis de ansiedade;
A interação com os cães facilita a criação de vínculos afetivos, tornando as atividades mais prazerosas;
Não possuem a capacidade de julgar, assim os participantes sentem-se livres para errar;
Facilita a aprendizagem e a comunicação;
Estimula as habilidades sociais.

 

Os benefícios para a saúde mental associados ao uso de cães de terapia incluem:

Diminuição da ansiedade;
Maior sensação de conforto e segurança;
Redução da solidão;
Melhora da autoestima e confiança;
Aumento de comportamentos pró-sociais;
Diminuição de problemas comportamentais.

Estudos científicos realizados nos Estados Unidos e publicados na US National Library of Medicine – National Institutes of Health, relatam que a terapia assistida por cães tem alguns efeitos positivos sobre a saúde, bem-estar, depressão, estresse, humor e qualidade de vida para pacientes com distúrbios cognitivos graves.

Além disso, um estudo envolvendo pessoas com Alzheimer descobriu que passar o tempo com cães de terapia aumentou o tempo de recordação da memória e dos sentimento e ajudando a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ao trabalhar com pessoas com autismo, descobriu-se que os cães de terapia aumentam a interação social e a comunicação e diminuíram os comportamentos problemáticos, a gravidade dos autistas e o estresse. Um estudo de cães de terapia em um ambiente de internação psiquiátrica concluiu que os cães podem melhorar significativamente as terapias convencionais.

Para Vinicius Ribeiro “os cães podem criar um ponto seguro para iniciar a conversa e sua natureza de aceitação não julgadora os torna bons para esse papel terapêutico. A presença do cão pode ser calmante, e a terapia animal permite os benefícios do toque na terapia. Com adolescentes no Hospital Santa Mônica, temos percebido uma grande abertura, muitas vezes eles se esquecem que sou terapeuta e tocam em pontos importantes para o tratamento que não foram abordados na psicoterapia, por exemplo. Por isso, o trabalho em equipe é tão importante e benéfico para o paciente.”

Saiba mais sobre o trabalho realizado no Hospital Santa Mônica no vídeo com o fisioterapeuta Vinicius Fava Ribeiro.

ou a Entrevista dada pelo Vinícius para a Rádio Nacional, acesse aqui:

Como cuidar do seu familiar com Alzheimer

Embora a Doença de Alzheimer (DA) não tenha cura, há tratamentos disponíveis – tanto farmacológicos quanto não farmacológicos que podem ajudar a controlar os sintomas, retardando o processo de adoecimento. Os tratamentos devem ser iniciados o quanto antes para favorecer resultados e podem envolver profissionais de diferentes especialidades (médico (psiquiatra, geriatra, neurologistas como mais comuns), psicólogo, terapeuta ocupacional, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, educador físico, assistente social, nutricionista e o cuidador).

Quando procurar um geriatra?

Quando procurar um geriatra

Você sabe qual é a hora certa de procurar um geriatra? Com a idade a partir dos 40 e 50 anos, muitas doenças começam a despontar e apesar de ser conhecida como “medicina do idoso”, geriatria não é indicada somente para velhinhos.

Podemos (e sugere-se) procurar um geriatra desde jovens, visto que toda população precisa ter um clínico geral e o geriatra também faz parte deste grupo, sendo um especialista focado nas doenças mais prevalentes com o envelhecer (que começa a partir dos 30 anos, quando o corpo atinge o seu ápice de rendimento) e sua prevenção.

Você e a grande maioria das pessoas que precisam de atendimento médico. No Brasil, e em vários outros países do mundo, as pessoas tendem a procurar cada vez mais médicos especializados no tratamento de doenças específicas do que profissionais generalistas. Os próprios médicos estão cada vez mais especializados e acabam favorecendo tal postura.

Não há nada de errado com a especialização – pelo contrário, graças a ela as doenças foram estudadas mais a fundo e houve melhoria em muitos diagnósticos e tratamentos. Mas o que fazer quando os problemas se acumulam – pressão, diabetes, dores na coluna, depressão e outras coisinhas mais de uma vez só, tudo ao mesmo tempo agora e num único paciente?

Com a idade, principalmente a partir dos 40 e 50 anos, muitas doenças começam a despontar. E é preciso atenção: principalmente nesta fase da vida – e daí por diante -, uma simples doença pode influenciar diversos sistemas e há a necessidade de se ver o todo constantemente. A geriatria surgiu nesse contexto, para examinar de forma holística os pacientes com mais idade. Mas, afinal, quando procurar um geriatra?

A clínica geral perdeu muito espaço para as especialidades nas últimas décadas, mas sua importância está ressurgindo. Geriatria e clínica geral não são sinônimos, mas para um geriatra é fundamental uma boa prática de clínica geral. A necessidade de analisar o paciente como um todo é o ponto comum entre as duas áreas. E assim, adiciono esta pergunta: o que os diferencia e quando isso pode ter um impacto na saúde do paciente?

Um geriatra frequentemente se depara com uma situação de “fim-de-linha” e fica imaginando: se esse paciente tivesse feito isso 20 ou 30 anos atrás, talvez estivesse em uma situação melhor. Por que não assumir que esses anos sejam os seus atuais 30 ou 40 anos de idade e já frequentar o consultório com enfoque preventivo? O geriatra pode também ser procurado pelo paciente jovem, seja para cuidados por um clínico geral seja para orientações quanto ao envelhecimento saudável. Comece a cuidar de sua saúde desde cedo, antes de virar uma doença e envelheça com qualidade.

O papel do geriatra

Ao buscar um médico mais cedo, você consegue realizar um acompanhamento preventivo. Ou seja, como o profissional avalia aspectos em relação à saúde, trata doenças e ajudar a compreender sobre quais são as mudanças que o corpo sofre por causa do envelhecimento, garantindo uma segurança e melhor qualidade de vida.

A avaliação do geriatra integra diversos aspectos que interferem diretamente na vida do idoso como um todo. Isso porque, essa especialidade da medicina estuda o idoso e o processo de envelhecimento. Sendo assim, ele avalia vários aspectos, entre eles: clínico, cognitivo, afetivo, ambiental, social, econômico, espiritual e funcional. O objetivo é identificar problemas já existentes e estabelecer o melhor tratamento para o paciente, bem como uma estratégia para prevenção de complicações futuras.

Controle de doenças crônicas pode evitar 1 a cada 3 casos de demência

Mais da metade dos casos de demência poderiam ser evitados com o controle de doenças crônicas. É o que indica um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, depois da análise de 1.092 cérebros de pacientes com mais de 50 anos mortos na capital.

‘Ela mistura coisas do passado com o presente’, lamenta filho

Até os 75 anos, a idosa Luiza tinha uma vida ativa: fazia doces sob encomenda, dirigia e desempenhava todas as atividades do dia a dia de forma independente. Em julho de 2011, veio o primeiro derrame, que a deixou com dificuldades de locomoção. O tratamento com medicamentos e fisioterapia trouxe bons resultados na recuperação, mas, dois meses depois, um novo derrame atingiu a idosa, desta vez deixando sequelas mais graves: o lado esquerdo do corpo ficou paralisado e um quadro de demência se desenvolveu.

‘Ela mistura coisas do passado com o presente’, lamenta filho
A idosa de 80 anos vive em uma unidade para idosos com doenças crônicas do Hospital Santa Mônica, em Itapecerica da Serra.

“Ela era super independente, tanto é que teve o primeiro AVC (acidente vascular cerebral) quando estava dirigindo sozinha. Não tinha obesidade nem diabete, só uma hipertensão leve, mas é difícil associar a doença aos derrames porque ela tomava remédio para a pressão, estava tudo controlado”, comenta um dos filhos da idosa, de 52 anos.

Ele diz que o principal sintoma da demência, no caso da mãe, é a confusão mental que ela manifesta desde 2011 até hoje. “Ela mistura coisas do passado com o presente. Tem horas que parece que está desorientada no espaço e no tempo. Às vezes pergunta dos pais dela, que já morreram, mas outras vezes ela lembra dos netos, que é algo mais recente”, conta.

Por causa das sequelas físicas e cognitivas, Luiza, hoje com 80 anos, vive em uma unidade para idosos com doenças crônicas do Hospital Santa Mônica, na Grande São Paulo. “Mesmo que ela ainda pudesse realizar algumas tarefas independentemente da demência, não consegue por causa da paralisia de um dos lados do corpo”, diz o filho.

Causas.

Segundo Claudia Suemoto, autora do estudo da Faculdade de Medicina da USP, é possível que um derrame ocorra por razões genéticas ou não relacionadas a doenças crônicas, mas esses casos são raros, cerca de 5% do total. Ela diz ainda que os sintomas da demência vascular podem ser diferentes dos quadros associados ao mal de Alzheimer.

“No Alzheimer, a memória é comprometida desde o começo e há falhas na linguagem também. Já na demência vascular a principal função cerebral afetada é a que envolve o planejamento e a execução de tarefas. Por exemplo, fazer um bolo, que precisa de uma organização. De repente, o idoso passa a se confundir em tarefas que eram muito corriqueiras para ele”, explica a especialista.

A médica diz ainda que é comum familiares demorarem a identificar um quadro de demência por achar os sintomas naturais do envelhecimento.

“Esquecer coisas de vez em quando é normal, acontece com todo mundo, até com jovens. Mas quando isso começa a acontecer sempre e ainda vem acompanhado de perda de funcionalidade, é importante que seja feita uma avaliação médica”, defende. “Principalmente no caso da demência vascular, se detectar cedo e controlar os fatores de risco, os prejuízos serão menores.”

 

Fonte: Estadão