Suicídio: tudo que você precisa saber - Hospital Santa Mônica

O aumento do número de vítimas de suicídio é considerado um problema de saúde pública. Para você ter uma ideia, são 32 brasileiros mortos por dia, segundo números oficiais. A taxa é maior do que a de vítimas de Aids e da maior parte dos tipos de câncer.

O primeiro passo para revertermos esse cenário é falar sobre o suicídio, em outras palavras, quebrar o tabu. Ele é um mal silencioso, porque fugimos do assunto, seja por medo, seja por desconhecimento.

A boa notícia é que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos com conscientização e estímulo à prevenção. É necessário um esforço coletivo durante o Setembro Amarelo e, também, nos demais meses do ano.

No post de hoje, veja tudo o que você precisa saber sobre suicídio. Boa leitura!

O que é o suicídio?

Na definição da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o suicídio é um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte. De forma consciente e intencional, ele usa um meio que acredita ser letal para tirar sua vida.

Tal comportamento é resultado da interação de fatores psicológicos e biológicos, além de genéticos, culturais e socioambientais. Assim, é o desfecho de um processo na história do sujeito.

Uma das barreiras para a detecção precoce de um comportamento suicida é o tabu em falar abertamente sobre o problema. Por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio é visto como um grande pecado. Isso gera medo, vergonha e dificulta a busca por ajuda.

Quais são os mitos?

1. O suicídio é uma decisão individual, já que todos têm pleno direito de exercitar o seu livre arbítrio.

Falso. Os suicidas estão passando por uma doença mental que afeta, radicalmente, sua percepção da realidade e interfere no seu livre arbítrio. Após o tratamento da doença, o desejo de se matar desaparece.

2. Não devemos falar sobre suicídio, porque isso pode aumentar o risco.

Falso. Ao contrário, quando uma pessoa fala sobre o assunto, ela pode aliviar a angústia e a tensão que esse pensamento traz.

3. As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, apenas querem chamar a atenção.

Falso. A maioria dos suicidas dá sinais sobre suas ideias em dias anteriores. Em geral, fala com profissionais de saúde.

Quais são seus fatores de risco?

Chamamos de fator de risco qualquer situação que aumente a probabilidade de uma doença ocorrer. No caso do suicídio, os dois principais são a tentativa prévia de suicídio e a existência de doença mental, muitas vezes não diagnosticada ou tratada de forma inadequada.

Quem já tentou suicídio tem de cinco a seis vezes mais chance de fazer isso novamente, segundo informações da Cartilha de Combate ao Suicídio da ABP. Entre os transtornos psiquiátricos mais comuns estão a depressão, o transtorno bipolar, o alcoolismo, o abuso/dependência de outras drogas, os transtornos de personalidade e a esquizofrenia.

Também existem outros fatores que merecem a atenção. Veja a seguir.

Sentimentos de desesperança, desespero, desamparo e impulsividade

A combinação de impulsividade, desesperança e abuso de substâncias entre os adolescentes pode ser particularmente preocupante.

Idade

O suicídio entre jovens tem crescido, nas últimas décadas, tanto no Brasil quanto no mundo. Suas motivações são complexas e envolvem humor depressivo, abuso de substâncias, problemas emocionais, familiares e sociais e histórico familiar de transtornos psiquiátricos, além de abuso físico e sexual na infância.

O número também é elevado na terceira idade devido a fatores como perda de parentes (em especial, do cônjuge), existência de enfermidades degenerativas, solidão e sensação de dar muito trabalho à família.

Gênero

As mortes por suicídio são três vezes maiores entre os homens do que entre as mulheres. No entanto, as tentativas são três vezes mais frequentes entre elas. Muitas vezes, um estereótipo masculino os impede de procurar ajuda. Já as mulheres se engajam mais facilmente em atividades domésticas e comunitárias, o que as confere um sentido de participação até o final da vida.

Há evidências de que os conflitos relacionados à identidade sexual causem um maior risco de comportamento suicida, mas é preciso estar atento à presença de qualquer transtorno mental associado, assim como aos graus de aceitação social.

Doenças clínicas não psiquiátricas

Tais doenças foram associadas ao suicídio independentemente de outros fatores de risco.

Eventos adversos na infância e na adolescência

Maus tratos, abuso físico e sexual, pais divorciados, transtorno psiquiátrico familiar, entre outros, podem aumentar as chances de suicídio.

Histórico familiar e genética

O risco aumenta entre quem tem histórico familiar de suicídio ou de tentativa de suicídio.

Fatores sociais

Quanto menos laços sociais tem um indivíduo, maior são as suas chances de suicídio. Desempregados com problemas financeiros e trabalhadores não qualificados também ficam mais vulneráveis a isso, assim como quem vive sozinho.

Como ajudar?

Como pai, mãe, familiar ou amigo, não desqualifique a dor do outro. Se alguém próximo tentou suicídio, por exemplo, não diga que a pessoa quis apenas chamar atenção no sentido de se mostrar. Na verdade, isso é um pedido de socorro, afinal, ela quer chamar sua atenção para a dor que está sentindo.

Mostre-se solidário e aconselhe seu conhecido a buscar ajuda em um centro de prevenção ao suicídio, com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento gratuito a todos que queiram conversar. O contato pode ser por telefone, e-mail ou chat 24 horas todos os dias. O sigilo é total.

Também é necessário procurar um acompanhamento profissional, seja um psicólogo ou um psiquiatra. Depois do início do tratamento, permaneça ao seu lado, mostrando que você se importa com ele.

Se você leu até aqui, já sabe o que é suicídio, quais são seus mitos, seus fatores de risco e, principalmente, como ajudar quem precisa. Então, a partir de agora, fale sobre o assunto e ajude a quebrar mais esse tabu em nossa sociedade.

Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental de crianças e adolescentes. Há 49 anos, presta atendimento psiquiátrico em casos de traumaansiedade e depressão nas diferentes faixas etárias. Acesse o nosso site e saiba mais sobre suicídio.

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