Esquizofrenia - Hospital Santa Mônica
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O que é Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico em que uma modificação no cérebro dificulta o correto entendimento a respeito da realidade, bem como a elaboração de pensamentos e a formulação de respostas emocionais complexas.

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, não se trata de um distúrbio de multiplicidade de personalidades. É uma doença com aspecto crônico, com sintomas classificados como produtivos e negativos e que exige tratamento ao longo de toda a vida.

Em sua classificação enquanto uma doença mental, hoje acomete aproximadamente 26 milhões de pessoas ao redor de todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que o número chegue a 2 milhões de esquizofrênicos.

O que causa a esquizofrenia, com exatidão, é desconhecido, mas vários fatores, somados, como genética, ambiente e química e estrutura cerebrais alteradas, podem influenciar e dar mais intensidade a seus sintomas.

Durante a adolescência, por exemplo, o uso de drogas, como a maconha, pode influenciar no agravamento de um quadro de esquizofrenia. Não à toa, O THC, princípio ativo dela, torna o cérebro do adolescente,em desenvolvimento, mais propenso a transtornos mentais, de acordo com Dr. Rodrigo Bressan.

Tipos de Esquizofrenia

Na classificação médica, a esquizofrenia se divide nos seguintes tipos:

  • Esquizofrenia catatônica: mudanças de postura e manias bizarras mantidas pelo     indivíduo;
        
  • Esquizofrenia desorganizada: discurso e pensamento não fazem sentido;
        
  • Esquizofrenia paranoide: mais episódios delirantes e de alucinações;
        
  • Esquizofrenia simples: perda progressiva de habilidades sociais e ocupacionais.

Sobre a Esquizofrenia

  • O tratamento tem potencial para ajudar, mas não há cura para a doença.
        
  • Crônica: acompanha o paciente ao longo de toda a vida, desde seu diagnóstico.
        
  • Requer diagnóstico médico psiquiátrico.
        
  • Não costuma precisar de exames laboratoriais ou de imagem.

Fonte: Organização Mundial da Saúde

Idades Afetadas

0-2
Nunca
4-5
Raro
6-13
Raro
14-18
Comum
19-40
Comum
41-60
Comum
60+
Comum

Sintomas da Esquizofrenia

Atenção: Veja quais são os sintomas mais comuns da ansiedade e quando é o momento para procurar ajuda!

A esquizofrenia é caracterizada por pensamentos ou experiências que não condizem com a realidade, bem como modo de falar e de se comportar desorganizados, somados à participação reduzida em atividades do dia a dia. Dificuldade de concentração e memória também são sintomas.

No entendimento médico, eles podem ser classificados enquanto produtivos e negativos, de acordo com seus impactos na vida do paciente.

Comportamento

Esquizofrênicos tendem a apresentar comportamentos como agitação, agressão, hábitos compulsivos, excesso e facilidade de excitação, automutilação, hiperatividade, atitudes hostis, isolamento social, movimentos repetitivos, desorganização, ato de repetir palavras sem sentido, falta de moderação ou repetição persistente de palavras ou ações.

Cognição

Amnésia, acredita os seus pensamentos não lhe pertencem, confusão, delírio, crê que um caso comum tem um significado especial e pessoal, desorientação excessiva, invenção de coisas, pensamentos fantasiosos, lentidão durante atividades, transtorno de pensamento, perda de memória, falsa superioridade.

Humor

Ansiedade, descontentamento geral, apatia, perda de personalização, diminuição ou falta de interesse ou prazer nas atividades, entusiasmo ou resposta emocional não adequada, raiva. A apatia, por exemplo, integra os sintomas negativos, aqueles que apresentam maior resistência ao tratamento, visto que surgem como consequência de estágios mais avançados.

Sintomas psicológicos

Também chamados de produtivos, são percepções que independem dos estímulos externos e compreendem alucinação, quadro depressivo, delírio persecutório, pensamentos paranoicos, medo e desconfiança.

Na fala

Distúrbio da fala, em que há incoerência ou fala rápida e frenética.

Diagnóstico da Esquizofrenia

Atenção: O diagnóstico deve ser feito por um médico psiquiatra

Para a obtenção de um diagnóstico seguro, é fundamental que o esquizofrênico seja incentivado e acompanhado por alguém, como familiares e amigos, visto que a psicose impede que ele perceba que sua situação foge da normalidade para critérios de saúde mental.

Na consulta com psiquiatra, ele solicitará lista com sintomas e sua permanência e histórico médico, no qual se incluem o uso de quaisquer medicamentos e a presença de doenças anteriores.

Tratamentos para Esquizofrenia

Atenção: Requer recomendação de médico psiquiatra

Após o diagnóstico feito por um médico, o tratamento pode ser acompanhado de perto por ele, bem como por outros especialistas de Medicina e psicólogo, a depender das medidas a tomar e da abordagem escolhida.

Medicamentos

Antipsicótico

Reduz ou melhora os sintomas da esquizofrenia e de outros transtornos mentais, evitando psicoses.

Anti-tremor

Ajuda a controlar tremores, estremecimento e desequilíbrio.

Tratamentos

Grupo de Apoio

Um fórum para terapia e troca de experiências entre pessoas com uma condição ou objetivo similar, como bipolaridade ou doenças relacionadas a psicose.

Reabilitação Neuropsicológica

O procedimento reabilita o raciocínio para melhorar o funcionamento físico e mental após lesões ou doenças. Um exemplo seria a concussão, ou seja, pancada na cabeça.

Terapia Cognitiva

Psicoterapia que se concentra na substituição de pensamentos negativos e distorcidos, típicos de quem tem alucinações, por pensamentos positivos e precisos.

Psicoeducação

Experiência em que se aprende sobre saúde mental, a qual também serve para apoiar, valorizar e dar autonomia aos pacientes.

Terapia Familiar

Aconselhamento psicológico capaz de auxiliar famílias a solucionarem conflitos, bem como desenvolverem uma comunicação em que predomine a eficácia.

Terapia Comportamental

Terapia concentrada na transformação de quaisquer comportamentos prejudiciais associados a um distúrbio psiquiátrico.

Terapia de Grupo

Tipo de psicoterapia na qual o terapeuta trabalha com clientes em grupo, em vez de sessões individuais.

Internação para Esquizofrenia

Atenção: Ajuda em situações de crise ou emergência, ligue (11) 4668-7455 - opção 5

A internação para pacientes com esquizofrenia é uma decisão que não raras vezes se torna uma questão de vida ou morte. Um quadro psicótico, afinal, pode se tornar bastante grave.

Assim, nas situações em que se constata um considerável risco de suicídio e perigo à vida de outras pessoas, pode ser a opção mais segura, já que a utilização de medicamentos e a adesão a terapias tendem a exigir um tempo mínimo para que seus efeitos positivos se manifestem. Desse modo, pode ser necessário durante o período um acompanhamento estreito feito por um hospital psiquiátrico.

Visto que os sintomas de esquizofrênicos afetam bastante o funcionamento de sua cognição e a capacidade de discernimento, além de induzi-los a ações impensadas, as internações involuntária e compulsória podem ser medidas comuns

Com elas, uma equipe multidisciplinar em saúde atende ao pedido de alguém próximo que sofre de transtorno mental e o leva em segurança a uma instituição psiquiátrica especializada.

Finalmente, ainda que a esquizofrenia impacte bastante a cognição e o contato com a realidade dos indivíduos, é possível amenizar seus sintomas e conviver com ela quando se segue o tratamento recomendado, sob controle ao longo de uma vida equilibrada, com bem-estar.

Quer auxiliar alguém que você ama com esse transtorno mental a se tratar? Então, entre em contato com o Hospital Santa Mônica.

Esquizofrenia

Internação voluntária - com consentimento paciente

Se o paciente está ciente de sua situação e dos problemas com os quais convive, além de sofrer pelos sintomas da ansiedade, capazes de impactar sua vida e seus relacionamentos, a internação voluntária a ajuda a estar em contato com uma equipe multidisciplinar apta a zelar por seu tratamento.

Internação compulsória — contra a vontade do paciente

Família, cônjuge e amigos também sofrem quando convivem com alguém querido que tem um transtorno como a ansiedade. Se ele for levado a circunstâncias extremas, em que o indivíduo se coloca ou coloca outras pessoas em risco, a internação compulsória pode ser a melhor forma de ajudá-lo e deixá-lo sob a assistência de médicos e psicólogos.

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