Doença de Alzheimer – Conheça mais para cuidar

Como cuidar do seu familiar com Alzheimer


A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Sobre Alzheimer

O que é Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Fatores de Risco

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.

Diagnóstico

É muito comum que os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer (DA) sejam confundidos com o processo de envelhecimento normal. Essa confusão tende a adiar a busca por orientação profissional e, não tão raro, a doença é diagnosticada tardiamente. Recomenda-se que, diante dos primeiros sinais, as famílias procurem profissionais e/ou serviços de saúde especializados para diagnóstico precoce no estágio inicial da doença, o que favorecerá a evolução e o prognóstico do quadro.

Nos quadros de demência da Doença de Alzheimer, normalmente observa-se um início lento dos sintomas (meses ou anos) e uma piora progressiva das funções cerebrais.

A certeza do diagnóstico só pode ser obtida por meio do exame microscópico do tecido cerebral do doente após seu falecimento. Antes disso, esse exame não é indicado, por apresentar riscos ao paciente. Na prática, o diagnóstico da Doença de Alzheimer é clínico, isto é, depende da avaliação feita por um médico, que irá definir, a partir de exames e da história do paciente, qual a principal hipótese para a causa da demência.

Exames de sangue e de imagem, como tomografia ou, preferencialmente, ressonância magnética do crânio, devem ser realizados para excluir a possibilidade de outras doenças.

Faz parte da bateria de exames complementares uma avaliação aprofundada das funções cognitivas. A avaliação neuropsicológica envolve o uso de testes psicológicos para a verificação do funcionamento cognitivo em várias esferas. Os resultados, associados a dados da história e da observação do comportamento do paciente, permitem identificar a intensidade das perdas em relação ao nível prévio, e o perfil de funcionamento permite a indicação de hipóteses sobre a presença da doença.

O mapeamento pode ser útil ainda para a programação do tratamento de estimulação cognitiva, que considera as habilidades que merecem investimentos para serem preservadas e aquelas que precisam ser compensadas.

A Doença de Alzheimer não deve ser a principal hipótese para o quadro demencial quando houver evidências de outras doenças que justifiquem a demência (por exemplo, doença vascular cerebral ou características típicas de outras causas de demência), ou quando há uso de medicação que possa prejudicar a cognição.

É reconhecida uma fase da Doença de Alzheimer anterior ao quadro de demência. Essa fase é chamada de comprometimento cognitivo leve devido à Doença de Alzheimer. Essa hipótese é feita quando ocorre alteração cognitiva relatada pelo paciente ou por um informante próximo, com evidência de comprometimento, mas ainda há a preservação da independência nas atividades do dia a dia.

Pode haver problemas leves para executar tarefas complexas anteriormente habituais, tais como pagar contas, preparar uma refeição ou fazer compras. O paciente pode demorar mais para executar atividades ou ser menos eficiente e cometer mais erros. No entanto, ainda é capaz de manter sua independência com mínima assistência. Não é possível saber se pacientes que apresentam esse quadro evoluirão para a demência.

Muitos pacientes apresentam um comprometimento cognitivo leve que não tem como causa a Doença de Alzheimer, e muitos não evoluem para a demência, mas é importante que o paciente e seu familiar procurem um profissional para a avaliação cuidadosa e seguimento.

Uma novidade nas pesquisas científicas é a análise de biomarcadores de beta-amiloide (das placas senis) e de proteína tau (dos emaranhados neurofibrilares) que estão sendo estudados para auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de Alzheimer. Porém, essa análise ainda não é indicada para a prática clínica. Por enquanto, ela está restrita a pesquisas. No campo das pesquisas na área da genética, sabe-se que alguns genes estão relacionados a maior risco de desenvolvimento da doença.

Tratamento

Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

As pesquisas têm progredido na compreensão dos mecanismos que causam a doença e no desenvolvimento das drogas para o tratamento. Os objetivos dos tratamentos são aliviar os sintomas existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo que boa parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença, conseguindo manter-se independentes nas atividades da vida diária por mais tempo. Os tratamentos indicados podem ser divididos em farmacológico e não farmacológico.

Tratamento farmacológico

Na Doença de Alzheimer, acredita-se que parte dos sintomas decorra de alterações em uma substância presente no cérebro chamada de acetilcolina, que se encontra reduzida em pacientes com a doença. Um modo possível de tratar a doença é utilizar medicações que inibam a degradação dessa substância.

A primeira medicação, testada há mais de 30 anos, foi a fisostigmina, que apesar de proporcionar melhora da memória foi inutilizada por provocar muitos efeitos colaterais.

A primeira droga utilizada em larga escala e aprovada pela agências reguladoras, em 1993, foi a tacrina. Porém, essa medicação caiu em desuso com o advento de novas medicações, pela dificuldade na administração e pelo risco de complicações e efeitos adversos.

As medicações que atuam na acetilcolina, e que estão aprovadas para uso no Brasil nos casos de demências leve e moderada, são a rivastigmina, a donepezila e a galantamina (conhecidas como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos).

As vantagens e as desvantagens de cada medicação e o modo de administração devem ser discutidos com o médico que acompanha o paciente. Teoricamente, a resposta esperada com o uso dessas medicações é uma melhora inicial dos sintomas, que será perdida com a progressão da doença, mas há evidências de que essas drogas podem estabilizar parcialmente essa progressão, de modo que a evolução torne-se mais lenta. Os efeitos positivos, que visam à melhoria ou à estabilização, foram demonstrados para a cognição, o comportamento e a funcionalidade. A resposta ao tratamento é individual e muito variada.

A memantina é outra medicação aprovada para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer. Ela atua reduzindo um mecanismo específico de toxicidade das células cerebrais. É possível também que facilite a neurotransmissão e a neuroplasticidade. O uso da memantina, isoladamente ou associada aos anticolinesterásicos, é indicado no tratamento das pessoas com Doença de Alzheimer nas fases moderada a grave.

Para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer nas fases leve a moderada, até o momento, a memantina tem demonstrado resultados conflitantes entre os estudos. Portanto, não há respaldo na literatura científica para o uso da memantina nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer.

Os sintomas comportamentais e psicológicos podem ser tratados com medicações específicas e controladas. Muitas medicações, com expectativa de bons resultados, podem ser indicadas para o tratamento e o controle de agitação, agressividade, alterações do sono, depressão, ansiedade, apatia, delírios e alucinações.

É importante que doses e horários das medicações prescritas sejam seguidas com rigor. Alterações ou reações não esperadas devem ser comunicadas ao médico responsável pelo tratamento, para possíveis ajustes. É terminantemente desaconselhável que pacientes ou familiares testem modificações, sob risco de efeitos indesejáveis e prejuízo no controle de sintomas.

Outras medicações e substâncias

Não são incomuns prescrições de outras substâncias e medicações para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer. As evidências, até o momento, são de ineficácia do tratamento com ginkgo biloba, selegilina, vitamina E, Ômega 3, redutores da homocisteína, estrogênio, anti-inflamatórios e estatina. Sendo assim, o uso dessas substâncias e medicações, com fim específico de tratamento para a demência, não é recomendado.

Tratamento não farmacológico

Há evidências científicas que indicam que atividades de estimulação cognitiva, social e física beneficiam a manutenção de habilidades preservadas e favorecem a funcionalidade.

O treinamento das funções cognitivas como atenção, memória, linguagem, orientação e a utilização de estratégias compensatórias são muito úteis para investimento em qualidade de vida e para estimulação cognitiva.

Pacientes mais ativos utilizam o cérebro de maneira mais ampla e frequente e sentem-se mais seguros e confiantes quando submetidos a tarefas prazerosas e alcançáveis. A seleção, frequência e distribuição de tarefas deve ser criteriosa e, preferencialmente, orientada por profissionais.

Com o intuito de auxiliar os pacientes, algumas famílias ou cuidadores tendem a sobrecarregá-los com atividades que julgam poder ajudar no tratamento, desfavorecendo resultados e correndo o risco de criar resistência ou de tornar o ambiente tenso.

A qualidade e a quantidade de estímulos devem ser monitoradas e avaliadas a partir da resposta dos pacientes. É de fundamental importância para a adesão às propostas que essas atividades sejam agradáveis e compatíveis com as capacidades dos pacientes.

O intuito dos tratamentos não farmacológicos não é fazer com que a pessoa com demência volte a funcionar como antes da instalação da doença, mas que funcione o melhor possível a partir de novos e evolutivos parâmetros.

Quando estimulados e submetidos a atividades que conseguem realizar, os pacientes apresentam ganho de autoestima e iniciativa, e assim tendem a otimizar o uso das funções ainda preservadas.

As intervenções oferecidas podem ser de três áreas diversas. Quando combinadas, podem obter melhores resultados. Embora sejam importantes, sugere-se cautela na oferta de tratamento com intervalo entre atividades.

1. Estimulação cognitiva

Consiste em atividades ou programas de intervenção que visam a potencializar as habilidades cognitivas mediante a estimulação sistemática e continuada em situações práticas que requerem o uso de pensamento, raciocínio lógico, atenção, memória, linguagem e planejamento.

O objetivo geral desse tipo de estimulação é minimizar as dificuldades dos pacientes a partir de estratégias compensatórias, para que possam fazer uso de recursos intelectuais presentes de maneira consistente. Podem ser feitas atividades grupais ou individuais. Em ambos os casos, deve-se atentar para as necessidades dos pacientes, para situações do dia a dia que promovam autonomia e capacidade decisória, a partir de novas estratégias, para o cumprimento de tarefas.

Durante as atividades são utilizadas técnicas que resgatam memória antiga, exploram alternativas de aprendizado, promovem associação de ideias, exigem raciocínio e atenção dirigida, favorecem planejamento com sequenciamento em etapas e antecipação de resultados e consequências, proporcionam treino de funções motoras e oferecem controle comportamental relacionado aos impulsos e reações.

Pode ser praticada em tarefas variadas como jogos, desafios mentais, treinos específicos, construções, reflexões, resgate de histórias e uso de materiais que compensem dificuldades específicas (por exemplo, calendário para problemas de orientação temporal).

2. Estimulação social

São iniciativas que priorizam o contato social dos pacientes estimulando as habilidades de comunicação, convivência e afeto, promovendo integração e evitando a apatia e a inatividade diante de dificuldades. Além de intervenções em grupo para estimulação cognitiva e física, podem ser realizadas atividades de lazer, culturais, celebração de datas importantes e festivas. É essencial que sejam organizadas a partir das experiências anteriores do paciente e que envolvam temas que despertem seu interesse e motivação. Lugares muito movimentados e com muitas pessoas podem dificultar o aproveitamento dos pacientes, pois estímulos simultâneos podem deixá-los confusos. Sugere-se que a família observe o comportamento de pacientes em situações sociais e que verifique se estão à vontade e aproveitando. Caso o idoso com Alzheimer tenha dificuldade em acompanhar conversas paralelas ou fique agitado com a movimentação, a conduta deve ser a de tornar o ambiente mais propício para ele, com menos estímulos simultâneos. Nesse caso, não há necessidade de cancelar compromissos, mas de proporcionar ambiente mais calmo e com menos pessoas a cada encontro.

Para o idoso, o contato com a família tende a ser a principal fonte de convívio e satisfação a partir de interação social. Diante das dificuldades dos idosos com Alzheimer, pode parecer que as alternativas de contato fiquem limitadas a ponto de inviabilizar o relacionamento. Isso não é verdade. Há muitas maneiras de relacionamento de qualidade com alcance mútuo de satisfação: resgatar histórias antigas, especialmente envolvendo lembranças agradáveis e que tenham relevância familiar, contato físico e afetuoso bem como acompanhamento de rotina e atividades diárias. São esses os tipos de tarefas que o paciente tende a ficar mais à vontade e aproveitar melhor o momento de encontro com familiares.

3. Estimulação física

A prática de atividade física e de fisioterapia oferece benefícios neurológicos e melhora na coordenação, força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Contribui para o ganho de independência, favorece a percepção sensorial, além de retardar o declínio funcional nas atividades de vida diária. Alguns estudos mostram que atividades regulares estão associadas a evolução mais lenta da Doença de Alzheimer. Além de alongamentos, podem ser indicados exercícios para fortalecimento muscular e exercícios aeróbicos moderados, sob orientação e com acompanhamento dirigido.

4. Organização do ambiente

O ambiente da pessoa com Doença de Alzheimer influencia seu humor, sua relação com as pessoas e até sua capacidade cognitiva. Diante de situações agitadas ou desorganizadas, pode haver uma tendência à confusão mental que prejudica o funcionamento de modo geral. Por isso, oferecer ambiente adequado pode ser uma forma de minimizar sintomas, bem como favorecer a qualidade de vida.

Organizar o ambiente tem como objetivo inibir ou controlar as manifestações de sintomas comportamentais como ansiedade e agitação, delírios e alucinações e inadequações sociais. O ambiente deve ser tranquilo, com situações previsíveis, evitando características que possam ser interpretadas como ameaçadoras. Sugere-se utilizar tom de voz ameno e evitar confrontos e conflitos desnecessários, repetitivos e duradouros, diminuir e evitar barulhos e ruídos, amenizar estímulos luminosos muito intensos, deixar o ambiente claro, limpo e organizado, estabelecer uma rotina estável e simplificada.

5. Tratamentos específicos para problemas específicos

Nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer são esperadas reações emocionais negativas, assim como dificuldade de adaptação a mudanças, com prejuízos sociais progressivos. Lidar com as perdas associadas ao processo de adoecimento envolve o confronto com déficits e, consequentemente, com frustrações. Nessa etapa da doença, é esperado que o paciente identifique, pelo menos parcialmente, os prejuízos e tente evitá-los. Por isso, pode acontecer de ficar menos motivado para atividades e encontros sociais.

Em fases mais avançadas da doença, em que os sintomas passam a ser mais evidentes, o confronto com prejuízos que interferem na autonomia é mais presente. Alguns pacientes podem precisar de monitoramento constante, para evitar exposição a situações de risco. Em algumas famílias, pode ser necessário o auxílio de cuidadores profissionais ou de mais integrantes na equipe de cuidados.

Além de auxílio dos cuidadores, podem ser necessários tratamentos específicos, envolvendo a busca pela minimização de dificuldades que passam a interferir nas atividades diárias. Os tratamentos mais frequentes são os que requerem estímulo à locomoção e motricidade, deglutição, comunicação e nutrição.

A cada etapa da doença, profissionais especializados podem ser indicados para minimizar problemas e orientar a família, com o objetivo de favorecer a superação de perdas e enfrentar o processo de adoecimento, mantendo a qualidade de contato e relacionamento. Muitos são os profissionais que cuidam de pessoas com Doença de Alzheimer. Além de médicos (geralmente neurologistas, geriatras, psiquiatras ou clínicos gerais), há a atuação de outros profissionais de saúde: psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, educadores, educadores físicos, assistentes sociais e dentistas.

Evolução da doença

A Doença de Alzheimer é caracterizada pela piora progressiva dos sintomas. Entretanto, muitos pacientes podem apresentar períodos de maior estabilidade. A evolução dos sintomas da Doença de Alzheimer pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave *.

Na fase leve, podem ocorrer alterações como perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades e passatempos.

Na fase moderada, são comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia, com prejuízo de memória, com esquecimento de fatos mais importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, incapacidade de cozinhar e de cuidar da casa, de fazer compras, dependência importante de outras pessoas, necessidade de ajuda com a higiene pessoal e autocuidados, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).

Na fase grave, observa-se prejuízo gravíssimo da memória, com incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos, dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição, dificuldade de entender o que se passa a sua volta, dificuldade de orientar-se dentro de casa. Pode haver incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado. Há tendência de prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo necessário auxílio para caminhar. Posteriormente, o paciente pode necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado.

Estágio inicial

O estágio inicial raramente é percebido. Parentes e amigos (e, às vezes, os profissionais) veem isso como “velhice”, apenas uma fase normal do processo do envelhecimento. Como o começo da doença é gradual, é difícil ter certeza exatamente de quando a doença começa. A pessoa pode:

Ter problemas com a propriedade da fala (problemas de linguagem).
Ter perda significativa de memória – particularmente das coisas que acabam de acontecer.
Não saber a hora ou o dia da semana.
Ficar perdida em locais familiares.
Ter dificuldade na tomada de decisões.
Ficar inativa ou desmotivada.
Apresentar mudança de humor, depressão ou ansiedade.
Reagir com raiva incomum ou agressivamente em determinadas ocasiões.
Apresentar perda de interesse por hobbies e outras atividades.

Estágio intermediário Como a doença progride, as limitações ficam mais claras e mais graves. A pessoa com demência tem dificuldade com a vida no dia a dia e:

Pode ficar muito desmemoriada, especialmente com eventos recentes e nomes das pessoas.
Pode não gerenciar mais viver sozinha, sem problemas.
É incapaz de cozinhar, limpar ou fazer compras.
Pode ficar extremamente dependente de um membro familiar e do cuidador.
Necessita de ajuda para a higiene pessoal, isto é, lavar-se e vestir-se.
A dificuldade com a fala avança.
Apresenta problemas como perder-se e de ordem de comportamento, tais como repetição de perguntas, gritar, agarrar-se e distúrbios de sono.
Perde-se tanto em casa como fora de casa.
Pode ter alucinações (vendo ou ouvindo coisas que não existem).

Estágio avançado
O estágio avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. Distúrbios de memória são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio. A pessoa pode:

Ter dificuldades para comer.
Ficar incapacitada para comunicar-se.
Não reconhecer parentes, amigos e objetos familiares.
Ter dificuldade de entender o que acontece ao seu redor.
É incapaz de encontrar o seu caminho de volta para a casa.
Ter dificuldade para caminhar.
Ter dificuldade na deglutição.
Ter incontinência urinária e fecal.
Manifestar comportamento inapropriado em público.
Ficar confinada a uma cadeira de rodas ou cama.

*Alertamos para o fato de que essa divisão tem caráter didático e, muitas vezes, sintomas classificados em diferentes fases se mesclam em um mesmo período.

Fonte: http://abraz.org.br/web/sobre-alzheimer/evolucao-da-doenca/



Conheça 5 fatos curiosos sobre a demência aqui!

Demencia

Você sabe o que é demência? Esse termo costuma assustar bastante os leigos, mas, na Medicina, é usado em quadros caracterizados por deficiência cognitiva persistente e progressiva. Embora a doença ainda não tenha cura, o tratamento pode ajudar a retardar sua evolução.

Em razão do aumento na expectativa de vida, a previsão é que os casos de demência aumentem 278% até 2050, segundo a Alzheimer’s Disease International (ADI). No Brasil, estima-se que ocorram 55 mil novos casos todos os anos, a maioria provocada pela Doença de Alzheimer.

Além dela, existem outros tipos de demência, como a demência vascular, demência com corpos de Lewy (causada por alterações cerebrais chamadas de corpos de Lewy), demência na Doença de Parkinson e demência frontotemporal.

Como outras doenças apresentam sintomas semelhantes, o diagnóstico deve ser feito por um médico especialista.

No post de hoje, saiba o que é demência e conheça 5 fatos curiosos estão ligados a ela. Boa leitura!

1. Fumo

Você já deve saber que as substâncias nocivas do cigarro são absorvidas pelo cérebro. O acetato de chumbo, por exemplo, é uma delas e, por não ser eliminado, acaba se acumulando no organismo dos fumantes.

De acordo com o estudo internacional publicado pelo periódico científico The Lancet, deixar de fumar pode reduzir os casos de demência em até 5%.

2. Educação

As pessoas que frequentam a escola até os 15 anos têm menos chance de desenvolver a doença quando adultos. Tanto a educação quanto a socialização diminui seu risco em até 8%, mostra a pesquisa citada anteriormente.

3. Saúde mental

A saúde do cérebro é fundamental para evitar a demência. Como a depressão afeta o pleno exercício das suas capacidades, ela é considerada um fator de risco.

4. Sono

Dormir mais de nove horas por noite aumenta o risco de demência, diz um estudo realizado no Reino Unido. Por isso, os jovens devem se preocupar com o seu padrão de sono. Em comparação com quem dorme menos de nove horas, aqueles que dormem mais do que isso têm seis vezes mais chance de desenvolver a doença em 10 anos.

5. Gênero

A demência afeta mais as mulheres do que os homens. O primeiro fator de risco é a idade, já que elas costumam viver mais tempo. Outros fatores são depressão, menopausa cirúrgica (remoção dos ovários) e complicações na gravidez, como a pré-eclâmpsia.

A doença também avança mais rápido com elas. Há uma linha de pensamento que sugere que o estrogênio tenha um papel na proteção do cérebro na juventude. No entanto, com o passar dos anos, sua taxa diminui no organismo.

Agora que você já sabe o que é demência, previna-se! Nunca é tarde para adotar um estilo mais saudável, como a prática de atividade física e uma alimentação balanceada. Por fim, lembre-se de que o diagnóstico precoce da doença possibilita a adoção de medidas para manter a qualidade de vida por mais tempo.

Gostou desse post sobre demência? Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica para que possamos ajudá-lo!

Depressão em idosos no período de final do ano

Idosa

Cuidadores podem tomar algumas medidas para prevenir a depressão

O período de festas de final de ano pode desencadear uma depressão que pode prejudicar o bem-estar dos idosos. Muitas vezes esse sentimento de desamparo e desânimo é provocado por datas que nos trazem lembranças tristes. Ou por perdas, como a de entes queridos, separações, desemprego, doenças. Todos esses fatos provocam o que podemos chamar de depressão natural. É normal e necessário que alguém se deprima quando sofre uma perda.

Essa situação pode demorar para ser identificada até mesmo pelos cuidadores ou familiares mais atenciosos. Os sintomas geralmente são confundidos como aquelas já esperados nos idosos como:  fadiga, desejo de dormir mais, apatia, desejo de ficar sozinho, pouca energia e ganho de peso.

O que não pode ser aceita como natural é a depressão patológica, aquela que persiste por anos e transforma o dia-a-dia numa relação de mau humor, tristeza, mágoa e falta de perspectiva.

Segundo a dra. Haidê Trida, psiquiatra do Hospital Santa Mônica, a depressão é uma condição clínica que deve ser avaliada por um médico e o tratamento adequado ou as intervenções iniciadas. Existem resultados nocivos da depressão não verificada para idosos, incluindo suicídio que, representam 16% dos suicídios, enquanto eles são apenas 12% da população. Os homens brancos com mais de 85 anos têm risco seis vezes maior de cometer suicídio do que o público em geral.

 

Período de final de ano contribui para a depressão para idosos

Durante a temporada de festas, os idosos podem começar a experimentar uma maior sensação de perda, à medida que as memórias vêm à tona e se intensificam.

Perda de membros da família, incluindo o cônjuge, a mãe ou mesmo a avó, seus filhos, seus irmãos e seus animais de estimação. Esses pensamentos ocorrem durante as visitas de familiares, relembrando os “bons tempos” e a partilha familiar.

Perda de tradições. O cheiro dos biscoitos que a avó fazia quando era criança, o prato familiar especial que só era servido na véspera de Natal, assistir a um programa especial e muitos outros desencadeantes que trazem memórias de infância e longas tradições familiares perdidas.

Perda da independência. À medida que os idosos olham para o Ano Novo, eles podem se perguntar como estará a sua condição de saúde já em declínio no próximo ano ou a inevitabilidade da vida acontecerá. Eles podem já ter experimentado declínios de saúde e ter que continuar a lutar em termos de aceitação.

Perda de habilidades funcionais, como caminhar, cuidados pessoais, tarefas domésticas e ter que permitir que outras pessoas façam coisas para que elas possam continuar a viver e fazer coisas que gosta, como a perda de habilidade de ir à igreja.

A solidão se aproxima quando os membros da família vêm visitar e os deixa sozinhos novamente. Isolamento de amigos, família e seu estilo de vida anterior pode ser um forte gatilho.

Quando não podem estar em sua própria casa com suas próprias decorações de Natal quando eles estão vivendo em um residencial ou com os filhos.

Esquecer os nomes de pessoas importantes em sua vida, como o nome dos netos, ou mesmo o nome de seus próprios filhos, quando eles fazem uma visita pode evidenciar que a função e a cognição realmente diminuíram.

 

Cuidadores e/ou familiares podem ajudar a aliviar a depressão

Renove as esperanças do seu idoso. Literalmente! Leve-os ou incentive uma caminhada ao ar livre, sente-se ao ar livre em um dia ensolarado ou mesmo nublado (mas que não esteja chovendo), abra as cortinas ou mantenha acessas algumas lâmpadas de maior potência onde se sentam habitualmente. Baixos níveis de luz podem piorar a depressão.

Fale sobre suas preocupações com o médico e obtenha algumas dicas de tratamento com o especialista. Não assuma que essas mudanças de humor não representam perigo, pois podem ser provenientes de outra fonte física que pode precisar de um maior esforço.

Certifique-se de que estão seguindo uma dieta saudável e rica em proteínas para fornecer vitaminas e minerais essenciais.

Permanecer fisicamente ativo através de atividades de caminhada ou outras atividades de movimento.

Continue a viver! Fique envolvido com passatempos, eventos e atividades para aliviar o tédio e a solidão.

Todos queremos que nossos idosos sejam saudáveis, ativos e felizes – não apenas durante o período do Natal, mas durante todo o ano. Podemos sentir que a partilha das festas de final de ano traga aos nossos entes queridos apenas alegria e felicidade. No entanto, devemos nos lembrar de permanecer atentos a pistas não-verbais que possam estar preparando os idosos para a depressão.

Se verificar sinais de mudanças de humor que podem prejudicar a saúde do seu pai ou mãe, passe um feliz ano novo juntos, isso com certeza fará muito bem a todos.

 

Quando procurar um geriatra?

Quando procurar um geriatra

Você sabe qual é a hora certa de procurar um geriatra? Com a idade a partir dos 40 e 50 anos, muitas doenças começam a despontar e apesar de ser conhecida como “medicina do idoso”, geriatria não é indicada somente para velhinhos.

Podemos (e sugere-se) procurar um geriatra desde jovens, visto que toda população precisa ter um clínico geral e o geriatra também faz parte deste grupo, sendo um especialista focado nas doenças mais prevalentes com o envelhecer (que começa a partir dos 30 anos, quando o corpo atinge o seu ápice de rendimento) e sua prevenção.

Você e a grande maioria das pessoas que precisam de atendimento médico. No Brasil, e em vários outros países do mundo, as pessoas tendem a procurar cada vez mais médicos especializados no tratamento de doenças específicas do que profissionais generalistas. Os próprios médicos estão cada vez mais especializados e acabam favorecendo tal postura.

Não há nada de errado com a especialização – pelo contrário, graças a ela as doenças foram estudadas mais a fundo e houve melhoria em muitos diagnósticos e tratamentos. Mas o que fazer quando os problemas se acumulam – pressão, diabetes, dores na coluna, depressão e outras coisinhas mais de uma vez só, tudo ao mesmo tempo agora e num único paciente?

Com a idade, principalmente a partir dos 40 e 50 anos, muitas doenças começam a despontar. E é preciso atenção: principalmente nesta fase da vida – e daí por diante -, uma simples doença pode influenciar diversos sistemas e há a necessidade de se ver o todo constantemente. A geriatria surgiu nesse contexto, para examinar de forma holística os pacientes com mais idade. Mas, afinal, quando procurar um geriatra?

A clínica geral perdeu muito espaço para as especialidades nas últimas décadas, mas sua importância está ressurgindo. Geriatria e clínica geral não são sinônimos, mas para um geriatra é fundamental uma boa prática de clínica geral. A necessidade de analisar o paciente como um todo é o ponto comum entre as duas áreas. E assim, adiciono esta pergunta: o que os diferencia e quando isso pode ter um impacto na saúde do paciente?

Um geriatra frequentemente se depara com uma situação de “fim-de-linha” e fica imaginando: se esse paciente tivesse feito isso 20 ou 30 anos atrás, talvez estivesse em uma situação melhor. Por que não assumir que esses anos sejam os seus atuais 30 ou 40 anos de idade e já frequentar o consultório com enfoque preventivo? O geriatra pode também ser procurado pelo paciente jovem, seja para cuidados por um clínico geral seja para orientações quanto ao envelhecimento saudável. Comece a cuidar de sua saúde desde cedo, antes de virar uma doença e envelheça com qualidade.

O papel do geriatra

Ao buscar um médico mais cedo, você consegue realizar um acompanhamento preventivo. Ou seja, como o profissional avalia aspectos em relação à saúde, trata doenças e ajudar a compreender sobre quais são as mudanças que o corpo sofre por causa do envelhecimento, garantindo uma segurança e melhor qualidade de vida.

A avaliação do geriatra integra diversos aspectos que interferem diretamente na vida do idoso como um todo. Isso porque, essa especialidade da medicina estuda o idoso e o processo de envelhecimento. Sendo assim, ele avalia vários aspectos, entre eles: clínico, cognitivo, afetivo, ambiental, social, econômico, espiritual e funcional. O objetivo é identificar problemas já existentes e estabelecer o melhor tratamento para o paciente, bem como uma estratégia para prevenção de complicações futuras.

Quando procurar um Geriatra?

Um geriatra é um médico generalista e especialista a um só tempo.

O que isto quer dizer? Médico generalista é aquele que sabe de tudo um pouco. Médico especialista é aquele que domina uma determinada área do conhecimento médico e se torna referência nesta área até mesmo para os outros médicos.

Como generalista, o geriatra é capaz de prevenir, avaliar e tratar doenças dos mais diferentes aparelhos do nosso corpo; além disto, como conhece razoavelmente bem cada área da medicina, sabe onde seu conhecimento termina e onde deve contar com o auxílio de um especialista e encaminhar o paciente de forma correta. Para isto, ele estuda muita Clínica Médica, Cardiologia, Psiquiatria, Neurologia, Pneumologia, Nefrologia, etc. Mas o geriatra é também um especialista: é a única especialidade da medicina que se dedica a estudar o idoso e o processo de envelhecimento. Nesta área, o geriatra é referência para os outros especialistas.

O geriatra se preocupa, portanto, com todos os aspectos da saúde do idoso, mas vê sempre todas elas de acordo com as particularidades da saúde diante do processo de envelhecimento. Enquanto a grande maioria das especialidades médicas se dedica a um órgão ou sistema, a geriatria é das poucas especialidades que se dedicam ao indivíduo como um todo e a única que estuda o processo de envelhecimento.

Ter um geriatra é ter o seu médico e não um médico para cada órgão ou doença. Aquele que lhe conhece e pode lhe atender, apoiar e orientar a qualquer hora em qualquer dia, no consultório, na sua casa e até dentro do hospital se for necessário. O geriatra também resgata a figura – tão saudosa e necessária nos dias de hoje em que o anonimato é a regra – do médico da família. Aquele a quem sabemos que podemos recorrer, seja quando só precisamos sanar uma dúvida, seja quando precisamos pedir socorro.

 

E faz diferença pensar no envelhecimento?

Diversas modificações acontecem durante o nosso envelhecimento, e estas alterações são de início precoce. Como veremos, embora sempre haja o que se fazer para melhorar a qualidade de vida de um idoso, existem idosos que envelheceram bem e idosos que envelheceram mal. E escolher que tipo de idoso queremos ser é privilégio de quem é jovem e está disposto a planejar o seu envelhecimento.

 

Afinal, quem é idoso?

Podemos responder a pergunta de duas maneiras:
Conceito cronológico
É idoso quem tem pelo menos uma certa idade. Originalmente a Organização Mundial da Saúde (OMS) definia que esta idade mínima era de 65 anos para países desenvolvidos e 60 anos para países em desenvolvimento, tanto porque países em desenvolvimento têm expectativas de vida menores quanto refletindo um pior estado de saúde dos idosos nestes países. No entanto, o reconhecimento de que o envelhecimento é um fenômeno mundial, as melhores condições de saúde em geral dos idosos nos países em desenvolvimento e as dificuldades em comparar populações idosas em países com diferentes definições do que é um idoso têm levado cada vez mais ao uso da idade mínima de 65 anos para se definir um idoso. No entanto, como veremos, definir quem é idoso simplesmente por causa da idade pode ser útil, mas é simplificar demais um processo que é lento, de início muito precoce e contínuo.

 

Conceito biológico

O envelhecimento é, segundo Confort, um grande estudioso do assunto, um “conjunto de fenômenos que leva à redução da capacidade de adaptação a sobrecargas funcionais”. Para entender do que Confort está falando, precisamos decompor seu raciocínio.

Por funcionalidade entendemos literalmente o funcionamento do nosso organismo, ou melhor, a capacidade de função de cada órgão ou sistema que compõem o nosso corpo. Assim, se pensamos na função de bomba do coração, a capacidade funcional cardíaca está ligada à sua capacidade de manutenção da sua função de bomba, função vital para nossa sobrevivência.

Acontece que o coração humano, em seu auge na idade adulta, é capaz de bombear muito mais sangue do que necessário para a manutenção do corpo em um desempenho basal, como o repouso ou atividade leve. Todos nós percebemos isto quando fazemos um exercício mais pesado: o coração acelera, bombeando muito mais sangue e oxigênio para suprir este aumento nas necessidades energéticas durante o esforço.

Este exercício mais pesado nada mais é do que uma sobrecarga funcional que nós impomos ao coração. Isto é o mesmo que dizer que o coração possui uma capacidade funcional superior ao necessário para o funcionamento básico (que nós médicos chamamos de funcionamento basal) do organismo.

Então, se o o coração possui uma capacidade maior do que o necessário para o funcionamento basal do organismo, podemos dizer que o coração humano possui reserva funcional; é justamente esta reserva que permite que o coração receba uma sobrecarga funcional (o exercício) e desempenhe bem diante dela. Isto acontece com todos os órgãos ou sistemas do nosso corpo: nós temos reserva funcional cardíaca, pulmonar, visual, cerebral, muscular, etc.

O nosso corpo possui reserva funcional, o que significa que nós somos capazes de desempenhar muito mais do que o necessário no dia-a-dia. É exatamente em situações de sobrecarga funcional que esta reserva funcional é “chamada” a comparecer, permitindo que nosso corpo mantenha-se bem em momentos excepcionais. O organismo humano em seu apogeu tem muita reserva funcional, o que permite que ele se adapte bem em situações de reserva funcional.

Acontece que durante o envelhecimento, diversos fenômenos biológicos entram em ação constante, lentamente diminuindo nossa reserva funcional. De fato, tais fenômenos são tão lentos, que alguns começam durante a infância! Nós continuamos muito bem no dia-a-dia, pois usamos muito menos do que nossa capacidade funcional – e isto continua a ser verdade mesmo em idades muito avançadas. Mas é nestas idades que uma sobrecarga funcional, como uma doença, um remédio a mais para ser destruído pelo fígado ou eliminado pelos rins ou uma queda ao chão pode produzir efeitos que nós nunca observaríamos em um jovem.

O processo de envelhecimento torna os idosos muito mais vulneráveis às doenças do que o são os indivíduos mais jovens. Isto porque, em indivíduos idosos, existe a “redução da capacidade de adaptação a sobrecargas funcionais” mencionada por Confort. Os médicos geriatras sempre se preocupam com essa perda de reserva funcional quando prescrevem remédios, pedem exames e acompanham pacientes idosos.

Considerando o auge da capacidade funcional humana por volta dos 30 anos, a tabela mostra o ritmo de perda destas funções em porcentagem se considerarmos cada uma em 100% de funcionalidade aos 30 anos. É importante ressaltar que, embora as perdas sejam grandes, como vemos na tabela, a reserva funcional humana é tão grande que podemos estar muito bem mesmo em idades muito avançadas.

A necessidade basal renal, por exemplo, é da ordem de 30% daquilo que nós temos aos 30 anos, e só abaixo disto é que temos uma doença grave dos rins. Como vemos, mesmo aos 80 anos, o envelhecimento preserva muito mais função do que nós precisamos. Mas aqui temos somente metade da explicação do envelhecimento, porque esta explicação nos diz o que é o envelhecimento normal, ou senescência, mas o envelhecimento habitual, aquele que nós observamos nas pessoas, é sempre uma soma da senescência com a senilidade (o envelhecimento anormal ou patológico).

 

Senescência versus Senilidade

Dois tipos de fenômenos nos acompanham na jornada entre a juventude e a idade avançada: a senescência, ou envelhecimento normal, que acabamos de conceituar, e a senilidade, ou envelhecimento anormal ou patológico. Enquanto o envelhecimento normal é inevitável, não pode ser curado nem se rejuvenesce dele, afinal é um processo natural do ser humano, a senilidade ou envelhecimento patológico é em grande parte evitável, até certo ponto pode ter cura e sempre existe o que fazer para ao menos diminuir o seu efeito. Isto porque a senilidade não é parte natural do nosso envelhecimento! A senilidade, na verdade, é a perda de capacidade funcional de um ou mais órgãos ou funções causada por maus hábitos de vida como o sedentarismo (falta de exercício), o excesso de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar, a má alimentação e a obesidade, bem como a falta de prevenção e controle das doenças crônicas, como o diabetes, a hipertensão e colesterol alto, entre tantos outros.

O envelhecimento que observamos nas pessoas é, portanto, a perda de reserva funcional determinada pela soma da senescência (natural e inevitável) com a senilidade (evitável e variável de uma pessoa para outra). Se a senescência é normal e permite vivermos com qualidade até idades extremamente avançadas (por que não dizer: além dos 100 anos?), é a senilidade ou envelhecimento anormal que nos tira gravemente a reserva funcional e prejudica a nossa qualidade de vida à medida em que envelhecemos.

 

Envelhecimento e ciclo de vida segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

É por isto que dizer que “idoso é tudo igual” não poderia estar mais errado: nós envelhecemos de forma diferente uns dos outros, porque vivemos vidas diferentes, nos cuidamos de forma diferente e lidamos de forma diferente com os problemas que temos ao longo da vida. No entanto, todos deveríamos nos prevenir, porque a vida vale muito mais a pena se vivida com mais qualidade! Mas vale lembrar: quanto antes nós nos prevenimos, mais problemas nós evitamos!

 

Então, quando procurar um geriatra?

Acredito que existem dois grandes motivos para se procurar um médico geriatra.
O primeiro é ser idoso e desejar ter um médico responsável pela sua saúde como um todo, capaz de lidar com a maioria das condições de saúde e de doença, seja do coração, anemia, depressão, diabetes ou pressão alta, problemas de colesterol alto, osteoporose ou fumo – ou todas elas juntas. Se você é um idoso e gostaria de ter um seguimento completo, vale a pena procurar o geriatra.

O segundo motivo é querer envelhecer com saúde e fazer uma avaliação ampla, com consulta e os exames especificamente para o seu caso, levando-se em conta ocupação, atividades diárias e de lazer, para a elaboração de um aconselhamento amplo de saúde, específico para cada idade.

Afinal de contas, envelhece bem quem se cuida, de forma ativa e preventiva.

E para isto nunca se é nem novo demais nem velho demais.

Fonte: Envelhecimento Saudável

Dia Nacional do Parkinsoniano

Hoje é o Dia Nacional do Parkinsoniano. De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (ONU), existem aproximadamente, 4 milhões de pessoas no mundo com a doença. Espera-se que com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, esse número dobre até 2040.
A doença de Parkinson (DP) é apenas uma das formas, embora a mais frequente, de parkinsonismo. O termo parkinsonismo refere-se a um grupo de doenças que apresentam em comum os mesmos sintomas, associados ou não a outras manifestações neurológicas. A DP é também chamada de parkinsonismo primário ou idiopático porque é uma doença para a qual nenhuma causa conhecida foi identificada. Por outro lado, diz-se que um parkinsonismo é secundário quando uma causa pode ser identificada ou quando está associada a outras doenças degenerativas. Cerca de 2/3 de todas as formas de parkinsonismo correspondem à forma primária.A doença de Parkinson (DP) ou Mal de Parkinson, é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que acomete em geral pessoas idosas. Ela ocorre pela perda de neurônios do SNC em uma região conhecida como substância negra (ou nigra). Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina, cuja diminuição nessa área provoca sintomas principalmente motores. Entretanto, também podem ocorrer outros sintomas, como depressão, alterações do sono, diminuição da memória e distúrbios do sistema nervoso autônomo. Os principais sintomas motores se manifestam por tremor, rigidez muscular, diminuição da velocidade dos movimentos e distúrbios do equilíbrio e da marcha.

O diagnóstico de DP persiste sendo feito essencialmente em bases clínicas. Tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural de intensidades variáveis individualmente, são os sinais e sintomas clássicos.

O que é Amnésia?

Uma ligeira perda de memória é uma parte normal do envelhecimento. Mas uma perda significativa de memórias existentes ou a incapacidade para formar novas memórias, pode indicar a presença de amnésia.

1) Quais são as causas da amnésia?

 

Pode ser causada por diversas razões, entre elas:

  • Doenças neurodegenerativas
  • Traumas físicos – como uma lesão na cabeça que ocorre em acidentes de carro. Na maioria dos casos, a amnésia não é severa e não é de longa duração
  • Uso de medicamentos específicos – geralmente sedativos. Amnésia pode ser um dos sintomas de certas doenças degenerativas do cérebro, tais como a doença de Alzheimer
  • Acidente Vascular Encefálico
  • Encefalite – inflamação do cérebro –  isto pode ser causada por uma infecção por vírus
  • Privação de oxigênio – qualquer doença ou situação que prejudica o fornecimento de oxigênio para o cérebro, como um ataque cardíaco, insuficiência respiratória ou envenenamento por monóxido de carbono
  • Hemorragia subaracnóide – em uma das membranas que revestem o cérebro
  • Um tumor cerebral em uma parte controladora de memória do cérebro
  • Alcoolismo e uso de drogas
  • Alguns distúrbios convulsivos

 

2) Quais são os tipos de amnésia?

  • Amnésia anterógrada – o paciente não consegue se lembrar de novas informações, como coisas que aconteceram recentemente. Informações que devem ser armazenadas na memória de curto prazo desaparecem. Isso geralmente é causado por trauma cerebral (dano cerebral a partir de uma pancada na cabeça, por exemplo).

No entanto, um paciente com amnésia anterógrada pode se lembrar de dados e eventos que aconteceram antes da lesão. Este efeito pode ser temporário, como em um blecaute causado por excesso de álcool.

Ele também pode ser permanente, por exemplo, quando uma pessoa sofre danos na área do cérebro conhecida como o hipocampo (que desempenha um papel importante na formação de memórias).

  • Amnésia retrógrada – muitas vezes considerado como o oposto da amnésia anterógrada. O paciente não se lembra de eventos que ocorreram antes do trauma, mas se lembra de coisas que aconteceram depois.
  • Amnésia global transitória – uma perda temporária de toda a memória. O paciente com amnésia global transitória também acha muito difícil de formar novas memórias – neste caso tem amnésia anterógrada grave. Um paciente com amnésia global transitória geralmente tem uma doença vascular (um problema com os vasos sanguíneos).
  • Amnésia traumática – perda de memória causada por um duro golpe na cabeça, como um acidente de carro. Pessoas com amnésia traumática podem experimentar uma breve perda de consciência ou até mesmo entrar em coma. Na maioria dos casos, a amnésia é temporária – depende de quão grave é a lesão.
  • Psicose de Wernike-Korsakoff – este tipo de perda de memória é causado pelo abuso de álcool. A doença tende a ser progressiva – que gradualmente fica pior ao longo do tempo. Os doentes também tendem a ter problemas neurológicos, como a falta de coordenação e a perda de sensibilidade nos dedos dos pés. Ela também pode ser causada por desnutrição, estando ligada à deficiência de tiamina.
  • Amnésia psicogênica – este é um fenômeno muito raro. Pacientes esquecem não só o passado, mas a sua própria identidade. A pessoa acorda e de repente não tem qualquer sentido de quem ela é – mesmo se olhar no espelho, não se reconhece no próprio reflexo- (a pessoa no espelho é um estranho). Todos os detalhes da sua vida, como carteira de habilitação e cartões de crédito não fazem sentido. Este tipo de amnésia é geralmente desencadeado por um acontecimento, no qual a mente da pessoa é incapaz de lidar corretamente. Na maioria dos casos, a memória, seja lenta ou de repente, volta dentro de poucos dias. No entanto, a memória do evento em si pode nunca mais voltar completamente.
  • Amnésia infantil – o paciente não recorda acontecimentos desde a infância. Este tipo de amnésia pode estar associado com o desenvolvimento da linguagem. Ou é possível que algumas áreas da memória do cérebro não eram totalmente desenvolvidas durante a infância.
  • Amnésia pós-hipnótica – eventos durante a hipnose podem não ser recuperados.
  • Amnésia da fonte – a pessoa pode se lembrar de certas informações, mas não sabe como ou onde ela teve essa informação.
  • Fenômeno Blackout – amnésia causada por se beber demais. A pessoa não consegue se lembrar de acontecimentos durante a embriaguez.
  • Prosopamnesia – a pessoa não consegue se lembrar de rostos. As pessoas podem adquirir prosopamnesia ou ter nascido com isso.

Em termos simples, amnésia é a perda de memória.

 

3) Quais são os sintomas

  • Dificuldade para se lembrar de coisas novas
  • Dificuldade para lembrar coisas do passado
  • As falsas memórias – estes podem ser completamente inventadas ou feitas de memórias reais deslocadas no tempo
  • Movimentos descoordenados, às vezes tremores (problemas neurológicos)
  • Confusão ou desorientação.
  • Problemas com a memória de curto prazo
  • A perda parcial de memória
  • Perda total de memória
  • Incapacidade de reconhecer rostos
  • Incapacidade de reconhecer lugares

Amnésia é diferente de demência. Embora a demência inclua perda de memória também envolve outros problemas importantes que podem afetar a capacidade do paciente para realizar atividades diárias.

4) Como diagnosticar?

Amnésia pode ser diagnosticada por um médico ou especialista neural. O médico vai exigir uma história clínica detalhada – isto pode ser difícil se o paciente não se lembrar de coisas, de modo que os membros da família terão de estar presentes. Um médico terá a permissão do paciente para falar sobre suas informações médicas com outra pessoa.

O médico irá tentar descobrir as seguintes questões:

  • O paciente pode lembrar-se de eventos recentes e/ou eventos anteriores?
  • Quando os problemas de memória começaram?
  • Como os problemas de memória aumentaram?
  • Existiram quaisquer fatores que possam ter causado a perda de memória, como um ferimento na cabeça, cirurgia ou acidente vascular cerebral?
  • Existe uma história familiar de quaisquer doenças ou condições neurológicas ou psiquiátricas?
  • Detalhes sobre o consumo de álcool do paciente
  • O paciente está atualmente tomando alguma medicação?
  • O paciente toma drogas ilegais, como cocaína, maconha, etc.?
  • Representam sintomas do paciente diminuir sua capacidade de cuidar de si mesmo?
  • O paciente tem um histórico de depressão?
  • O paciente já teve câncer?
  • O paciente tem um histórico de convulsões?

A avaliação da memória irá ajudar a determinar a extensão da perda de memória. Isso vai ajudar a decidir sobre o melhor tratamento.

A fim de descobrir se há algum dano no cérebro, o médico pode pedir:

Ressonância magnética: é melhor para a detecção de um tumor no cérebro.

Tomografia computadorizada: a tomografia computadorizada é boa em detectar hemorragia no cérebro (especialmente a partir de lesão).

Eletroencefalograma – esta é uma ferramenta que fornece uma imagem do cérebro, enquanto o paciente está realizando uma tarefa que requer pensamento. Ele permite que o médico detecte a localização e a magnitude da atividade do cérebro envolvida em diversos tipos de funções.
Os exames de sangue – também podem revelar a presença de qualquer infecção ou deficiências nutricionais.

5) Existe tratamentos? 

 

Felizmente, a maioria dos casos de amnésia resolve-se sem tratamento. No entanto, se um distúrbio físico ou mental está presente, ele deve ser tratado (se possível).

  • O apoio da família é crucial para ajudar um paciente com amnésia ficar melhor.
  • Terapeuta ocupacional irá ajudar a adquirir novas informações a fim de substituir memórias perdidas ou ajudar a usar memórias existentes como base para a aquisição de novas informações.
  • Agenda digital, como um iPhone: mesmo pacientes com severa perda de memória, podem se tornar bastante competentes com as tarefas do dia-a-dia. O aparelho pode ser usado para lembrar o paciente sobre eventos importantes, como quando tomar medicamentos e compromissos.
  • Atualmente não há medicamentos para a restauração da memória para pacientes com amnésia.

Como síndrome de Wernicke-Korsakoff envolve uma deficiência de tiamina, uma nutrição específica pode ajudar. Cereais integrais, leguminosas (feijões e lentilhas), nozes, carne de porco magra, e leveduras são ricas fontes de tiamina.

Na maioria dos casos, amnésia é uma condição temporária, durando desde alguns segundos a algumas horas, mas, a duração pode ser mais longa, dependendo da severidade da doença ou traumatismo.

6) Como prevenir? 

  • Evite o uso pesado de álcool ou drogas
  • Use capacetes de proteção quando se envolver em esportes que são de alto risco
  • Mantenha-se mentalmente ativo durante toda a vida. Por exemplo, tenha aulas, explore novos lugares, leia novos livros e jogue jogos mentais desafiadores
  • Mantenha-se fisicamente ativo ao longo da vida
  • Faça uma dieta saudável incluindo frutas, legumes, grãos integrais e proteínas de baixo teor de gordura
  • Fique hidratado.

Idosos: Cada vez mais tomando remédios que afetam o cérebro

O número de idosos nos Estados Unidos que tomam ao menos três medicamentos que afetam o cérebro mais do que dobrou em uma década, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (13), que alerta sobre o risco elevado desta prática.

Este forte aumento ocorreu especialmente entre os idosos das zonas rurais, onde a taxa de visitas ao médico triplicou durante o mesmo período.

Os remédios prescritos são uma combinação de opiáceos, antidepressivos, tranquilizantes e antipsicóticos, segundo um estudo publicado pela revista médica americana “Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine”.

Neurologista Ayrton Roberto Massaro fala sobre a polifarmácia em idosos, prática de tomar mais de um medicamento

Esta combinação, que age sobre o sistema nervoso central, é “preocupante” devido ao risco que implica para os idosos. Além das quedas e dos ferimentos que esta prática provoca, os autores mencionam também os riscos quando essas pessoas estão ao volante, as perdas de memória e outros problemas cognitivos.

Combinar analgésicos opiáceos com alguns tranquilizantes é particularmente preocupante, como alertou recentemente a Food and Drug Administration (FDA, agência sanitária americana).

Esta equipe de pesquisadores da Universidade de Michigan analisou dados de uma amostra representativa de consultórios médicos entre 2004 e 2013, procedente dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Os pesquisadores descobriram que em 2004, 0,6% dos pacientes com mais de 65 anos recebiam prescrições de três ou mais medicamentos que afetam o sistema nervoso central, e que em 2013 esse número subiu para 1,4%. Se esta proporção for extrapolada para toda a população de idosos dos Estados Unidos, significaria 3,68 milhões de visitas médicas por ano nas quais foram prescritas três ou mais dessas drogas.

“O aumento que vimos nestes dados pode indicar que os idosos cada vez mais procuram assistência médica e aceitam tomar medicamentos para tratar problemas de saúde mental”, disse o autor principal do estudo, Donovan Maust, psiquiatra geriátrico da Universidade de Michigan.

“Mas isso também é preocupante por causa dos riscos de combinar esses medicamentos”, acrescentou.

O estudo revelou, ainda, que cerca da metade das pessoas com mais de 65 anos que tomam esses coquetéis de medicamentos não parecem ter sido diagnosticadas anteriormente com problemas de saúde mental, insônia ou dor crônica.

Fonte: G1

Solidão pode afetar a saúde de idosos

O círculo vai encolhendo. Os anos vão passando e os idosos vão a funerais demais. Amizades mantidas por décadas acabam à medida que companheiros e confidentes se aposentam, se mudam de cidade ou adoecem.

Mas até mesmo em idades avançadas, novos relacionamentos podem ser criados e fortalecidos. O filho de Sylvia Frank, que se mudou para uma residência de vida independente em Lower Manhattan em 2014, vivia repetindo que a prima de uma colega, Judy Sanderoff, iria se mudar para a mesma instituição. Ambas entraram em contato.

Agora, Sylvia, 91, e Judy, de 96, tomam café da manhã juntas praticamente todos os dias; jantam uma com a outra ou com outros amigos muitas vezes por semana. Judy passou o Dia de Ação de Graças com a família de Sylvia no Brooklyn.

Tenho conversado com idosos que fizeram amigos já em idade avançada. Embora sofram com as perdas, são gratos pela capacidade de encontrar amizade, valores e interesses compartilhados, compreensão e confiança.

“A necessidade que tivemos a vida toda -pessoas que nos conheçam, nos valorizem e nos tragam felicidade- nunca vai embora”, afirma Barbara Moscowitz, assistente social geriátrica sênior do Hospital Geral de Massachusetts.

A forma como priorizamos as amizades pode mudar. Laura Carstensen, psicóloga da Universidade de Stanford, desenvolveu uma teoria chamada “seletividade socioemocional”: à medida que as pessoas sentem que não têm muito mais tempo pela frente, desenvolvem relacionamentos superficiais para se concentrar naqueles que consideram mais significativos.

“Essas pessoas investem mais nas conexões que ainda restam”, afirmou Gary Kennedy, diretor de psiquiatria geriátrica do Centro Médico Montefiore, em Nova York.

Inúmeras pesquisas recentes destacam a importância desses laços. O isolamento social e a solidão podem ter um impacto fortíssimo nos idosos, tanto psicológica, quanto fisicamente.

Podemos entender os riscos do isolamento e de uma vida solitária. “Por inúmeras razões, ninguém se preocupa com as necessidades diárias do indivíduo; alimento, medicação, consultas médicas. A geladeira está vazia, mas não há ninguém para quem telefonar. As pessoas se sentem desesperadas e humilhadas” diz Barbara.

Elas também sofrem uma maior taxa de mortalidade e risco de depressão, declínio cognitivo e problemas de saúde como doença arterial. A solidão traz outros perigos: estudos demonstram uma associação entre ela e pressão sanguínea elevada, entrada em asilos e comportamentos de risco como falta de atividade e fumo.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, acompanharam 1.600 participantes (com média de idade de 71 anos) e revelaram que os mais solitários eram os que tinham maior dificuldade de executar atividades do dia a dia.

Mesmo quando o estudo levou em conta fatores socioeconômicos e de saúde, os solitários exibiam uma taxa de mortalidade mais elevada: quase 23% deles morreram em um intervalo de seis anos, comparados com 14% dos que não eram solitários.

Com fortes evidências da importância da amizade para salvar vidas e promover a saúde, assistentes sociais e pesquisadores afirmam que devemos prestar mais atenção em seu papel. Diretores de atividade, funcionários de centros de idosos e cuidadores: existem formas melhores de ajudar os idosos a manterem contato com amigos, ou conhecer novas pessoas? Todos estamos dispostos a levar parentes a consultas com o médico; levá-los para passar tempo com amigos é igualmente importante.

Fonte: Folha

Idoso X Calor: Como cuidar da saúde no verão

O presidente da SBGG, o médico geriatra José Elias Soares Pinheiro, explica que na velhice o indivíduo pode apresentar uma menor capacidade de se adaptar à elevação dos termômetros devido ao processo de envelhecimento, o que justifica haver uma maior atenção à saúde para evitar problemas como a desidratação e a hipertermia.

Entre as alterações no organismo que ocorrem com o envelhecimento, o geriatra destaca a redução da sensação de sede; bem como na percepção do calor e na capacidade de eliminar o calor do corpo (termólise). “No caso dos idosos, não se pode esperar ter vontade de tomar água para fazê-lo. Eles devem procurar bebê-la com constância, como uma rotina mesmo”, salienta Pinheiro.

Entre os sinais clássicos de complicações do calor, como a desidratação, estão lábios e língua secos e diminuição da quantidade de urina. O presidente da SBGG complementa ainda que podem também ocorrer alterações de comportamento (agitação ou apatia; confusão mental), dor de cabeça, tonturas, fadiga e mal-estar.

Já os sintomas de alerta para hipertermia são contraturas musculares, náuseas, vômitos, dor de cabeça, fraqueza, tonturas ou até convulsões.

Nestes casos as recomendações são mover a pessoa para um lugar fresco, de preferência com ar condicionado; deitá-la para que repouse, remover roupas apertadas e desconfortáveis; oferecer água se a pessoa estiver consciente e procurar imediatamente ajuda médica.

A Sociedade reforça que devido às características climáticas do Brasil, em que o clima tem se mostrado quente não apenas no verão, como tem ocorrido nos últimos anos no País e no mundo, é fundamental manter os cuidados com a saúde frente às altas temperaturas, independentemente da estação.

A prevenção deve ser feita a partir de cuidados simples e diários. Ingerir pelo menos dois litros de água por dia, usar roupas leves, preferir alimentos menos gordurosos, passar protetores solares nas áreas dos corpos expostos aos raios solares, são algumas medidas para manter a saúde.

Fonte: bonde.com.br

Cuidados mais que especiais

Um dia você olha no espelho e percebe que o tempo passou. O corpo e a pele já não são os mesmos, a disposição vai dando espaço ao cansaço e a insegurança das primeiras experiências se transformou em sabedoria.

Muitos idosos lidam bem com esta situação e até fazem da Terceira Idade, a melhor fase de suas vidas, saindo para dançar, participando de grupos de atividades e curtindo tudo o que a vida pode lhes oferecer sem dar espaço para a solidão, porém, boa parte deles não consegue superar a sensação de inutilidade e vazio decorrentes das mudanças no corpo e na rotina e acaba se isolando de seu ciclo social, seja por vergonha de estar parado, seja por se sentir descartado: “muita gente acha que os problemas de saúde dos idosos são decorrentes da saúde fragilizada. De fato, nosso organismo fica mais vulnerável com o passar dos anos e, assim como toda máquina, vai perdendo suas reservas, mas manter a autoestima em alta e receber afeto ajuda a fortalecer o sistema imunológico nesta fase da vida”, explica o psicofisiologista da Unifesp, Ricardo Moneze.

Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos comprova o poder das emoções na saúde dos idosos. Depois de avaliar 229 pessoas, com idade entre 50 e 68 anos, os pesquisadores descobriram que idosos solitários têm pressão sanguínea até 30% mais elevada do que os mais ativos. Além disso, constataram também, que estes pacientes são mais propensos a apresentar doenças cardíacas.

Mas eu nem comecei a viver ainda!

Um dos grandes dilemas dos idosos é assumir para si mesmos que a idade chegou e conseguir manter o ânimo mesmo depois de perceber que o corpo e a vida já não seguem no mesmo ritmo da época da juventude:

“alguns sofrem e teimam em aceitar que a idade chegou. Em geral, isso acontece porque se criou uma ideia falsa de que a terceira idade é ruim. Estar velho não é um problema ou uma doença e pode representar o começo e não o fim, como muitos pensam. Você pode até não conseguir mais dançar salsa como gostava, mas pode começar uma aula de tango ou uma valsa e descobrir o prazer destas outras danças”, explica Moneze. “Ser idoso significa acumular experiências e não deixar de vivê-las”,continua.

Aposentado?

Que nada! Outra situação que leva os idosos ao isolamento, é a sensação de inutilidade diante da aposentadoria. Para eles, principalmente para os homens, deixar de trabalhar significa deixar de ser útil e capaz de comandar sua própria vida e o isolamento funciona como válvula de escape nestes casos: “é uma questão social. Desde sempre o trabalho dignifica o homem, porém, não ter uma ocupação formal não significa que a pessoa é inútil, ela apenas já cumpriu suas obrigações quanto a isso e está na fase de aproveitar e descansar”, explica.

Se a sensação de ficar parado incomoda, que tal fazer uma aula de dança ou um curso de artesanato? Participar de grupos da Terceira Idade também pode ajudar a manter a mente saudável.

Lidando com as perdas

Se no começo da vida reunimos amigos, aumentamos a família e vemos a prosperidade como sinônimo de ganhos, na velhice, uma das coisas mais desagradáveis e dolorosas é lidar com as perdas. É o melhor amigo que se foi, o filho que mudou de cidade, a aposentadoria, a beleza que dá lugar as rugas.

Sem dúvida, lidar com tantas perdas é muito difícil e doloroso e exige maturidade e preparo emocional para não causar medos, traumas e depressão, mas não adianta encará-las como algo negativo, elas são naturais na vida de qualquer pessoa e devem ser vistas como tal: “não dá para achar que a vida se resume em perdas. Elas doem, a saudade bate na porta, mas a vida é assim e não há nada que se possa fazer para mudar isso. O melhor é encarar e seguir em frente pensando não no que se perdeu, mas no que ainda é possível ganhar”, diz.

Descartável por quê?

Muitas vezes, não é o idoso que se isola, é a família que o deixa de escanteio por não ter paciência ou por falta de tempo para conversar e dar a atenção necessária.

Nestes casos, é preciso que todos os que convivem com o idoso se sensibilize e perceba que deixá-lo de lado pode trazer consequências graves em função da sensação de abandono:

“para se ter uma ideia da gravidade do problema, mais da metade dos idosos atendidos no consultório apresentam doenças típicas de quem está sofrendo emocionalmente. São quadros clínicos diversos, como psoríase e hipertensão, mas que em geral, são motivados por solidão e tristeza”, explica Ricardo.

Algumas doenças motivadas pelo estresse emocional, bastante comuns na velhice:

-Fribromialgia: “o idoso passa a sentir dores e incômodos e acha que tem a ver com a fraqueza dos ossos, mas muitas vezes elas são decorrentes da apatia e não da debilidade do sistema imunológico”, explica Ricardo.

-Psoríase: “as doenças de pele são mais comumente relacionadas a saúde emocional do paciente. Nos idosos, tem havido um crescimento considerável do número de casos deste tipo de patologia em função da dor emocional”, continua. -Hipertensão: a falta de ocupação e a tristeza provocam um quadro de estresse emocional nos idosos e por isso a pressão arterial sobe.

-Falta de vitamina D: como têm a mobilidade comprometida pelos aspectos típicos da idade e tendem a se isolar em decorrência da depressão, os idosos não pegam sol, uma das principais fontes de absorção de vitamina D o que ocasiona uma deficiência deste nutriente no organismo. Os baixos níveis de vitamina D estão relacionados à depressão, incontinência urinária e até câncer de mama.

Uma balança com saldo positivo

Uma das melhores alternativas para melhorar a qualidade de vida dos idosos, segundo o especialista é mudar a concepção negativa de velhice e fazer uma avaliação dos aspectos negativos e positivos da vida até ali. É só comparar para ver qual lado da balança pesa mais: “não tem como dar saldo negativo. Por pior que tenha sido sua vida, você pode aprender com ela, conheceu pessoas, amou, riu, chorou, isso é viver e a sabedoria dos mais velhos ajuda a compreender a vida desta maneira, basta tentar”, sugere.

De bem com a vida

Se o assunto é qualidade de vida na terceira idade, a dica é relaxar e curtir o momento: “a melhor maneira de afastar os pensamentos ruins é ocupar a cabeça e o tempo com atividades prazerosas, assim, mente e corpo entram em harmonia sem sofrimentos e frustrações”, explica Ricardo.

Quer curtir a terceira idade longe da solidão? Preste atenção nas dicas do especialista:

-Pratique exercícios físicos. Eles trazem saúde, bem-estar e favorecem o contato social.

-Mantenha uma alimentação equilibrada, sem muita gordura, sal e açúcar. Mas não se torture, a hora da refeição tem que ser prazerosa.

-Evite cigarros e bebidas alcoólicas. “Os vícios fazem mal a saúde em qualquer fase da vida, mas quando acumulados, na velhice podem trazer consequências maiores”, afirma Ricardo.